A Celebração de um Nascimento (I)
"E, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
“Por isso, também Deus O exaltou soberanamente, e Lhe deu um Nome que é sobre todo o nome;
“Para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
“E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai." (Fil. 2:8-11).
"E qual a sobre excelente grandeza do Seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder,
“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos, e pondo-O à Sua direita nos céus.
“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" (Efé. 1:19-21).
"Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não O conhecemos deste modo" (II Cor. 5:16).
Seremos um pouco negativos a respeito do Natal? Talvez. Contudo, vejamos o que Deus tem a dizer sobre este assunto na Sua Palavra.
Deixando de lado detalhes técnicos, certamente que há algo de errado, basicamente errado, na celebração do nascimento de Cristo que o mundo faz - sim, e o mundo Cristão.
Não há nenhuma indicação em parte alguma das Escrituras de que uma celebração deva ser realizada em memória do nascimento do nosso Salvador – como há a respeito da morte do nosso Senhor (I Cor. 11:23-26). Não há nenhuma evidência de que algum dos apóstolos observasse tal celebração ou ensinasse os seus seguidores a fazê-lo. Isto, admitimos, não significa que não possamos celebrar este glorioso evento, mas certamente que a Palavra, bem dividida, conduz-nos a um plano mais elevado.
Quando o “aniversário” do nosso Senhor chega, vemos por todo o lado a figura do bebé na manjedoura, ou do bebé nas mãos da Sua mãe. Não há dúvida de que esse cenário é doce e emocionante, pois quem é que não ama um pequenino bebé, especialmente nos braços duma jovem mãe? Ah, mas mesmo à parte das Escrituras, ocorre a toda a pessoa pensativa que esta não é a forma de se celebrar o aniversário de alguém.
Paremos e pensemos. Se me dessem um livro por ocasião da celebração do aniversário de George Washington, eu não esperaria que ele estivesse cheio de fotos do grande general como bebé em várias poses. Esperaria encontrar fotografias e narrativas acerca da coragem e perseverança do general, da sua ascendência à Presidência dos Estados Unidos da América. Esperaria encontrá-lo como “primeiro na guerra, primeiro na paz, e primeiro nos corações dos seus compatriotas”.
Se me dessem um livro por ocasião da celebração do aniversário de Abraham Lincoln, não esperaria encontrar o livro cheio de fotos de um bebé, ou ler piadas acerca da alegria que esteve presente no seu nascimento. Esperaria ler acerca da sua bondade e coragem; dos grandes obstáculos que ele venceu ao tentar manter a coesão da União. Esperaria ler de como, neste grande esforço, ele pagou o maior de todos os preços – a sua vida, quando foi morto por um assassino. Nas fotografias expostas quereria ver aqueles olhos tristes, aqueles ombros dobrados, e aquela face enrugada. E creio que isto seria assim com todos os meus leitores.
Então porque é que, na celebração do aniversário do nosso Senhor, Ele é constantemente retratado como um bebé? Será de admirar que, antecipando os erros do mundo religioso, Deus nos tenha dito por meio de Paulo que de agora em diante já não O conhecemos “segundo a carne”? De facto, o Apóstolo escreveu numa altura em que muitos que viviam ainda tinham conhecido Cristo segundo a carne, e mesmo assim escreveu:
“Ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo” (II Cor. 5:16).
Que truque e fraude de Satanás, no retirar da ênfase, para dizer o mínimo, à presente glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Porque é que em tantas igrejas, por toda a Cristandade, o nosso Senhor, neste dia, é retratado como um bebé, com o cenário da manjedoura montado em plataformas, e alguns aspectos da “estória do Natal” contados? Não deveriam antes proclamar como Ele foi ao Calvário por nós e eliminou “a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Col. 2:14)? Não deveriam proclamar a todos como Ele derrotou Satanás e as suas hostes, e “os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Col. 2:15)? E não deveriam fazer disso um interesse especial para mostrar que Ele agora “penetrou nos céus” (Heb. 4:14), e “entrou ... no santuário”, na presença de Deus, “havendo efectuado uma eterna redenção” (Heb. 9:12)? E não deveriam deleitar-se no facto de o crente mais simples agora poder ser “justificado gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24), de o nosso bendito Senhor estar agora à mão direita de Deus como o Grande Dispenseiro da graça para um mundo perdido e condenado? Mas do jeito que é, que evento na vida e ministério do nosso Senhor gera mais entusiasmo e motiva a maior celebração de todo o ano? Não os Seus feitos, mas o Seu nascimento - e isto é uma pena.
