Inferno, Sheol, Hades, Paraíso e Sepultura (3)

ESTUDO DE HOJE: "DE FATO A BÍBLIA É INSPIRADA" - IPDA - GO

 

TÁRTARO

     O apóstolo Pedro usou a palavra Tártaro em referência aos “anjos que pecaram” que Deus lançou no Sheol / Hades aguardando o julgamento (2 Pedro 2:4). Esta palavra, que é traduzida por “inferno”, era usada na mitologia grega para se referir ao lugar de punição para os mais ímpios. Não está claro se Pedro estava a usar esta palavra em referência ao Sheol / Hades de uma maneira geral ou se ele estava a referir-se a um compartimento específico do Sheol / Hades onde uma certa classe de anjos decaídos estão confinados, a aguardarem o julgamento final. De qualquer forma, esta passagem ensina que há um lugar de confinamento no qual um determinado grupo de seres está a ser retidos até ao momento do seu julgamento. Isso é consistente com o ensino bíblico geral sobre a existência e o propósito do Sheol / Hades.

 

PARAÍSO

     Embora o Paraíso já não faça parte do Sheol / Hades, é aqui mencionado porque já esteve localizado no Sheol / Hades. Antes da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, todos os que morriam iam para o Sheol / Hades, que naquela época estava dividido em pelo menos dois compartimentos. Um era um lugar de tormento, enquanto o outro era um lugar de bênção, conhecido como o seio de Abraão (Luc. 16: 22-25). Como mencionámos antes, o Tártaro pode ser um lugar específico no Sheol / Hades.

     Sabemos que Jesus Cristo foi “às partes mais baixas da Terra” (Efé. 4:9), isto é, ao Sheol / Hades, “no seio [ou, coração] da Terra”, por três dias e noites enquanto o Seu corpo estava na sepultura (Mat. 12:40). O Senhor Jesus disse ao malfeitor arrependido que ele se juntaria a Ele no Paraíso naquele mesmo dia (Luc. 23:42,43). Isso diz-nos que o Paraíso estava localizado no Sheol / Hades naquele tempo. Acreditamos que este era precisamente o mesmo lugar referido como seio de Abraão em Lucas 16. No entanto, depois que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, Ele ascendeu ao Pai, levando com Ele para o Céu os santos que estavam no seio de Abraão. Assim, Ele levou “cativo o cativeiro” (veja Efé. 4:8-10).

     Que o Paraíso foi transferido para o Céu é-nos confirmado pelo Apóstolo Paulo que fala de um homem que foi “arrebatado ao Paraíso” onde “ouviu palavras inefáveis” (2 Cor. 12:3,4). Com a obra do Senhor Jesus Cristo concluída, os crentes que estavam confinados ao Sheol / Hades foram agora levados para o Céu esperando na presença de Deus até ao momento da sua ressurreição para entrar no Seu Reino na Terra. Desde aquela altura, na morte, todos os crentes vão para o Paraíso no Céu, aguardando a hora da sua ressurreição. Isso é verdade se eles pertencem à Igreja do futuro Reino [Igreja Messiânica] ou ao Corpo de Cristo, Igreja da presente Dispensação da Graça.

 

A SEPULTURA

     Já vimos a palavra queber, a palavra mais comum para sepultura, ou local de sepultamento, no Antigo Testamento, e mostrámos que não é a mesma coisa que Sheol. Como afirmado anteriormente, das sessenta e quatro vezes em que é usada, é traduzida por “sepultura” trinta e quatro vezes, “sepulcro” vinte e seis vezes e “cova” quatro vezes. Duas outras palavras usadas para sepultura no Antigo Testamento, a saber, Shah-ghath e Qeburah.

     Shah-ghath: Esta palavra é traduzida por “sepultura” uma vez (Jó 33:22). É traduzido como “vala” duas vezes, “destruição” duas vezes, “corrupção” quatro vezes e “cova” treze vezes. Esta palavra fala de algo que o homem pode cavar (Salmos 94:13; Provérbios 26:27) e é usada em referência a um buraco no qual um homem pode cair (Salmos 7:15; Provérbios 26:27), e um buraco usado como armadilha (Salmo 35:7). É um lugar onde o corpo físico sofre destruição por meio da corrupção da decomposição (Salmos 16:10; 49: 9; 55:23). O significado básico é de algum tipo de buraco que o homem cava com um propósito específico. Geralmente, é usado como um local de sepultamento, ou seja, uma sepultura.

     Qeburah: Esta palavra está relacionada com queber e significa sepultura ou local de sepultamento. É usado para vários tipos de sepulturas e é encontrado quatorze vezes e é traduzido por “sepultura” quatro vezes, “sepulcro” cinco vezes, “enterro” quatro vezes e “local de sepultamento” uma vez.

     No Novo Testamento, encontramos mais três palavras que se referem a sepultura, a saber, taphos, mnema e mnemeion.

     Taphos é usada sete vezes e é traduzida por “sepulcro”.

     Mnema é usada sete vezes, sendo traduzido por “sepultura” e “sepulcro”.

     Mnemeion é a palavra mais comum para sepultura no Novo Testamento. É usada quarenta e duas vezes, sendo traduzida por “sepulcro” e “sepultura”.

     A sepultura é um lugar onde os restos mortais dos que morreram são depositados. Pode ser um buraco no chão, uma caverna ou uma abóbada especialmente preparada ou outro local usado para sepultamento. Tendo a alma e o espírito partido do corpo na morte, não há consciência da vida na sepultura. É um lugar de corrupção que serve para apontar a necessidade que o homem tem de um Salvador. A alma do homem vive após a morte física e permanecerá sempre em estado consciente. Os não salvos vão para o Sheol / Hades aguardando a sua ressurreição para a condenação, enquanto os remidos vão para o Céu aguardando a sua ressurreição para a vida (ver João 5:25-29).

 

APLICAÇÃO PRÁTICA PARA HOJE

Uma compreensão adequada do que a Bíblia ensina sobre o Inferno, o Sheol, o Hades e a Sepultura dissipa a confusão sobre o que acontece com a alma na hora da morte física e protege qualquer desvio provocado por aqueles que ensinam as falsas doutrinas do sono da alma, da erradicação da alma, da reconciliação universal da humanidade e da aniquilação dos perdidos. Todas essas doutrinas eróôneas são de Satanás, usadas por ele para desanimar os crentes e cegar os perdidos para a realidade do custo de rejeitar o Evangelho de Jesus Cristo. O nosso pensamento e, portanto, a nossa vida no dia-a-dia, são influenciados por aquilo em que cremos. Embora algumas das falsas doutrinas mencionadas acima sejam diametralmente opostas entre si, elas ainda têm uma coisa em comum. Eles subvertem a verdade da imortalidade da alma.

- por W. Edward Bedore
(FIM)

O estado intermédio entre a morte e a ressurreição

O Estado dos Mortos (I)
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O Estado dos Mortos (VI)

 

 

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