ORAR em línguas NUNCA foi bíblico
Muitos pensam, baseados em 1 Coríntios 14, que o dom de línguas, quando em vigor, era exercido em reuniões de oração, e é por causa disso que tentam realizar essa experiência nos cultos de oração hoje, porém o que Paulo está a mostrar neste trecho, como vemos em todo o contexto, é a absurdidade de se usar o dom de línguas em reuniões de oração. Alguns Coríntios, de facto, oraram em línguas, mas erradamente.
Ninguém foi mais “carismático” do que o Apóstolo Paulo. Ele escreveu à igreja Coríntia dizendo-lhes que “eles não ficavam atrás de nenhuma outra igreja” no que dizia respeito aos dons do Espírito Santo (1 Cor. 1:7) – nenhuma igreja tinha mais dons do Espírito Santo do que a igreja Coríntia, no entanto Paulo diz que ele falava línguas mais do que todos eles (1 Cor. 14.18)!
Do exposto acima, é certamente evidente que que o Sermão da Montanha envolve diretamente o remanescente de Israel, não o Corpo de Cristo; tem a ver com uma forma de vida na Terra, e não com o caminho da salvação para os pecadores necessitados neste "presente século mau", ou a gloriosa perspetiva que aguarda os crentes em Cristo hoje.
Ainda são muitos os Cristãos que, infelizmente, estão convencidos que falar línguas, curar enfermos, expulsar demónios, e todas as demais manifestações associadas a Pentecostes, são práticas aprovadas por Deus para os nossos dias. O estudo que lhe disponibilizamos a seguir será uma ajuda para perceber a realidade dos factos. Leia-o como os "nobres" Bereanos, que "de bom grado receberam a Palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Actos 17:11).


