22-08-11 - As posições opostas de Freud e Lewis sobre a morte
Quando o seu colega Ernest Jones perdeu a sua filha única, Freud escreveu-lhe uma carta dizendo: “Como fatalista incrédulo que sou, só posso mergulhar num estado de resignação, quando encaro o horror da morte.” Ele lembrou a Jones que, quando o seu neto Heinele morreu, ele mesmo havia perdido toda a vontade de viver: “Eu passei a ficar constantemente cansado da vida.” Freud parecia estar agudamente consciente da sua falta de recursos espirituais para persistir em tempos de crise. Depois da morte da sua filha Sophie, escreveu a um colega: “Não sei o que mais há para se dizer. Trata-se de um evento tão paralisante, que não se consegue pensar em mais nada depois, quando não se é crente...” Freud interrogava-se “quando é que virá a minha vez”, e desejava que a sua vida terminasse rápidamente. [p. 227]Ler mais …22-08-11 - As posições opostas de Freud e Lewis sobre a morte
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