O Baptismo na Água (IX)
UMA GRANDE INVENÇÃO Os alegados propósitos para a prática do baptismo na água nos nossos dias apresentados pela "Igreja em geral" são uma grande invenção, visto estarem totalmente destituídos do apoio das Escrituras.
Sempre nos foi difícil compreender o que é que o baptismo na água nos nossos dias é suposto, com precisão, fazer ou cumprir para a pessoa baptizada — qual precisamente o propósito que é suposto servir.
Quando o baptismo na água estava em vigor, não havia qualquer problema. Ao longo de todos os tempos do Velho Testamento Deus usou de sinais e de símbolos nos Seus tratos com o Seu povo, numa extensão tal, que Paulo declarou: "O Judeu pede sinal" (I Cor. 1.22). Não lhes era assim, pois, estranho que na sua condição de impureza Deus requeresse o arrependimento e o baptismo como um símbolo de purificação, para a remissão dos seus pecados.
Porém agora(!), agora após a morte de Cristo pelo pecado, e depois da gloriosa revelação da graça confiada ao principal dos pecadores, salvo pela graça; agora, depois da revelação de tudo o que nosso Senhor cumpriu por nós no Calvário; regressaremos agora às sombras de sinais e símbolos, voltando as costas ao resplendor da graça?
O que é que o baptismo na água nos pode agora fazer ou cumprir?
l. A resposta duma boa consciência?
Alguns proponentes da prática do baptismo na água nos nossos dias citam I Pedro 3.20,21 onde, referindo-se à libertação de Noé através das águas do dilúvio, Pedro diz:
"... oito almas se salvaram pela água;
"Que também como uma verdadeira figura agora vos salva, baptismo não do despojamento da imundície da carne, mas da indagação de uma boa consciência, para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo".
Se o baptismo referido no versículo 21 se referisse ao baptismo na água então teríamos um símbolo de um símbolo; e uma cerimónia de água, e não Cristo, seria o antítipo (a palavra "figura" no Ver. 21, é antitupon, "antítipo") da arca em que Noé foi salvo do dilúvio.
Que Pedro não se está a referir a um baptismo na água, é evidente no seu cuidado ao acrescentar como salvaguarda, "não do despojamento da imundície da carne", que era o que fazia a água física do baptismo na água ao ser usada — quando em vigor.
A epístola aos Hebreus prova que as cerimónias físicas não têm qualquer poder para libertar o pecador do peso duma consciência culpada (10.2,3), e que apenas o sangue de Cristo pode purificar a consciência (9.14).
Assim, o "baptismo" de I Ped. 3.21 é o baptismo de Cristo na nossa morte, como o contexto (Ver. 18) indica:
"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito".
Sem a salvaguarda parentética o versículo diz:
"... (baptismo) agora nos salva... pela ressurreição de Jesus Cristo".
Como Noé emergiu da arca, salvo do dilúvio, assim o crente, tendo morrido com Cristo e ressuscitado também com Ele, é salvo da condenação dos seus pecados.
2. A porta para a Igreja?
Se o baptismo na água "para a remissão dos pecados" se encontrasse em vigor actualmente, seria sem dúvida "a porta para a Igreja", porém é claro que não é a porta para "a Igreja, que é o Seu Corpo" (Efé. 1.22,23). Diametralmente opostas a um tal pensamento são as palavras do apóstolo Paulo em I Cor. 12.13:
"Pois todos nós fomos baptizados em (ou, por) um Espírito formando um corpo, quer Judeus, quer Gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito".
Paulo é muito claro aqui. Ele diz que na Igreja — corpo de Cristo se entra pelo baptismo operado pelo Espírito — baptismo espiritual; não ritual.
Mas o baptismo na água não é a porta para a Igreja local? Não nos esqueçamos que a Igreja local não é um outro corpo, como muitos insinuam. "Há um só corpo". E nós não podemos ser membros do Corpo de Cristo e ao mesmo tempo o sermos doutro corpo qualquer. Os dedos que dactilografam estas linhas pertencem ao meu corpo. Por esse facto, não podem jamais pertencer ao mesmo tempo a outro corpo, qualquer que ele seja.
Uma vez mais, teremos que sublinhar que as epístolas de Paulo não ensinam uma tal coisa, não obstante muitas organizações eclesiásticas terem tornado esta cerimónia num requisito para que uma pessoa se torne membro delas.
