O Baptismo na Água (XIII)
Mas, qual é a origem da teoria da sepultura?O ensino do baptismo como sepultura na água emanou da assunção gratuita de que a palavra baptismos sempre, ou quase sempre, se refere ao baptismo na água, quando de facto se refere a identificação completa.
Depois de o Senhor ter sido baptizado com água. Ele declarou que tinha ainda um "baptismo para ser baptizado", referindo-se à Sua morte por crucificação (Ver Luc. 12.50 e Cf. Mar. 10.38). De facto, mesmo nos nossos dias, muitos, referindo-se a uma experiência muito dolorosa, dizem — e bem — que passaram por um "baptismo de fogo". As Escrituras contêm numerosos baptismos que nada têm a ver com água.
Passaremos à citação das duas passagens donde este conceito errado se tem levantado e baseado, de modo a podermos considerá-las à luz das Escrituras como um todo:
"De sorte que fomos sepultados com Ele pelo baptismo na morte; pelo que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Rom. 6.4).
"Sepultados com Ele no baptismo n'Ele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos" (Col. 2.12).
Deverá ser notado que ambos os versículos declaram que os crentes estão "sepultados com Cristo", não como Cristo. Isto em si deveria convencer-nos de que estas passagens nada têm a ver com o baptismo na água. Em Gál. 2.20 lemos que fomos "crucificados com Cristo", e é claro que isto não foi cumprido pela submissão a qualquer cerimónia religiosa. Precisamente da mesma forma que o crente foi "crucificado com Cristo" (Gál. 2.20) pela simples fé, assim também foi sepultado — e ressuscitado — com Cristo, "pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos" (Ver Col. 2.12 novamente). Isto não se pode referir ao baptismo na água, pois se temos de ser fisicamente sepultados para sermos "sepultados com Cristo", não temos também de ser fisicamente crucificados para sermos "crucificados com Cristo"?
Mais ainda, o Ver. 3 da passagem de Romanos declara que nós fomos "baptizados em Jesus Cristo — uma vez mais, não como Cristo, mas em Cristo, para nos tornarmos um com Ele. Isto traz-nos à mente a verdade de I Cor. 12.13, onde lemos que "Por um Espírito todos nós fomos baptizados formando um corpo". Gálatas 3.27 declara com muita clareza que é este o pensamento no que se refere ao nosso baptismo em Cristo:
"Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos revestistes de Cristo".
Voltando a Rom. 6.3,4 temos de perguntar: Como somos nós baptizados em Cristo? O apóstolo dá-nos uma resposta clara, expressa na forma duma reprovação que, com muito mais propriedade, se poderia aplicar à Igreja hodierna que à Igreja dos seus dias.
"Não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na Sua morte?" (Rom. 6.3).
Nós somos então baptizados em Cristo ao sermos baptizados na Sua morte.
Nós tornamo-nos um com Ele, quando nos tornamos um com Ele na sua morte. É esta a grande mensagem de Romanos 6.3.
O Calvário é sempre o lugar de reunião entre o Deus santo e os pecadores. Assim como nosso Senhor, num acto de infinita graça, se identificou connosco no Calvário, assim nós, por um acto de fé simples, identificamo-nos com Ele — também no Calvário. É quando, por assim dizer, olhamos para o Calvário reconhecendo:
"A morte que Ele está a morrer não é a Sua morte; Ele não cometeu qualquer pecado para morrer; Ele está a morrer a minha morte" — é então, quando aceitamos "a verdade do evangelho", que nos tornamos um com Ele, pois na realidade a morte que Ele morreu na cruz foi a nossa morte. E é assim que, eternamente, inseparavelmente unidos a Ele, somos, por assim dizer, conduzidos à vida ressuscitada; crucificados, sepultados e ressuscitados "com Ele".
Que heresia tão grande é pois a injecção de água nesta grande mensagem de Romanos! Como tem roubado a milhões de crentes sinceros a grande verdade que a passagem realmente ensina, a saber, a nossa unidade com Cristo na Sua morte, sepultura e ressurreição — e Efé. 1.3; 2.6; etc., acrescenta a isto a nossa ascensão com Cristo à mão direita do Pai, o lugar de honra e privilégio e bênção. Que erro tão grande falar e ensinar que "devemos seguir Cristo" no baptismo na água, quando os crentes já foram "baptizados em Cristo" pela fé!
Mas se esta passagem em Romanos é clara para aqueles que a lêem com um coração aberto e uma mente despida de preconceitos e imparcial, então que dizer de Colossenses 2, que é clara como a luz?