“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos, e pondo-O à Sua direita nos céus.
“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" (Efé. 1:19-21).
"Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não O conhecemos deste modo" (II Cor. 5:16).
Seremos um pouco negativos a respeito do Natal? Talvez. Contudo, vejamos o que Deus tem a dizer sobre este assunto na Sua Palavra.
Deixando de lado detalhes técnicos, certamente que há algo de errado, basicamente errado, na celebração do nascimento de Cristo que o mundo faz - sim, e o mundo Cristão.
Não há nenhuma indicação em parte alguma das Escrituras de que uma celebração deva ser realizada em memória do nascimento do nosso Salvador – como há a respeito da morte do nosso Senhor (I Cor. 11:23-26). Não há nenhuma evidência de que algum dos apóstolos observasse tal celebração ou ensinasse os seus seguidores a fazê-lo. Isto, admitimos, não significa que não possamos celebrar este glorioso evento, mas certamente que a Palavra, bem dividida, conduz-nos a um plano mais elevado.
Quando o “aniversário” do nosso Senhor chega, vemos por todo o lado a figura do bebé na manjedoura, ou do bebé nas mãos da Sua mãe. Não há dúvida de que esse cenário é doce e emocionante, pois quem é que não ama um pequenino bebé, especialmente nos braços duma jovem mãe? Ah, mas mesmo à parte das Escrituras, ocorre a toda a pessoa pensativa que esta não é a forma de se celebrar o aniversário de alguém.
Paremos e pensemos. Se me dessem um livro por ocasião da celebração do aniversário de George Washington, eu não esperaria que ele estivesse cheio de fotos do grande general como bebé em várias poses. Esperaria encontrar fotografias e narrativas acerca da coragem e perseverança do general, da sua ascendência à Presidência dos Estados Unidos da América. Esperaria encontrá-lo como “primeiro na guerra, primeiro na paz, e primeiro nos corações dos seus compatriotas”.
Se me dessem um livro por ocasião da celebração do aniversário de Abraham Lincoln, não esperaria encontrar o livro cheio de fotos de um bebé, ou ler piadas acerca da alegria que esteve presente no seu nascimento. Esperaria ler acerca da sua bondade e coragem; dos grandes obstáculos que ele venceu ao tentar manter a coesão da União. Esperaria ler de como, neste grande esforço, ele pagou o maior de todos os preços – a sua vida, quando foi morto por um assassino. Nas fotografias expostas quereria ver aqueles olhos tristes, aqueles ombros dobrados, e aquela face enrugada. E creio que isto seria assim com todos os meus leitores.
Então porque é que, na celebração do aniversário do nosso Senhor, Ele é constantemente retratado como um bebé? Será de admirar que, antecipando os erros do mundo religioso, Deus nos tenha dito por meio de Paulo que de agora em diante já não O conhecemos “segundo a carne”? De facto, o Apóstolo escreveu numa altura em que muitos que viviam ainda tinham conhecido Cristo segundo a carne, e mesmo assim escreveu:
“Ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo” (II Cor. 5:16).
Que truque e fraude de Satanás, no retirar da ênfase, para dizer o mínimo, à presente glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Porque é que em tantas igrejas, por toda a Cristandade, o nosso Senhor, neste dia, é retratado como um bebé, com o cenário da manjedoura montado em plataformas, e alguns aspectos da “estória do Natal” contados? Não deveriam antes proclamar como Ele foi ao Calvário por nós e eliminou “a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Col. 2:14)? Não deveriam proclamar a todos como Ele derrotou Satanás e as suas hostes, e “os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Col. 2:15)? E não deveriam fazer disso um interesse especial para mostrar que Ele agora “penetrou nos céus” (Heb. 4:14), e “entrou ... no santuário”, na presença de Deus, “havendo efectuado uma eterna redenção” (Heb. 9:12)? E não deveriam deleitar-se no facto de o crente mais simples agora poder ser “justificado gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24), de o nosso bendito Senhor estar agora à mão direita de Deus como o Grande Dispenseiro da graça para um mundo perdido e condenado? Mas do jeito que é, que evento na vida e ministério do nosso Senhor gera mais entusiasmo e motiva a maior celebração de todo o ano? Não os Seus feitos, mas o Seu nascimento - e isto é uma pena.
- Cornelius R. Stam
(Continua)
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