É lamentável vermos muitos pregadores dizerem por um lado, que as pessoas não têm de fazer nada para se tornarem membros da única e verdadeira Igreja, senão crerem no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, e por outro lado, dizerem que elas têm que ser baptizadas para que pertençam às suas igrejas. Isso é o mesmo que dizer, por outras palavras, que Deus aceita as pessoas só pela fé, mas eles não. O que basta para Deus, para eles não basta. Com que base e autoridade podem fazer isso? Mostrem uma só passagem, se puderem, que diga que uma pessoa tem de ser baptizada para passar a ter comunhão com uma assembleia local.
3. Um testemunho ao mundo?
Muito tem sido dito, especialmente pelos imersionistas, acerca do "confessar Cristo no baptismo" como um testemunho ao mundo da nossa sepultura e ressurreição com Ele.
Claro que é verdade que tudo o que fazemos é um testemunho. Se o leitor for a uma reunião de igreja ou a um baile isso é um testemunho. Se segurar nas mãos um terço e curvar a cabeça e repetir vinte "Avé-Marias" isso é um testemunho. O que fazemos testifica o que somos.
Todavia a questão real em aberto é a seguinte: A ordenança do baptismo na água foi dada aos membros do Corpo de Cristo para que fosse um testemunho público da sua fé no Senhor Jesus Cristo? Alguma vez foi esse o seu propósito, mesmo quando em vigor? As Escrituras respondem negativamente a isto.
No caso do Etíope, por exemplo, é-nos dito que Filipe foi enviado ao "deserto" para o encontrar ali (Act. 8.26) e as Escrituras não mencionam uma única testemunha do seu baptismo. Muitos talvez argumentem dizendo que o ministro dos negócios estrangeiros e finanças da Etiópia deve ter trazido com ele uma comitiva. Não discutimos isso. Também pensamos que sim, porém, cuidado, pois não nos devemos guiar em qualquer prática Cristã que seja por um "deve ter" ou um "penso que".
Ainda que pareça altamente provável que muitos outros estivessem presentes naquele baptismo, as Escrituras não nos fornecem a mínima indicação de que alguém estivesse ali presente. Porquê? Se o baptismo na água do Etíope visasse ser um testemunho público o Espírito Santo não teria tomado um cuidado especial em mencionar os presentes? Pelo contrário, parece que o Espírito Santo teve um cuidado especial em os não mencionar — se é que de facto alguém mais estava ali presente. Comparemos isto com Actos 16.25. As testemunhas aqui são particularmente mencionadas:
"E perto da meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, E OS OUTROS PRESOS OS ESCUTAVAM".
As palavras "confessar" e "confissão" são usadas 27 vezes no chamado Novo Testamento, mas nunca uma vez, porém, em relação ao baptismo na água. "Confessar" significa dizer a mesma coisa. O único acto que satisfaz o uso e significado da palavra é o testemunho verbal — palavra falada da boca.
Alguns pregadores têm usado a frase "confessar Cristo no baptismo", mas as Escrituras nunca o fazem. Pelo contrário, ensinam que:
"... com a boca se faz confissão ..." (Rom. 10.10).
"... toda a língua confessará a Deus" (Rom. 14.11).
"... toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor ...". (Fil. 2.11).
E, claro, as nossas vidas devem conformar-se ao que os nossos lábios dizem.
Se o baptismo na água visa ser um testemunho ao mundo, porque é que na maioria dos casos o praticam, ou num edifício, ou em lugares ermos, onde apenas poucas pessoas podem ser testemunhas — sendo a maioria dos presentes crentes? Se visasse ser um testemunho, porque praticá-lo apenas uma vez; porque não repetidas vezes, publicamente, onde tanto quanto possível pudesse haver o máximo de pessoas para o testemunhar? (Alguém poderá apresentar um só caso bíblico dum crente ter sido baptizado ao menos duas vezes? Se está a pensar em Actos 19 tem a certeza que se trata dum re-baptismo? Verá já a seguir na rubrica que se segue, que não. Mas, mesmo que fosse um re-baptismo, teria acontecido, de acordo com o contexto, porque estava em causa o testemunho desses crentes, ou porque, como dizem os que entendem tratar-se Actos 19 dum re-baptismo, se tratava de pessoas a usufruírem dum baptismo diferente? De facto, nem uma coisa nem outra. Mas já lá iremos.) Mas, mais ainda, como podem os descrentes dizer que os crentes foram baptizados? Só por olharem para eles? Um crente meramente baptizado não pode ser nenhuma "testemunha para o mundo", pois os do mundo não saberão disso, a menos que este lhes diga. Ah, sim, a minha vida e os meus lábios podem e devem testemunhar diariamente da minha fé em Cristo.