Ali, sob o título, "Estais perfeito (ou, completos) n'Ele" (Ver. 10), o apóstolo continua a explicar como estamos completos em Cristo; o que foi efectuado por nós em Cristo:
"No Qual também estais circuncidados (a circuncisão falava de morte para a carne) com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo;
"Sepultados com Ele no baptismo, n'Ele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos" (Col. 2.11,12).
Notemos bem que tanto a circuncisão como o baptismo são, na sua natureza, espirituais, executados "não por mão ... pelo poder, ou operação, de Deus", não pela operação dum homem.
Aqui levanta-se uma questão muito pertinente a respeito da suposta "sepultura" do crente "com Cristo" no baptismo na água:
Se eu sou "crucificado com Cristo" e "ressuscitado para andar em novidade de vida" no momento em que eu deposito a minha fé em Cristo como meu Salvador, quando é que eu sou sepultado com Cristo? Como pode um homem sepultar-me com Cristo num baptistério depois de eu ter já sido ressuscitado de entre os mortos e recebido nova vida em Cristo? Quão inconsciente e ilógico ensinar a "sepultura" dos vivos!
Algumas vezes é argumentado que é o "velho homem" que é sepultado no baptismo. Será realmente assim? Na realidade, não é o corpo que é sepultado, enquanto que as naturezas "velha" e "nova" continuam "contrárias uma à outra"? A primeira foi de facto "sepultada com Cristo" judicial e representativamente, mas ainda se encontra experimentalmente muito viva.
Surgem agora aqui umas questões de permeio que gostaríamos de colocar:
Nós não sepultamos na água — excepto nas sepulturas marítimas, quando tal se impõe —, nem há alguma indicação de que tal alguma vez tivesse sido feito nos tempos Bíblicos. Eles sepultavam os seus mortos na terra, em túmulos e sepulcros, nas rochas, etc., mas na água?!!! Onde? Quando?
E seria contranatural e grotesco, como alguns baptistas têm admitido, a realização duma cerimónia física de "crucificação" de modo a os crentes poderem ser "crucificados com Cristo", não será semelhante contranatural e grotesco realizar uma cerimónia física de "sepultura"?
Pare um pouco e pense. Se o baptismo na água é uma "representação gráfica" da obra de Cristo a nosso favor, a oferta de um cordeiro em sacrifício não o seria mais? Ainda assim, ninguém, hoje, anda por aí a oferecer sacrifícios!
O facto é que, hoje, o baptismo na água sob qualquer forma representa um lamentável fracasso na apreciação do que Cristo fez por nós e do que nós somos n'Ele. Porque há-de um santo, que já recebeu uma nova vida em Cristo, e lhe foi concedido assentar-se nos lugares celestiais, em Cristo (Efé. 2.4-7), vestir agora umas vestes baptismais e submeter-se à imersão em água numa "sepultura com Cristo", cerimonial?
Mas voltemos ao significado da palavra baptismo.
Nós já fizemos alusão ao facto de que a palavra "baptismo" não se refere sempre ao baptismo na água. Mas o verbo baptizo não significa "mergulhar"?
Algumas "autoridades", a maioria "autoridades" Baptistas, dizem que sim, porém as Escrituras provam a falácia de fazer disto uma definição global. De "facto isto também já foi salientado anteriormente.
Quaisquer que possam ser as diferenças que porventura existam quanto à tradução literal da palavra baptizo, podemos seguramente dizer que a maioria dos teólogos Baptistas, Presbiterianos, Metodistas, etc., — todos os que de alguma forma advogam a prática do baptismo na água nos nossos dias — concordam que a palavra implica muitas vezes identificação com um determinado objecto ou pessoa.
Porque no Velho Testamento haviam tantos baptismos na água a palavra, quando usada só, muito naturalmente ficava conotada com o contacto duma pessoa com água. Quando usada só, por conseguinte, falava frequentemente de lavagem ou purificação pela água, como indica Actos 22.16. Todavia quando nos é dito definitivamente em que é que uma pessoa é baptizada, seria de facto uma loucura continuar a insistir que o que está em causa é o contacto com a água. Sejamos razoáveis, consistentes e lógicos nas nossas interpretações.
Quando lemos em I Cor. 10.2 que os filhos de Israel "foram baptizados em Moisés, na nuvem e no mar", certamente que não vamos concluir daí que eles foram baptizados com água — pois eles cruzaram o mar em terra seca, de tal forma, que seria muito duvidoso que algum deles tivesse sequer sido salpicado (Êxo. 14.22). Foi o exército do Egipto, que os perseguiu, que foi todo sepultado no mar! I Cor. 10.2 significa simplesmente que os filhos de Israel foram identificados com Moisés na sua maravilhosa libertação do Egipto.
