O Baptismo na Água (VI)

cmo.jpgUM GRANDE ENGANO

     O facto de "a Igreja em geral" ter sempre praticado o baptismo na água ao longo dos séculos tem sido citado pelos que o advogam nos nossos dias como uma das grandes razões para a sua prática hoje. Tais têm, porém, caído num grande engano!
 
     "A Igreja em geral" nunca foi unânime quanto a questões Bíblicas importantes como, para citar apenas algumas, o começo da dispensação da graça, do Corpo de Cristo, ou da Igreja, a vinda de Cristo, a segurança eterna do crente, os dons sinais miraculosos Pentecostais, etc., etc.; e a prática do baptismo na água não constitui excepção à regra. Que tem ensinado "a Igreja em geral" quanto à forma do baptismo na água? O baptismo deve ser por imersão, aspersão, ou derramamento? E quem deve ser baptizado? Crianças ou adultos, salvos ou perdidos? E ser baptizado para quê? Para a salvação, ou por causa da salvação? E quem deve baptizar? Evangelistas, pastores, qualquer crente? Poderíamos multiplicar aqui um sem número de perguntas em que ela tem estado dividida nas suas respostas. Poder-nos-á assim merecer crédito o parecer d'"a Igreja em geral"? Todos nós sabemos que "a Igreja em geral" esteve sempre, e continua a estar, tão confusa e dividida que não pode ser apresentada como autoridade. Os seus ministros não têm apenas discordado como também guerreado entre si a propósito de verdades Bíblicas importantíssimas como é o caso do baptismo na água. (Ver "Testemunho de Esclarecimento" em Anexo A).

     Há um século atrás, quando perguntaram a John Nelson Darby o que é que ele defendia a respeito do baptismo, ele retorquiu: "Defendo a minha língua!" Tal exclamação revelou as profundas divergências existentes já nos seus dias acerca desta verdade Bíblica tão importante e a incerteza que ele mesmo tinha quanto à verdade absoluta sobre o assunto.

     Perante o atrás exposto que faremos? Esqueceremos o assunto? Ignorá-lo-emos? Meteremos, como a avestruz, a cabeça debaixo da areia? Volver-nos-emos para Roma, onde a discórdia não é menor, mas onde não é permitido erguer a voz? Submeter-nos-emos à sua tirania espiritual para realizarmos e conseguirmos a "unidade"? Não! A Igreja não é nem deve ser, como já vimos, a nossa autoridade final em questões de fé e prática, mas sim a Palavra de Deus. Nós não devemos adquirir as nossas convicções pelo que "a Igreja em geral" ou os seus ministros ensinam, mas pelas Escrituras. Porque "a Igreja em geral" não tem adquirido as suas convicções sobre o assunto apenas pelas Escrituras; quando a sua crença é questionada, as suas respostas são superficiais, satisfazendo-se em simplesmente crer no que a tradição ensina. Temos é que nos debruçar sobre as Escrituras num estudo sério e exaustivo sobre a matéria. Teremos ocasião de ver, pelas Escrituras, que não obstante ter sido uma prática constante d'"a Igreja em geral", o baptismo na água nada, absolutamente nada, tem a ver com o Corpo de Cristo — a Igreja.

     Não cremos, por conseguinte, que haja algum crente que possua qualquer base, para nos acusar de heresia, só porque não cremos que o baptismo na água não se encontra incluído no programa de Deus para a presente dispensação da graça. A grande diversidade de opiniões a respeito do baptismo "na Igreja em geral" não é em si uma prova de que a maioria está, no mínimo, parcialmente errada nos seus pontos de vista?

     Mas, ... dirão alguns que a prática do baptismo na água não é assumida, pelos que a defendem hoje, apenas devido à "Igreja em geral" a ter sempre observado, mas fundamental e principalmente porque as Escrituras a sustentam e ordenam.

     Será assim? É isso que iremos procurar ver desde já nas Escrituras, como gostavam de fazer outrora "os nobres Bereanos"!
 
(Continua)
Carlos Oliveira
 

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