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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Dário Botas

Como morrer em Cristo tem mais valor do que nada.

José Jacinto Carvalho

Conversão significa mudar de vida e a minha vida mudou mesmo.

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Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:2,3

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13-08-08 - China: Olhos abertos para a fé

evangelismo-na-china.jpgA acção crescente dos cristãos no Gigante Asiático

     Com pouco mais de uma semana de viagem, eu sentia-me surpreendentemente confortável num país culturalmente tão diferente e desafiador quanto a China. Já havia aprendido a comunicar-me com os motoristas de táxi, a andar de autocarro pelas cidades e – o mais impressionante – estava até a conseguir orientar-me nos restaurantes com menus escritos em mandarim.

     Uma noite, enquanto procurava uma igreja oficial, caí num esgoto aberto bem no meio de uma agitada área de compras da cidade de Taiyuan, na Província de Shanxi. Não me feri com gravidade, e quando me levantei, sujo e com algumas escoriações, percebi que um grupo de pessoas formara um pequeno círculo ao redor de mim. Enquanto tentava explicar o que havia acontecido e para onde eu me dirigia, fui conduzido até um carro patrulha. O agente policial com quem falei ofereceu-se para me levar até à igreja, e assim o fez.

     Este incidente propiciou-me um vislumbre do crescimento rápido da presença Cristã naquele país. Viajei para a China com a minha máquina fotográfica procurando ampliar a minha compreensão da situação do Cristianismo na mais populosa nação do mundo. E de lá retornei com a sensação de que o Espírito de Deus está a mover-se de uma maneira especial entre aquela gente. Quase todos os cristãos que conheci haviam-se convertido nos últimos seis meses.

     Frequentei tanto igrejas oficiais, que funcionam com a permissão do governo, como congregações clandestinas. Ao contrário do que frequentemente somos tentados a pensar, as igrejas registadas não são comunidades apáticas ou subservientes ao governo comunista, mas congregações vibrantes e cheias de vida. Em relação às chamadas clandestinas, parece que a designação “igreja subterrânea”, pela qual por muito tempo foram conhecidas no Ocidente, já não se aplica hoje em dia. Pelo contrário – cada vez mais os crentes têm saído a público e os recém-convertidos tendem a movimentar-se com liberdade entre ambos os grupos.

     Como reflexo da transformação da economia chinesa, que já ombreia com a das grandes potências mundiais, a sociedade chinesa está também a passar por enormes mudanças. A crescente juventude da classe média anda em busca de um novo sentido para as suas vidas, enquanto que as populações mais maduras anseiam por algo que preencha o vazio deixado pelo abandono das ideias marxistas.

     Durante a viagem, fiz a minha primeira paragem numa congregação que se reúne numa grande cidade da China central. Esta igreja havia nascido 15 anos antes, na sala de estar de uma mulher que chamaremos de Yen. Ela ainda se recorda da ligação dos seus avós aos missionários ingleses. Durante os anos de 1980, o interesse de Yen pela Bíblia cresceu grandemente, fazendo com que ela e a sua família começassem uma reunião aos Domingos no seu pequeno apartamento. Rapidamente, o grupo cresceu e, actualmente são uma igreja com 800 membros.

     Nos Domingos de manhã, a congregação reúne-se no bem iluminado pátio de um imponente edifício público. Os encontros começam com cânticos. Eles depois oram pelo governo, pedindo a Deus que conduza as autoridades à prática da justiça. No culto em que estive presente, nove dos muitos curiosos que se debruçavam sobre o varandim do andar de cima para observar acabaram por se decidir por Cristo. Após a reunião, os membros da igreja aproveitaram o Domingo para visitar pessoas com debilidades físicas e mentais. É uma actividade comum para eles. Alguns dos membros da igreja chegam mesmo a adoptar crianças especiais – algo raro e desafiador no contexto da cultura chinesa.


Reflectindo Cristo 

     Mais tarde, passando pela periferia de Pequim, visitei uma escola para filhos de trabalhadores migrantes, um segmento que tem crescido em proporção ao avanço económico do país. Só em Pequim, estima-se que haja 5 milhões de migrantes. O estabelecimento foi fundado e é dirigido por Cristãos, assim como um orfanato. Embora as instalações fossem bastante modestas para os padrões europeu e americano, as crianças pareciam felizes e bem-educadas.