Assim o nosso baptismo em Cristo, e a nossa sepultura com Cristo, em Rom. 6.3,4 e Col. 2.12, referem-se à nossa identificação com Ele. Ambas as passagens apresentam este facto com muita clareza.
Certamente que é verdade que quando um navio se afundava na água se costumava dizer ter sido baptizado, mas quando o navio, ao se afundar, se enchia de água também se dizia ter sido baptizado. Isto apenas confirma o argumento de que a palavra "baptizado", em si, refere-se simplesmente a identificação completa.
Lewis Sperry Chafer, referindo-se a Rom. 6.1-4 e às passagens relacionadas, diz: "Estas passagens constituem por si um testemunho distinto de que pela operação do Espírito Santo o crente é orgânica e vitalmente unido ao Senhor e assim se tem tornado participante da posição, mérito, e dignidade perfeitas de Cristo. Uma vez que estas passagens apoiam o ministério baptizante do Espírito Santo, ou seja, o baptismo real contra o baptismo ritual, devemos-lhe prestar consideração específica" (Teologia Sistemática, Vol. VI, P. 12 — Versão em língua Inglesa). A isto nós respondemos com um "Amén!' de todo o coração.
Pensemos agora na solução para um problema embaraçoso.
Pelos seus próprios escritos e pregações, está-se a tornar cada vez mais evidente que os apologistas da prática do baptismo na água hoje (com a excepção da denominada Igreja de Cristo), estão perante um dilema embaraçoso no que a este assunto concerne.
Eles insistem que devemos levar a cabo a comissão que o Senhor deu, depois de ressuscitar, e antes de ascender ao céu, aos onze apóstolos. Insistem igualmente que devemos pregar a salvação pela graça, por meio da fé, sem as obras. Contudo, o registo de Marcos da Comissão diz claramente: "Quem crer e for baptizado será salvo" (Mar. 16.16) e isto certamente que não é salvação sem obras.
Ao tentarem desenredarem-se deste dilema de contradição, a maioria dos líderes apologistas da prática do baptismo na água tem adoptado uma das seguintes duas vias:
VIA NÚMERO UM
Alguns contendem, dizendo que os últimos doze versículos do registo de Marcos são espúrios, que não pertencem às Escrituras originais.
Certamente que o desejo, aqui, é o pai do pensamento, pois evidências irresistíveis demonstram a genuinidade desta passagem. Em que é que baseiam a afirmação de que estas palavras não se encontram no original? Baseiam-se no facto dos dois manuscritos mais antigos — o Sinaiticus e o Vaticanus — não as conterem. Contudo estamos convencidos que não há ninguém que analise objectivamente este problema sem concluir que os últimos doze versículos de Marcos pertenciam aos manuscritos originais.
Primeiro, lembremo-nos que não possuímos qualquer dos manuscritos originais da Bíblia. Segundo, os manuscritos que temos contêm Mar. 16.9-20 numa proporção de 300 para l. Mais de 600 manuscritos contem-nos. Apenas o Sinaiticus e o Vaticanus é que não! Terceiro, os manuscritos Vaticano e Sinaitico, que não contêm estes versículos, deixam indicações claras de que eles foram omitidos. Quarto, possuímos traduções dos mais antigos manuscritos, que precedem em antiguidade o Vaticano e o Sinaitico, que os contêm. Quinto, temos os escritos dos Pais da Igreja, assim chamados, mais antigos ainda, que contêm citações desta passagem. Sexto, o Sinaiticus e o Vaticanus foram recentemente desmascarados, tendo sido provado serem dois dos manuscritos mais corruptos que existem. Mas não necessitamos de entrar em detalhes a respeito desta passagem aqui, pois em Actos 2.38 encontramos Pedro a exigir o baptismo "para a remissão dos pecados". Com que autoridade ele tornou o baptismo um requisito para a salvação? Não pode haver senão uma resposta, pois ninguém negará que ele estava a operar sob a comissão dada aos onze quando pregou à multidão que o escutava no dia de Pentecostes. E para que ninguém o acuse de -ter actuado na carne a este respeito, não temos senão que observar que, pelo contrário, ele se encontrava "cheio do Espírito Santo" (Act. 2.4).