Suponhamos que o leitor é salvo, mas vive uma vida descuidada e dá um pobre testemunho ao mundo. O baptismo na água ajudará? Suprirá essa carência? De que serviria?
Porém suponhamos que é salvo e vive uma vida pia, consistente, perante o mundo. Tornar-se-á necessária uma confissão aquosa? Não receie de responder a estas questões honestamente. Quantos "convertidos baptizados" há que não podem sequer dar uma palavra de testemunho do Senhor Jesus Cristo! De que valeu terem sido baptizados?
Todavia, num certo sentido, o baptismo na água dos crentes nesta dispensação é um testemunho — um mau testemunho. Quando os crentes Gálatas se submeteram à circuncisão foi um mau testemunho (Gál. 5.2,3). A circuncisão, embora fazendo parte do "evangelho da circuncisão" confiado a Pedro, não tem qualquer lugar no "evangelho da incircuncisão" confiado a Paulo (Gál. 2.7). E da mesmíssima maneira que a circuncisão estava associada com "o evangelho da circuncisão", assim também o baptismo na água estava associado com o "evangelho do reino" (Mal. 3.2,6; Mat. 10.5-7; Cf. João 1.31; Mat. 28.19; Mar. 16.16; Luc. 24.47; Act. 2.36-38 e Act. 3.19-21).
Nós declaramos solenemente que a actual prática do baptismo na água ofusca e afecta a graça de Deus e é uma confissão duma triste falta de apreciação da obra consumada de Cristo e da completação do crente n'Ele. Também denuncia uma compreensão muito pobre do carácter e da posição celestial do Corpo de Cristo.
Quando o baptismo na água estava em vigor, não havia qualquer problema. Ao longo de todos os tempos do Velho Testamento Deus usou de sinais e de símbolos nos Seus tratos com o Seu povo, numa extensão tal, que Paulo declarou: "O Judeu pede sinal" (I Cor. 1.22). Não lhes era assim, pois, estranho que na sua condição de impureza Deus requeresse o arrependimento e o baptismo como um símbolo de purificação, para a remissão dos seus pecados.
Porém agora(!), agora após a morte de Cristo pelo pecado, e depois da gloriosa revelação da graça confiada ao principal dos pecadores, salvo pela graça; agora, depois da revelação de tudo o que nosso Senhor cumpriu por nós no Calvário; regressaremos agora às sombras de sinais e símbolos, voltando as costas ao resplendor da graça?
O que é que o baptismo na água nos pode agora fazer ou cumprir?
l. A resposta duma boa consciência?
Alguns proponentes da prática do baptismo na água nos nossos dias citam I Pedro 3.20,21 onde, referindo-se à libertação de Noé através das águas do dilúvio, Pedro diz:
"... oito almas se salvaram pela água;
"Que também como uma verdadeira figura agora vos salva, baptismo não do despojamento da imundície da carne, mas da indagação de uma boa consciência, para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo".
Se o baptismo referido no versículo 21 se referisse ao baptismo na água então teríamos um símbolo de um símbolo; e uma cerimónia de água, e não Cristo, seria o antítipo (a palavra "figura" no Ver. 21, é antitupon, "antítipo") da arca em que Noé foi salvo do dilúvio.
Que Pedro não se está a referir a um baptismo na água, é evidente no seu cuidado ao acrescentar como salvaguarda, "não do despojamento da imundície da carne", que era o que fazia a água física do baptismo na água ao ser usada — quando em vigor.
A epístola aos Hebreus prova que as cerimónias físicas não têm qualquer poder para libertar o pecador do peso duma consciência culpada (10.2,3), e que apenas o sangue de Cristo pode purificar a consciência (9.14).
Assim, o "baptismo" de I Ped. 3.21 é o baptismo de Cristo na nossa morte, como o contexto (Ver. 18) indica:
"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito".
Sem a salvaguarda parentética o versículo diz:
"... (baptismo) agora nos salva... pela ressurreição de Jesus Cristo".
Como Noé emergiu da arca, salvo do dilúvio, assim o crente, tendo morrido com Cristo e ressuscitado também com Ele, é salvo da condenação dos seus pecados.
2. A porta para a Igreja?
Se o baptismo na água "para a remissão dos pecados" se encontrasse em vigor actualmente, seria sem dúvida "a porta para a Igreja", porém é claro que não é a porta para "a Igreja, que é o Seu Corpo" (Efé. 1.22,23). Diametralmente opostas a um tal pensamento são as palavras do apóstolo Paulo em I Cor. 12.13:
"Pois todos nós fomos baptizados em (ou, por) um Espírito formando um corpo, quer Judeus, quer Gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito".
