Charles H. Mackintosh sobre a verdade de “O Mistério” (II)

O apóstolo ensina-nos, claramente, na sua Epístola aos Efésios, que o mistério da Igreja não foi dado a conhecer noutros séculos aos filhos dos homens como lhe fora revelado a ele. Mas, embora não houvesse sido diretamente revelado, acha-se representado em figura de uma maneira ou de outra; como, por exemplo, no casamento de José com uma mulher egípcia e no casamento de Moisés com uma mulher da Etiópia. O tipo ou sombra de uma verdade é uma coisa muito diferente de uma revelação direta e positiva da mesma verdade. O grande mistério da Igreja não foi revelado até que Cristo, em glória celestial, o revelou a Paulo de Tarso. Por isso, todos aqueles que procuram o desenrolar deste mistério na lei, nos profetas ou nos Salmos, achar-se-ão ocupados em labor ininteligente. Quando, contudo, o encontram revelado claramente na Epístola aos Efésios, podem, com interesse e proveito, traçar os seus símbolos nas Escrituras do Velho Testamento.
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Não pode fundar-se uma doutrina sobre um símbolo; porém, quando uma doutrina é revelada, pode discernir-se o símbolo dela com exatidão e estudá-la com proveito. Em todos os casos o discernimento espiritual é essencialmente necessário, quer seja para compreender a doutrina quer para discernir o símbolo: «...o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente» (I Cor. 2:14).
- Charles H. Mackintosh
Estudos Sobre o Livro de Êxodo, Pág. 196-197
Charles H. Mackintosh sobre a verdade de “O Mistério” (I)
Charles H. Mackintosh sobre a verdade de “O Mistério” (II)