Em adição a isto temos a palavra de Ananias, guiada pelo Espírito, também a operar sob a mesma comissão, quando disse a Saulo: "Levanta-te, e baptiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor" (Act. 22.16).
Assim, a rejeição sumária de Mar. 16.9-20, como texto espúrio, de modo algum anula o problema, pois outras passagens das Escrituras provam sem sombra de dúvida de que sob a chamada "grande comissão", o baptismo na água era requerido para a salvação.
VIA NÚMERO DOIS
A grande maioria dos baptistas que acham que não podem legitimamente rejeitar Mar. 16.9-20 como texto espúrio têm, contudo, adoptado uma via que é igualmente desonrosa para o Senhor. Alteram a Palavra escrita de Deus para a fazerem harmonizar com os seus próprios pontos de vista doutrinários.
Distorcendo a última parte de Marcos 16.16 para obterem daí insinuações totalmente infundadas, argumentam dizendo que a passagem não ensina o baptismo para a salvação. Assim, apesar de a comissão declarar com clareza: "Quem crer e for baptizado será salvo", ensinam, pelo contrário, que quem crê e for salvo deve ser baptizado.
Os membros da denominada Igreja de Cristo, que defendem que o baptismo hoje é necessário para a salvação, apresentam o caso em termos até mais fortes. Eles acusam correctamente dizendo que, apesar da comissão declarar distintamente: "Quem crer e for baptizado será salvo", os baptistas asseveram ousadamente que quem crer e não for baptizado será salvo! Ainda que a Igreja de Cristo seja semelhantemente inconsciente e ilógica, ao por um lado defender que o baptismo para a salvação de Marcos 16.16 se aplica à presente dispensação, enquanto por outro nega que os sinais miraculosos dos versículos 17 e 18 se aplicam aos nossos dias. Como é que os defensores do baptismo na água hodierno podem responder a esta acusação?
Nesta relação, fazemos aos nossos leitores um aviso na presença de Deus para que tenham cuidado com aqueles que adoptam estas vias, pois uma pessoa que assim mutila, força e adultera um texto da Palavra de Deus que é tão clara, é apto a fazer o mesmo com outras, frustrando aos homens a verdade e induzindo-os em erro.
Como salientámos já, Pedro foi um dos que o Senhor comissionou, dizendo: "Ide". Além disso ele encontrava-se "cheio do Espírito Santo" (Act. 2.4), de forma que ele não podia ter errado na sua interpretação desta comissão. E ele exigiu o baptismo "para a remissão dos pecados", de modo que tem que ser esse o significado das palavras em Mar. 16.16.
Tanto os baptistas como os que se auto-denominam de "A Igreja de Cristo", falharão completamente em se libertarem das suas posições inconscientes e ilógicas enquanto insistirem que a comissão aos onze (posteriormente doze) é a nossa comissão, e não virem e reconhecerem a comissão muito maior ulteriormente dada a Paulo e a nós (Gál. 2.2-9; II Cor. 5.14-21).
A solução simples para os seus problemas é reconhecerem que enquanto a comissão dada aos onze estipulava o baptismo na água como um requisito para a salvação e indicava os sinais miraculosos como evidências da salvação, a nossa comissão, que a suplantou da mesma forma que Paulo suplantou os doze apóstolos, não.
No princípio dos Actos, encontramos tanto o baptismo como os sinais miraculosos da comissão em plena força, todavia ambos desaparecem com o ministério de Paulo (Ver I Cor. 1.14-17; 13.8).
A suprema importância de se ver tudo isto jaz no facto de que com Paulo nós emergimos do legalismo e das obras do Velho Testamento para "a dispensação da graça de Deus" (Efé. 3.1-4), e dos sinais terrenos para "todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Efé. 1.3). Assim, as contradições imaginárias entre os "evangelhos" e as epístolas de Paulo dissolvem-se e não há nada que anule ou neutralize a nossa posição peculiar como membros do Corpo de Cristo.
Uma vez separados das Bênçãos do concerto, nós éramos por natureza "filhos da ira, como os outros também",
"MAS DEUS ..." (Ler bem Efé. 2.4-10 e Col. 3.1-3).
Estas palavras do Senhor ascendido e glorificado por meio de Paulo, encontra-se tão acima das do Senhor Jesus aquando da Sua estadia na terra, como os céus estão longe dela.
Isto não quer dizer que neguemos que as palavras faladas por nosso Senhor, enquanto aqui na terra, fossem verdadeiras e os mandamentos autoritários, mas que foram posteriormente suplantados por revelações adicionais e mais elevadas, por verdades mais gloriosas e uma comissão mais elevada que Ele mesmo deu — já glorificado e exaltado acima de tudo (Efé. 1.19-21).