     Na cidade, conheci ainda um jovem intelectual cujo passo inicial para a fé cristã foram as leituras do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard. Ele hoje está envolvido com a preparação de livros sobre o Cristianismo para o mercado académico.

     Um outro cristão que conheci, activista de direitos humanos, trabalhava num caso que visa o estabelecimento da igualdade de tratamento de pessoas deficientes perante as leis chinesas.

     Noutra conversa, troquei ideias com um influente economista que descreveu a sua convicção de que a fé cristã servia de combustível à inovação. Para ele, os valores do Cristianismo são um quadro de referência fundamental para a justa utilização dos recursos económicos de uma nação.

     Na tarde de outro Domingo, fui convidado a subir ao vigésimo oitavo andar de um arranha-céu no coração de Pequim. Ali, no escritório de uma agência de publicidade, jovens profissionais – todos Cristãos – realizam cultos de louvor a Deus toda semana.

     Há ainda muitas outras iniciativas de Cristãos que têm provocado impacto na sociedade chinesa. Uma delas é o Serviço Sempre-Verdejante (Shanxi Evergreen Service), sediado em Shanxi. O curioso nome homenageia o missionário norueguês Peter Torjesen, morto durante um ataque japonês na Segunda Guerra Mundial. Apelidado carinhosamente de Folha Sempre-Verdejante, Torjesen é honrado como mártir pelas autoridades locais. Em 1990, Finn Torjesen obteve autorização oficial para dar continuidade ao trabalho missionário do seu avô. Desde 1993, o Serviço Shanxi Sempre-Verdejante tem conseguido algo quase impossível: é uma entidade oficial chinesa de orientação evangélica, reconhecida pelos serviços filantrópicos que realiza. A instituição ensina técnicas agrícolas a famílias camponesas e disponibiliza recursos para o desenvolvimento comunitário, a educação e o aconselhamento familiar. Comprometidos com a ideia de que o modo como os cristãos podem melhor servir a China é serem abertos na sua fé, os seus integrantes estão a alcançar resultados bastante expressivos. O serviço resume a sua missão em quatro palavras: “Servindo Shanxi, refletindo Cristo”.


Famintos por Jesus

     Benjamin (nome fictício) é pastor de uma rede de igrejas urbanas na China. Convertido ao Evangelho em 1993 numa igreja oficial, estudou num seminário nos Estados Unidos e, de volta a seu país, tornou-se um plantador de igrejas. Nesta entrevista, ele fala sobre os desafios do trabalho Cristão na China:

CRISTIANISMO HOJE – As autoridades governamentais interferem nas igrejas urbanas?

     BENJAMIN – Desde 2000, a China tem-se tornado cada vez mais aberta. O governo está ciente da nossa existência. O governo Chinês mantém um olho aberto e o outro fechado para a Igreja. Existem propostas de medidas legais para limitar a acção das igrejas em determinadas regiões, como Shangai. Há cinco anos, medidas similares foram propostas pelas autoridades em Pequim, mas acabaram por não ser implementadas e o movimento está crescer sem problemas na capital. Esta nova abertura é uma realidade que ninguém pode subestimar. O Senhor tem-nos protegido.

     Qual a receptividade dos chineses à pregação do Evangelho?

     As pessoas na China estão famintas por aceitar Jesus. O Espírito Santo já abriu os seus corações. Elas correm para as igrejas. Quando se organiza um encontro evangelístico e se pergunta quem deseja receber Cristo como seu Salvador, várias pessoas levantam as mãos.

     De que maneiras a Igreja está a influenciar o país neste momento?

     Muitos chineses julgam os cristãos como sendo dignos de confiança. Se eles desejam contratar um funcionário, ou uma ama para cuidar das suas crianças, preferem um Cristão. Isso acontece porque os cristãos aqui têm boa reputação. Durante muitas crises provocadas por desastres naturais na China, as igrejas têm-se envolvido no trabalho de assistência nas áreas mais carentes, inspirando até mesmo a acção por parte do governo. As igrejas têm tido uma grande influência através do exemplo de boa conduta e moral dos crentes.

Fonte: Cristianismo Hoje

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