Regras da Casa

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     “Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus …” (Efé. 3:2).

     A Palavra de Deus deve ser entendida da forma como Deus revelou a Sua vontade à humanidade. Portanto, precisa de ser entendida dispensacionalmente. Existe uma ampla divisão nas Escrituras entre dois programas de Deus, Profecia e Mistério, mas também há dispensações que devem igualmente ser divididas dentro desta.

     O termo "dispensação" é a palavra grega, oikonomia, que significa "lei da casa" ou "gestão da casa". Em diferentes momentos e estágios da Palavra de Deus, Deus dispensou à humanidade uma regra de vida diferente e distinta.

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O que é uma Igreja?

Cornelius R. Stam


















     É estranho, mas é verdade que a maioria das pessoas - mesmo a grande maioria das pessoas religiosas - não sabem o que é uma igreja. Pergunte a uma pessoa normal o que é uma igreja, e ela responderá: " Bem, toda a gente sabe isso! Uma igreja é um edifício onde as pessoas adoram a Deus". Porém, isso não é correto. A palavra traduzida por igreja, nas nossas Bíblias, significa simplesmente assembleia. Uma igreja não é um edifício, mas a assembleia que se reúne no edifício. Tecnicamente, uma igreja não é o mesmo que uma reunião religiosa, pois a mesma palavra é usada em Atos 19:32 para uma multidão desenfreada, que se havia reunido em Éfeso, e este versículo diz que este ajuntamento era confuso e que a maioria “deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado" Talvez isso se pudesse aplicar a muitas igrejas hoje, contudo o ponto é que uma igreja não é um edifício, mas uma assembleia de pessoas.

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Nós somos Hiper-dispensacionalistas?



Erros do dispensacionalismo



     Há muitos anos, H. A. Ironside publicou um folheto intitulado Manejando Mal a Palavra de Verdade no qual ele colocou Charles Baker e Cornelius R. Stam no mesmo saco que E. W. Bullinger. Desde então, fomos rotulados como tendo as mesmas visões extremas que Bullinger. Homens que nunca olharam para o que realmente ensinamos continuam a espalhar a calúnia iniciada por Ironside nos anos 30 do século passado. Além disso, é muito mais fácil rotular-nos como "hiper" e despachar-nos assim do que dar respostas com base nas Escrituras.

     Isto aconteceu, por exemplo, na edição de julho / agosto de 1999 da revista Uplook (publicada pelos chamados Irmãos). No seu artigo a respeito de Questões Sobre Dispensacionalismo, eles apresentaram uma excelente visão geral do dispensacionalismo. Na verdade, concordamos com a maioria do que foi escrito. Mas depois, um escritor teve que adicionar esta afirmação:

     Uma última palavra. Como todas as coisas boas, o estudo das dispensações pode ser adulterado. Há alguns cristãos que levam o dispensacionalismo a tal extremo que aceitam apenas as Epístolas Prisionais de Paulo como aplicáveis à igreja hoje. Como resultado, eles não aceitam o batismo ou a Ceia do Senhor, uma vez que ambos não são encontrados nas Epístolas Prisionais. Eles também ensinam que a mensagem do Evangelho de Pedro não era a mesma que a de Paulo ... Essas pessoas ocasionalmente chamadas de ultra-dispensacionalistas ou Bullingeritas (seguidores de um ensinador chamado E. W. Bullinger). A sua visão extrema do dispensacionalismo deve ser rejeitada." 1

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No que cria dispensacionalmente John Nelson Darby - um dos principais originadores do movimento dos chamados "irmãos"

John Nelson Darby

     Darby vê o testemunho de Estêvão, como a dobradiça sobre a qual a transição entre a ordem das coisas Judaicas e Cristãs gira, pois Estêvão tinha visto Jesus nos lugares celestiais (sem dúvida, uma referência a Atos 7:55). "Assim", diz Darby, “ele formava o elo entre a rejeição judaica e a posição e o estado da igreja que se seguiu." Com a morte de Estêvão, a "dispensação gentílica" começou como uma coisa distinta, pois esse evento serviu como um testemunho de que os Judeus estavam a resistir ao Espírito Santo, exatamente como fizeram os seus pais.

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Dispensacionalismo coerente (5)

Coerência;">

MOTIVAÇÃO APROPRIADA

     O Evangelho da graça de Deus também nos dá a motivação adequada para vivermos justamente diante de Deus. A nossa principal motivação para viver como devemos é o amor irresistível de Deus que é derramado sobre nós (Romanos 5: 5; II Coríntios 5:14; Gálatas 5:6; Ef 2:4; 3:19). É este amor que deve motivar-nos a, por sua vez, amar a Deus e aos outros (Efésios 5: 2).

     A razão porque somos separados do mundo e para Deus não é por causa de alguma mentalidade legalista, mas por causa do nosso amor pelos outros. Paulo diz que ele tem o cuidado de não ofender os não salvos (quer Judeus, quer Gentios) ou os salvos (a igreja de Deus) e que ele não busca o seu próprio proveito, "mas o de muitos, para que assim se possam salvar" (I Cor. 10:32-33).

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