Os que falham em ver e reconhecer isto encontram-se num número elevado de contradições. Os que vêem e reconhecem isto entram na apreciação da admirável harmonia do programa de Deus e descobrem um novo objectivo e poder no seu ministério para Ele.
Passaremos à citação das duas passagens donde este conceito errado se tem levantado e baseado, de modo a podermos considerá-las à luz das Escrituras como um todo:
"De sorte que fomos sepultados com Ele pelo baptismo na morte; pelo que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Rom. 6.4).
"Sepultados com Ele no baptismo n'Ele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos" (Col. 2.12).
Deverá ser notado que ambos os versículos declaram que os crentes estão "sepultados com Cristo", não como Cristo. Isto em si deveria convencer-nos de que estas passagens nada têm a ver com o baptismo na água. Em Gál. 2.20 lemos que fomos "crucificados com Cristo", e é claro que isto não foi cumprido pela submissão a qualquer cerimónia religiosa. Precisamente da mesma forma que o crente foi "crucificado com Cristo" (Gál. 2.20) pela simples fé, assim também foi sepultado — e ressuscitado — com Cristo, "pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos" (Ver Col. 2.12 novamente). Isto não se pode referir ao baptismo na água, pois se temos de ser fisicamente sepultados para sermos "sepultados com Cristo", não temos também de ser fisicamente crucificados para sermos "crucificados com Cristo"?
Mais ainda, o Ver. 3 da passagem de Romanos declara que nós fomos "baptizados em Jesus Cristo — uma vez mais, não como Cristo, mas em Cristo, para nos tornarmos um com Ele. Isto traz-nos à mente a verdade de I Cor. 12.13, onde lemos que "Por um Espírito todos nós fomos baptizados formando um corpo". Gálatas 3.27 declara com muita clareza que é este o pensamento no que se refere ao nosso baptismo em Cristo:
"Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos revestistes de Cristo".
Voltando a Rom. 6.3,4 temos de perguntar: Como somos nós baptizados em Cristo? O apóstolo dá-nos uma resposta clara, expressa na forma duma reprovação que, com muito mais propriedade, se poderia aplicar à Igreja hodierna que à Igreja dos seus dias.
"Não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na Sua morte?" (Rom. 6.3).
Nós somos então baptizados em Cristo ao sermos baptizados na Sua morte.
Nós tornamo-nos um com Ele, quando nos tornamos um com Ele na sua morte. É esta a grande mensagem de Romanos 6.3.
O Calvário é sempre o lugar de reunião entre o Deus santo e os pecadores. Assim como nosso Senhor, num acto de infinita graça, se identificou connosco no Calvário, assim nós, por um acto de fé simples, identificamo-nos com Ele — também no Calvário. É quando, por assim dizer, olhamos para o Calvário reconhecendo:
"A morte que Ele está a morrer não é a Sua morte; Ele não cometeu qualquer pecado para morrer; Ele está a morrer a minha morte" — é então, quando aceitamos "a verdade do evangelho", que nos tornamos um com Ele, pois na realidade a morte que Ele morreu na cruz foi a nossa morte. E é assim que, eternamente, inseparavelmente unidos a Ele, somos, por assim dizer, conduzidos à vida ressuscitada; crucificados, sepultados e ressuscitados "com Ele".
Que heresia tão grande é pois a injecção de água nesta grande mensagem de Romanos! Como tem roubado a milhões de crentes sinceros a grande verdade que a passagem realmente ensina, a saber, a nossa unidade com Cristo na Sua morte, sepultura e ressurreição — e Efé. 1.3; 2.6; etc., acrescenta a isto a nossa ascensão com Cristo à mão direita do Pai, o lugar de honra e privilégio e bênção. Que erro tão grande falar e ensinar que "devemos seguir Cristo" no baptismo na água, quando os crentes já foram "baptizados em Cristo" pela fé!
Mas se esta passagem em Romanos é clara para aqueles que a lêem com um coração aberto e uma mente despida de preconceitos e imparcial, então que dizer de Colossenses 2, que é clara como a luz?
Ali, sob o título, "Estais perfeito (ou, completos) n'Ele" (Ver. 10), o apóstolo continua a explicar como estamos completos em Cristo; o que foi efectuado por nós em Cristo:
"No Qual também estais circuncidados (a circuncisão falava de morte para a carne) com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo;
"Sepultados com Ele no baptismo, n'Ele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos" (Col. 2.11,12).
