18-10-07 - A Grã-Bretanha está a transformar o Cristianismo em crime
Quanto tempo demorará até que o Cristianismo se torne ilegal na Grã-Bretanha? Esta não é mais uma questão inteiramente absurda ou ofensiva quanto possa parecer.
Um militante cristão evangélico, Stephen Green, foi preso e processado na semana passada sob a acusação de palavras ou comportamento ameaçador, abusivo ou insultuoso.
Mas, qual foi o seu comportamento? Apenas tentar pacificamente distribuir folhetos numa manifestação gay em Cardiff. E o que estava impresso naqueles folhetos que eram ameaçadores, abusivos ou insultuosos que poderiam exigir a intervenção da força plena da Lei? Nada mais, nada menos do que as palavras majestosas da Bíblia, Edição King James, de 1611.
O problema foi que eram passagens da Bíblia que falam da homossexualidade. Os panfletos também exortavam os homossexuais: "Deixem os vossos pecados e serão salvos". Mas, para a imprensa secular da cultura dos direitos humanos, o único pecado é dizer que a homossexualidade é pecado.
Admitamos que o Sr. Green não seja alguém popular; outros cristãos podem até considerá-lo um extremista. Mas a nossa sociedade agora está tão de cabeça para baixo que pelo facto de o mesmo ter sustentado uma crença fundamental do Cristianismo, ele foi tratado como um criminoso.
Ao mesmo tempo, curiosamente, a Polícia continua relutante em agir contra islâmicos zelotas que, abusando da liberdade britânica, pregam o ódio e incitam contra o Ocidente.
Preconceito
A Bíblia é o código moral que sustenta a nossa civilização. Mas a lógica da acção da Polícia contra o Sr. Green seguramente leva-nos à inescapável conclusão de que a Bíblia é em si mesma um "discurso odiento" e, como tal, deve ser banida.
Este bizarro estado de coisas tem chegado a este ponto graças à nossa cultura de direitos humanos, que defende as minorias contra as maiorias. Como resultado ninguém pode tecer nenhum comentário negativo acerca de uma minoria sem que seja acusado de preconceito ou discriminação.
O problema para o Cristianismo é que ele sustenta que a homossexualidade é errada. Isso, contudo não é mais permitido dizer porque se estaria a referir à prática de uma minoria como pecaminosa. Assim ninguém pode mais sustentar um princípio da sua própria fé sem ser acusado de preconceito. Esse dilema está presentemente a desagregar a própria Igreja de Inglaterra. Mas está, também, a inverter a nossa própria noção de justiça.
A autora Lynett Burrows recebeu uma advertência da polícia metropolitana meramente por sugerir que pessoas gays não seriam ideais como pais adoptivos. O antigo líder do Conselho Mulçumano da Grã-Bretanha, Sir Ikbal Sacranie também sofreu o mesmo tratamento quando disse que a homossexualidade era perigosa.
Vale destacar, que neste último caso a acusação foi suavemente retirada. Se há uma coisa que apavora o nosso aparato policial ainda mais do que ser chamado de homofóbico é ser chamado de islamofóbico - mesmo apesar dos fundamentalistas islâmicos serem uma ameaça real aos direitos das pessoas gays. Se isso não fosse tão atemorizante, seria hilariante. Os Cristãos, curiosamente, recebem um tratamento bem diferente.
Casos de criminalização
Um pregador evangélico idoso, Harry Hammond, foi considerado culpado de ofensa à ordem pública após ter carregado um poster pedindo o fim da homossexualidade, do lesbianismo e da imoralidade. Embora ele tenha sido vítima de ataques físicos quando a multidão jogou detritos e água sobre ele, somente ele foi processado.
Em Lancashire os aposentados Joe e Helen Roberts foram interrogados pela polícia durante 80 minutos sobre o seu ponto de vista "homofóbico" porque simplesmente tinham pedido à sua Câmara Municipal para expor literatura Cristã nos mesmos prédios públicos onde se expunham panfletos a favor dos direitos dos gays.
Atemorizar o Cristianismo está rapidamente a tornar-se no credo que não ousa dizer o nome. Isto está a ser elaborado a partir de um script nacional de ideologias que estão a tentar promover o seu desaparecimento.
