28-09-07 - Ali Panah, o iraniano que se refugiou na Nova Zelândia
NOVA ZELÂNDIA - O iraniano Ali Panah passou 53 dias em jejum, na prisão Auckland, na Nova Zelândia, com o intuito de impedir a sua deportação para o Irão, onde uma sentença de morte o aguarda por ter se convertido do islamismo para o cristianismo.
"Eu achei Ali Panah espiritualmente forte e muito determinado, mas o corpo dele está muito debilitado", disse Keith Locke, parlamentar e porta-voz dos direitos humanos do partido Verde.
“O estômago dele e o fígado estavam doridos e ele perdeu muito peso da última vez que o vi”, disse o parlamentar.
"Nas minhas quatro visitas a Ali ficou absolutamente claro que ele é um cristão dedicado. Todas suas conversas são temperadas com referências Bíblicas. Poucos cristãos poderiam citar melhor um capítulo e versículo do que ele”, contou Keith.
Felizmente os apelos para que ele deixasse a prisão foram ouvidos e as autoridades do país o deixaram sob os cuidados e responsabilidade de um arcebispo local.
Perseguição religiosa
"Seria bastante simples conceder a Ali um visto temporário, enquanto o ministro observa novamente os aspectos do caso, particularmente porque ele é perseguido no Irão por ser um convertido do islão para o cristianismo e pode ser morto”, disse Keith.
Ali Panah vive há anos na Nova Zelândia, onde entrou ilegalmente, mas fez um pedido de asilo político. No entanto, só recentemente o pedido foi avaliado, e negado. Por isso ele foi preso e esteve prestes a ser deportado para o Irão.
“Ali é um homem gentil, um cristão tolerante. Ele merece o melhor da Nova Zelândia", defendeu o parlamentar.
O caso dele ainda não está resolvido, mas pelo menos a ameaça iminente de deportação foi suspensa.