Notemos bem que tanto a circuncisão como o baptismo são, na sua natureza, espirituais, executados "não por mão ... pelo poder, ou operação, de Deus", não pela operação dum homem.
Aqui levanta-se uma questão muito pertinente a respeito da suposta "sepultura" do crente "com Cristo" no baptismo na água:
Se eu sou "crucificado com Cristo" e "ressuscitado para andar em novidade de vida" no momento em que eu deposito a minha fé em Cristo como meu Salvador, quando é que eu sou sepultado com Cristo? Como pode um homem sepultar-me com Cristo num baptistério depois de eu ter já sido ressuscitado de entre os mortos e recebido nova vida em Cristo? Quão inconsciente e ilógico ensinar a "sepultura" dos vivos!
Algumas vezes é argumentado que é o "velho homem" que é sepultado no baptismo. Será realmente assim? Na realidade, não é o corpo que é sepultado, enquanto que as naturezas "velha" e "nova" continuam "contrárias uma à outra"? A primeira foi de facto "sepultada com Cristo" judicial e representativamente, mas ainda se encontra experimentalmente muito viva.
Surgem agora aqui umas questões de permeio que gostaríamos de colocar:
Nós não sepultamos na água — excepto nas sepulturas marítimas, quando tal se impõe —, nem há alguma indicação de que tal alguma vez tivesse sido feito nos tempos Bíblicos. Eles sepultavam os seus mortos na terra, em túmulos e sepulcros, nas rochas, etc., mas na água?!!! Onde? Quando?
E seria contranatural e grotesco, como alguns baptistas têm admitido, a realização duma cerimónia física de "crucificação" de modo a os crentes poderem ser "crucificados com Cristo", não será semelhante contranatural e grotesco realizar uma cerimónia física de "sepultura"?
Pare um pouco e pense. Se o baptismo na água é uma "representação gráfica" da obra de Cristo a nosso favor, a oferta de um cordeiro em sacrifício não o seria mais? Ainda assim, ninguém, hoje, anda por aí a oferecer sacrifícios!
O facto é que, hoje, o baptismo na água sob qualquer forma representa um lamentável fracasso na apreciação do que Cristo fez por nós e do que nós somos n'Ele. Porque há-de um santo, que já recebeu uma nova vida em Cristo, e lhe foi concedido assentar-se nos lugares celestiais, em Cristo (Efé. 2.4-7), vestir agora umas vestes baptismais e submeter-se à imersão em água numa "sepultura com Cristo", cerimonial?
Mas voltemos ao significado da palavra baptismo.
Nós já fizemos alusão ao facto de que a palavra "baptismo" não se refere sempre ao baptismo na água. Mas o verbo baptizo não significa "mergulhar"?
Algumas "autoridades", a maioria "autoridades" Baptistas, dizem que sim, porém as Escrituras provam a falácia de fazer disto uma definição global. De "facto isto também já foi salientado anteriormente.
Quaisquer que possam ser as diferenças que porventura existam quanto à tradução literal da palavra baptizo, podemos seguramente dizer que a maioria dos teólogos Baptistas, Presbiterianos, Metodistas, etc., — todos os que de alguma forma advogam a prática do baptismo na água nos nossos dias — concordam que a palavra implica muitas vezes identificação com um determinado objecto ou pessoa.
Porque no Velho Testamento haviam tantos baptismos na água a palavra, quando usada só, muito naturalmente ficava conotada com o contacto duma pessoa com água. Quando usada só, por conseguinte, falava frequentemente de lavagem ou purificação pela água, como indica Actos 22.16. Todavia quando nos é dito definitivamente em que é que uma pessoa é baptizada, seria de facto uma loucura continuar a insistir que o que está em causa é o contacto com a água. Sejamos razoáveis, consistentes e lógicos nas nossas interpretações.
Quando lemos em I Cor. 10.2 que os filhos de Israel "foram baptizados em Moisés, na nuvem e no mar", certamente que não vamos concluir daí que eles foram baptizados com água — pois eles cruzaram o mar em terra seca, de tal forma, que seria muito duvidoso que algum deles tivesse sequer sido salpicado (Êxo. 14.22). Foi o exército do Egipto, que os perseguiu, que foi todo sepultado no mar! I Cor. 10.2 significa simplesmente que os filhos de Israel foram identificados com Moisés na sua maravilhosa libertação do Egipto.
Assim o nosso baptismo em Cristo, e a nossa sepultura com Cristo, em Rom. 6.3,4 e Col. 2.12, referem-se à nossa identificação com Ele. Ambas as passagens apresentam este facto com muita clareza.