Paulo é muito claro aqui. Ele diz que na Igreja — corpo de Cristo se entra pelo baptismo operado pelo Espírito — baptismo espiritual; não ritual.
Mas o baptismo na água não é a porta para a Igreja local? Não nos esqueçamos que a Igreja local não é um outro corpo, como muitos insinuam. "Há um só corpo". E nós não podemos ser membros do Corpo de Cristo e ao mesmo tempo o sermos doutro corpo qualquer. Os dedos que dactilografam estas linhas pertencem ao meu corpo. Por esse facto, não podem jamais pertencer ao mesmo tempo a outro corpo, qualquer que ele seja.
Uma vez mais, teremos que sublinhar que as epístolas de Paulo não ensinam uma tal coisa, não obstante muitas organizações eclesiásticas terem tornado esta cerimónia num requisito para que uma pessoa se torne membro delas.
É lamentável vermos muitos pregadores dizerem por um lado, que as pessoas não têm de fazer nada para se tornarem membros da única e verdadeira Igreja, senão crerem no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, e por outro lado, dizerem que elas têm que ser baptizadas para que pertençam às suas igrejas. Isso é o mesmo que dizer, por outras palavras, que Deus aceita as pessoas só pela fé, mas eles não. O que basta para Deus, para eles não basta. Com que base e autoridade podem fazer isso? Mostrem uma só passagem, se puderem, que diga que uma pessoa tem de ser baptizada para passar a ter comunhão com uma assembleia local.
3. Um testemunho ao mundo?
Muito tem sido dito, especialmente pelos imersionistas, acerca do "confessar Cristo no baptismo" como um testemunho ao mundo da nossa sepultura e ressurreição com Ele.
Claro que é verdade que tudo o que fazemos é um testemunho. Se o leitor for a uma reunião de igreja ou a um baile isso é um testemunho. Se segurar nas mãos um terço e curvar a cabeça e repetir vinte "Avé-Marias" isso é um testemunho. O que fazemos testifica o que somos.
Todavia a questão real em aberto é a seguinte: A ordenança do baptismo na água foi dada aos membros do Corpo de Cristo para que fosse um testemunho público da sua fé no Senhor Jesus Cristo? Alguma vez foi esse o seu propósito, mesmo quando em vigor? As Escrituras respondem negativamente a isto.
No caso do Etíope, por exemplo, é-nos dito que Filipe foi enviado ao "deserto" para o encontrar ali (Act. 8.26) e as Escrituras não mencionam uma única testemunha do seu baptismo. Muitos talvez argumentem dizendo que o ministro dos negócios estrangeiros e finanças da Etiópia deve ter trazido com ele uma comitiva. Não discutimos isso. Também pensamos que sim, porém, cuidado, pois não nos devemos guiar em qualquer prática Cristã que seja por um "deve ter" ou um "penso que".
Ainda que pareça altamente provável que muitos outros estivessem presentes naquele baptismo, as Escrituras não nos fornecem a mínima indicação de que alguém estivesse ali presente. Porquê? Se o baptismo na água do Etíope visasse ser um testemunho público o Espírito Santo não teria tomado um cuidado especial em mencionar os presentes? Pelo contrário, parece que o Espírito Santo teve um cuidado especial em os não mencionar — se é que de facto alguém mais estava ali presente. Comparemos isto com Actos 16.25. As testemunhas aqui são particularmente mencionadas:
"E perto da meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, E OS OUTROS PRESOS OS ESCUTAVAM".
As palavras "confessar" e "confissão" são usadas 27 vezes no chamado Novo Testamento, mas nunca uma vez, porém, em relação ao baptismo na água. "Confessar" significa dizer a mesma coisa. O único acto que satisfaz o uso e significado da palavra é o testemunho verbal — palavra falada da boca.
Alguns pregadores têm usado a frase "confessar Cristo no baptismo", mas as Escrituras nunca o fazem. Pelo contrário, ensinam que:
"... com a boca se faz confissão ..." (Rom. 10.10).
"... toda a língua confessará a Deus" (Rom. 14.11).
"... toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor ...". (Fil. 2.11).
E, claro, as nossas vidas devem conformar-se ao que os nossos lábios dizem.
