Boas notícias do Calvário
Ao longo de todo o Velho Testamento a cruz não é senão vista tenuemente. Apesar de uma centena de figuras históricas e de mais de uma centena de sacrifícios e rituais Levíticos serem típicos de Cristo e da Sua obra consumada, o Velho Testamento nem uma única vez declara isso. O silêncio é profundo. A profecia do Velho Testamento mais clara sobre a morte de Cristo, Isaías 53, nem sequer especifica quem seria o Sofredor.O mesmo se passou durante a estadia do Senhor na terra, pois só para o fim do Seu ministério lemos: “Desde então começou Jesus a mostrar aos Seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer … e ser morto …” (Mat. 16:21). E qual foi a resposta deles? “E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lO” (Ver. 22). Lucas 18:34 declara três vezes que eles não tinham a menor ideia que Ele morreria, muito menos que compreendiam tudo o que a Sua morte realizaria. Até mesmo em Pentecostes Pedro culpou os seus ouvintes pela morte de Cristo e disse-lhes: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado … para perdão dos pecados” (Act. 2:38). Os doze estavam a pregar “o Evangelho do reino” e sabiam pouco da cruz e do seu propósito.
Não é o materialismo que satisfaz a alma humana. A elevada taxa de suicídios num dos países mais industrializados e ricos do mundo comprova isso.
Por J. C. Ryle