14-SET-07 - Exército ordena a erradicação da religião entre soldados
Um folheto preparado pelo Departamento de Propaganda do Exército da Coreia do Norte, intitulado "Salvando os Nossos Soldados da Ameaça da Religião", reconhece que a religião está a espalhar-se entre os soldados, o que, segundo eles, exige a sua erradicação imediata.“A religião está a espalhar-se como um cancro dentro das forças armadas da Coreia do Norte, cuja missão é defender o socialismo", diz o texto.
"Por isto a religião deve ser erradicada sem demora porque vem dos nossos inimigos ao redor do mundo".
Uma cópia do texto foi obtida por um membro do Comité para a Democratização da Coreia do Norte. Um grupo de exilados políticos e refugiados traduziu-o e divulgou-o.
Trechos do folheto
“Nós não deveríamos ler documentos, ver vídeos e ouvir radiotransmissões ou materiais auditivos feitos pelo inimigo. O inimigo está a usar o rádio e a TV para lançar uma falsa propaganda bem feita, estratégica, para nos intrigar", advertia o folheto.
“Eles estão a colocar espiões dentro de delegações internacionais que entram nas nossas fronteiras para difundir as religiões deles e convicções supersticiosas para ganhar os nossos cidadãos para o lado deles”.
“Religião e superstição são como veneno que corrompe o socialismo e paralisa a consciência de classe. Mais do que nunca, os nossos soldados têm que instigar um despertar revolucionário para desafiar a manobra dos inimigos."
Culto
Adoração religiosa é permitida na Coreia do Norte, contanto que seja dirigida ao culto à personalidade de Kim Jong-Il e o pai dele, Kim Il-Sung.
Os seguidores das religiões tradicionais sofrem obstáculos, especialmente os cristãos, por causa do controlo dos comunistas.
Aqueles que não se unem ao culto personalista são perseguidos frequentemente de forma brutal e violenta.
Qualquer pessoa que se ocupar de atividade missionária, seja qual for o tipo, receberá um tratamento semelhante.
Cristãos recebem tratamento mais duro
Com o fim da guerra da Coreia em 1953, aproximadamente 300 mil cristãos desapareceram no Norte.
Aproximadamente 100 mil sobrevivem em campos de trabalhos forçados, onde passam fome e são torturados. Muitos não resistem e morrem.
Estas informações são confirmadas por ex-oficiais norte-coreanos e ex-prisoneiros. Segundo eles, os cristãos são separados nas prisões para que sofram um tratamento ainda mais severo.
Oremos pela Igrega perseguida.
"Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo" (Hebreus 13:3).