Se o baptismo na água visa ser um testemunho ao mundo, porque é que na maioria dos casos o praticam, ou num edifício, ou em lugares ermos, onde apenas poucas pessoas podem ser testemunhas — sendo a maioria dos presentes crentes? Se visasse ser um testemunho, porque praticá-lo apenas uma vez; porque não repetidas vezes, publicamente, onde tanto quanto possível pudesse haver o máximo de pessoas para o testemunhar? (Alguém poderá apresentar um só caso bíblico dum crente ter sido baptizado ao menos duas vezes? Se está a pensar em Actos 19 tem a certeza que se trata dum re-baptismo? Verá já a seguir na rubrica que se segue, que não. Mas, mesmo que fosse um re-baptismo, teria acontecido, de acordo com o contexto, porque estava em causa o testemunho desses crentes, ou porque, como dizem os que entendem tratar-se Actos 19 dum re-baptismo, se tratava de pessoas a usufruírem dum baptismo diferente? De facto, nem uma coisa nem outra. Mas já lá iremos.) Mas, mais ainda, como podem os descrentes dizer que os crentes foram baptizados? Só por olharem para eles? Um crente meramente baptizado não pode ser nenhuma "testemunha para o mundo", pois os do mundo não saberão disso, a menos que este lhes diga. Ah, sim, a minha vida e os meus lábios podem e devem testemunhar diariamente da minha fé em Cristo.
Suponhamos que o leitor é salvo, mas vive uma vida descuidada e dá um pobre testemunho ao mundo. O baptismo na água ajudará? Suprirá essa carência? De que serviria?
Porém suponhamos que é salvo e vive uma vida pia, consistente, perante o mundo. Tornar-se-á necessária uma confissão aquosa? Não receie de responder a estas questões honestamente. Quantos "convertidos baptizados" há que não podem sequer dar uma palavra de testemunho do Senhor Jesus Cristo! De que valeu terem sido baptizados?
Todavia, num certo sentido, o baptismo na água dos crentes nesta dispensação é um testemunho — um mau testemunho. Quando os crentes Gálatas se submeteram à circuncisão foi um mau testemunho (Gál. 5.2,3). A circuncisão, embora fazendo parte do "evangelho da circuncisão" confiado a Pedro, não tem qualquer lugar no "evangelho da incircuncisão" confiado a Paulo (Gál. 2.7). E da mesmíssima maneira que a circuncisão estava associada com "o evangelho da circuncisão", assim também o baptismo na água estava associado com o "evangelho do reino" (Mal. 3.2,6; Mat. 10.5-7; Cf. João 1.31; Mat. 28.19; Mar. 16.16; Luc. 24.47; Act. 2.36-38 e Act. 3.19-21).
Nós declaramos solenemente que a actual prática do baptismo na água ofusca e afecta a graça de Deus e é uma confissão duma triste falta de apreciação da obra consumada de Cristo e da completação do crente n'Ele. Também denuncia uma compreensão muito pobre do carácter e da posição celestial do Corpo de Cristo.
(Continua)
Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
O Baptismo na Água (I)
O Baptismo na Água (II)
O Baptismo na Água (III)
O Baptismo na Água (IV)
O Baptismo na Água (V)
O Baptismo na Água (VI)
O Baptismo na Água (VII)
O Baptismo na Água (VIII)
O Baptismo na Água (IX)
O Baptismo na Água (X)
O Baptismo na Água (XI)
O Baptismo na Água (XII)
O Baptismo na Água (XIII)
O Baptismo na Água (XIV)
O Baptismo na Água (XV)
O Baptismo na Água (XVI)
O Baptismo na Água (XVII)
O Baptismo na Água (XVIII)
O Baptismo na Água (XIX)
O Baptismo na Água (XX)
O Baptismo na Água (XXI)
O Baptismo na Água (XXII)
O Baptismo na Água (II)
O Baptismo na Água (III)
O Baptismo na Água (IV)
O Baptismo na Água (V)
O Baptismo na Água (VI)
O Baptismo na Água (VII)
O Baptismo na Água (VIII)
O Baptismo na Água (IX)
O Baptismo na Água (X)
O Baptismo na Água (XI)
O Baptismo na Água (XII)
O Baptismo na Água (XIII)
O Baptismo na Água (XIV)
O Baptismo na Água (XV)
O Baptismo na Água (XVI)
O Baptismo na Água (XVII)
O Baptismo na Água (XVIII)
O Baptismo na Água (XIX)
O Baptismo na Água (XX)
O Baptismo na Água (XXI)
O Baptismo na Água (XXII)