Certamente que é verdade que quando um navio se afundava na água se costumava dizer ter sido baptizado, mas quando o navio, ao se afundar, se enchia de água também se dizia ter sido baptizado. Isto apenas confirma o argumento de que a palavra "baptizado", em si, refere-se simplesmente a identificação completa.
Lewis Sperry Chafer, referindo-se a Rom. 6.1-4 e às passagens relacionadas, diz: "Estas passagens constituem por si um testemunho distinto de que pela operação do Espírito Santo o crente é orgânica e vitalmente unido ao Senhor e assim se tem tornado participante da posição, mérito, e dignidade perfeitas de Cristo. Uma vez que estas passagens apoiam o ministério baptizante do Espírito Santo, ou seja, o baptismo real contra o baptismo ritual, devemos-lhe prestar consideração específica" (Teologia Sistemática, Vol. VI, P. 12 — Versão em língua Inglesa). A isto nós respondemos com um "Amén!' de todo o coração.
Pensemos agora na solução para um problema embaraçoso.
Pelos seus próprios escritos e pregações, está-se a tornar cada vez mais evidente que os apologistas da prática do baptismo na água hoje (com a excepção da denominada Igreja de Cristo), estão perante um dilema embaraçoso no que a este assunto concerne.
Eles insistem que devemos levar a cabo a comissão que o Senhor deu, depois de ressuscitar, e antes de ascender ao céu, aos onze apóstolos. Insistem igualmente que devemos pregar a salvação pela graça, por meio da fé, sem as obras. Contudo, o registo de Marcos da Comissão diz claramente: "Quem crer e for baptizado será salvo" (Mar. 16.16) e isto certamente que não é salvação sem obras.
Ao tentarem desenredarem-se deste dilema de contradição, a maioria dos líderes apologistas da prática do baptismo na água tem adoptado uma das seguintes duas vias:
VIA NÚMERO UM
Alguns contendem, dizendo que os últimos doze versículos do registo de Marcos são espúrios, que não pertencem às Escrituras originais.
Certamente que o desejo, aqui, é o pai do pensamento, pois evidências irresistíveis demonstram a genuinidade desta passagem. Em que é que baseiam a afirmação de que estas palavras não se encontram no original? Baseiam-se no facto dos dois manuscritos mais antigos — o Sinaiticus e o Vaticanus — não as conterem. Contudo estamos convencidos que não há ninguém que analise objectivamente este problema sem concluir que os últimos doze versículos de Marcos pertenciam aos manuscritos originais.
Primeiro, lembremo-nos que não possuímos qualquer dos manuscritos originais da Bíblia. Segundo, os manuscritos que temos contêm Mar. 16.9-20 numa proporção de 300 para l. Mais de 600 manuscritos contem-nos. Apenas o Sinaiticus e o Vaticanus é que não! Terceiro, os manuscritos Vaticano e Sinaitico, que não contêm estes versículos, deixam indicações claras de que eles foram omitidos. Quarto, possuímos traduções dos mais antigos manuscritos, que precedem em antiguidade o Vaticano e o Sinaitico, que os contêm. Quinto, temos os escritos dos Pais da Igreja, assim chamados, mais antigos ainda, que contêm citações desta passagem. Sexto, o Sinaiticus e o Vaticanus foram recentemente desmascarados, tendo sido provado serem dois dos manuscritos mais corruptos que existem. Mas não necessitamos de entrar em detalhes a respeito desta passagem aqui, pois em Actos 2.38 encontramos Pedro a exigir o baptismo "para a remissão dos pecados". Com que autoridade ele tornou o baptismo um requisito para a salvação? Não pode haver senão uma resposta, pois ninguém negará que ele estava a operar sob a comissão dada aos onze quando pregou à multidão que o escutava no dia de Pentecostes. E para que ninguém o acuse de -ter actuado na carne a este respeito, não temos senão que observar que, pelo contrário, ele se encontrava "cheio do Espírito Santo" (Act. 2.4).
Em adição a isto temos a palavra de Ananias, guiada pelo Espírito, também a operar sob a mesma comissão, quando disse a Saulo: "Levanta-te, e baptiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor" (Act. 22.16).
Assim, a rejeição sumária de Mar. 16.9-20, como texto espúrio, de modo algum anula o problema, pois outras passagens das Escrituras provam sem sombra de dúvida de que sob a chamada "grande comissão", o baptismo na água era requerido para a salvação.