No último dia 10 de Setembro, o prefeito de Londres Ken Livingstone disse numa entrevista radiofónica que a Grã-Bretanha "não é mais um país Cristão", porque as pessoas não vão mais à igreja.
As autoridades locais e os corpos governamentais estão sistematicamente a tentar riscar o Cristianismo da sua existência recusando-se a libertar verbas para grupos voluntários Cristãos sob o argumento que serem Cristãos significa que não estão comprometidos com a "diversidade".
Desse modo, o governo local e central tem-se recusado a continuar a subsidiar o programa de treinamento vocacional do Centro Highfields Happy Hands, em Derbyshire, para jovens infractores e alunos expulsos de escolas, a despeito do seu impressionante sucesso, simplesmente porque ele é dirigido com um claro ethos cristão.
Aversão à palavra cristão
A Câmara Municipal de Norfolk objectou a inclusão da palavra "Cristão" nos estatutos da Casa Barnabé que abriga jovens sem-teto em Kingslynn, Norfolk. E a Corporação de Habitação, a maior financiadora da Associação Cristã da Mocidade de Ronfort, em Essex, que cuida de dezenas de jovens necessitados, objectou o facto de que apenas cristãos serem membros da directoria - o que significa, disseram, que a ACM não era capaz de "diversidade", embora ela seja aberta a pessoas de qualquer fé ou de nenhuma.
A agenda da diversidade, em outras palavras, é uma justificação para um ataque ao Cristianismo. E para culminar tudo isso nem sequer poderemos esperar apoio do futuro monarca na linha de sucessão, pois o Príncipe Charles disse que quando se tornar rei, não vai ser mais o Defensor da Fé, mas o "Defensor das Crenças".
Mas o Cristianismo ainda é a religião oficial desse país. Todas as suas instituições, a sua história, e a sua cultura estão permeadas por ele; a Grã-Bretanha perderia a sua identidade, os seus valores, e a sua coesão sem ele. Mas os direitos das minorias agora estão a ser contra ele como uma pedra destruidora.
O que começou como um recomendável desejo de se banir o ódio contra a minoria gay tem-se metamorfoseado contra a maioria cristã. Comportamentos que eram previamente como transgressões morais às normas da Bíblia, estão agora, ao contrário, a tornar-se na norma - e os valores bíblicos estão a ser tratados como algo aquém de uma pálida aceitação de comportamento. Isto não acontece por acaso.
A sagrada doutrina dos direitos humanos - que se explicita a si mesma como sendo a religião para uma era sem Deus - é um meio pelo qual o secularismo está sistematicamente a solapar as raízes cristãs da nossa civilização, sob o argumento que a religião é inerentemente obscura, preconceituosa e divisiva. O Cristianismo tem sido destronado como o credo governante deste país sob o argumento de que a igualdade requer status igual para as crenças minoritárias e o secularismo. Como resultado, ele está a ser marginalizado e transformado em não mais do que uma relíquia de curiosidade cultural.
Ofensivo
Isto é um processo diante do qual a Igreja da Inglaterra não tem estado mais de joelhos, mas seguindo a onda do colapso moral e cultural, de acordo com a doutrina do multiculturalismo - e ainda se perguntam porque é que as suas igrejas estão tão vazias, enquanto aquelas formadas por evangélicos determinados como o Sr. Stephen Green estão superlotadas.
Como resultado o Cristianismo está a ser progressivamente removido da esfera pública. Várias Câmaras têm banido o Natal sob o argumento de que ele é "demasiado cristão" e, como conseqüência, "ofensivo" às pessoas de outras crenças, e o estão a substituí-lo por "festivais de inverno" sem conteúdo.
Este ataque ao Cristianismo não é algo que está a acontecer ao País das Maravilhas de Alice. E não é apenas uma ameaça à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Ele é um ataque frontal à identidade nacional e aos valores desse país - e como tal irá destruir as liberdades que o próprio Cristianismo criou".
Comentário
Continuemos a orar pelas autoridades dos nosos países e pelas igrejas, para que sejam fortes na fé.