VIA NÚMERO DOIS
A grande maioria dos baptistas que acham que não podem legitimamente rejeitar Mar. 16.9-20 como texto espúrio têm, contudo, adoptado uma via que é igualmente desonrosa para o Senhor. Alteram a Palavra escrita de Deus para a fazerem harmonizar com os seus próprios pontos de vista doutrinários.
Distorcendo a última parte de Marcos 16.16 para obterem daí insinuações totalmente infundadas, argumentam dizendo que a passagem não ensina o baptismo para a salvação. Assim, apesar de a comissão declarar com clareza: "Quem crer e for baptizado será salvo", ensinam, pelo contrário, que quem crê e for salvo deve ser baptizado.
Os membros da denominada Igreja de Cristo, que defendem que o baptismo hoje é necessário para a salvação, apresentam o caso em termos até mais fortes. Eles acusam correctamente dizendo que, apesar da comissão declarar distintamente: "Quem crer e for baptizado será salvo", os baptistas asseveram ousadamente que quem crer e não for baptizado será salvo! Ainda que a Igreja de Cristo seja semelhantemente inconsciente e ilógica, ao por um lado defender que o baptismo para a salvação de Marcos 16.16 se aplica à presente dispensação, enquanto por outro nega que os sinais miraculosos dos versículos 17 e 18 se aplicam aos nossos dias. Como é que os defensores do baptismo na água hodierno podem responder a esta acusação?
Nesta relação, fazemos aos nossos leitores um aviso na presença de Deus para que tenham cuidado com aqueles que adoptam estas vias, pois uma pessoa que assim mutila, força e adultera um texto da Palavra de Deus que é tão clara, é apto a fazer o mesmo com outras, frustrando aos homens a verdade e induzindo-os em erro.
Como salientámos já, Pedro foi um dos que o Senhor comissionou, dizendo: "Ide". Além disso ele encontrava-se "cheio do Espírito Santo" (Act. 2.4), de forma que ele não podia ter errado na sua interpretação desta comissão. E ele exigiu o baptismo "para a remissão dos pecados", de modo que tem que ser esse o significado das palavras em Mar. 16.16.
Tanto os baptistas como os que se auto-denominam de "A Igreja de Cristo", falharão completamente em se libertarem das suas posições inconscientes e ilógicas enquanto insistirem que a comissão aos onze (posteriormente doze) é a nossa comissão, e não virem e reconhecerem a comissão muito maior ulteriormente dada a Paulo e a nós (Gál. 2.2-9; II Cor. 5.14-21).
A solução simples para os seus problemas é reconhecerem que enquanto a comissão dada aos onze estipulava o baptismo na água como um requisito para a salvação e indicava os sinais miraculosos como evidências da salvação, a nossa comissão, que a suplantou da mesma forma que Paulo suplantou os doze apóstolos, não.
No princípio dos Actos, encontramos tanto o baptismo como os sinais miraculosos da comissão em plena força, todavia ambos desaparecem com o ministério de Paulo (Ver I Cor. 1.14-17; 13.8).
A suprema importância de se ver tudo isto jaz no facto de que com Paulo nós emergimos do legalismo e das obras do Velho Testamento para "a dispensação da graça de Deus" (Efé. 3.1-4), e dos sinais terrenos para "todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Efé. 1.3). Assim, as contradições imaginárias entre os "evangelhos" e as epístolas de Paulo dissolvem-se e não há nada que anule ou neutralize a nossa posição peculiar como membros do Corpo de Cristo.
Uma vez separados das Bênçãos do concerto, nós éramos por natureza "filhos da ira, como os outros também",
"MAS DEUS ..." (Ler bem Efé. 2.4-10 e Col. 3.1-3).
Estas palavras do Senhor ascendido e glorificado por meio de Paulo, encontra-se tão acima das do Senhor Jesus aquando da Sua estadia na terra, como os céus estão longe dela.
Isto não quer dizer que neguemos que as palavras faladas por nosso Senhor, enquanto aqui na terra, fossem verdadeiras e os mandamentos autoritários, mas que foram posteriormente suplantados por revelações adicionais e mais elevadas, por verdades mais gloriosas e uma comissão mais elevada que Ele mesmo deu — já glorificado e exaltado acima de tudo (Efé. 1.19-21).
Os que falham em ver e reconhecer isto encontram-se num número elevado de contradições. Os que vêem e reconhecem isto entram na apreciação da admirável harmonia do programa de Deus e descobrem um novo objectivo e poder no seu ministério para Ele.
(Continua)
Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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