12-08-08 - Governo Iraniano prende, ameaça e tortura casal cristão
Um casal cristão recém-convertido ao Evangelho foi preso e submetido à tortura física e mental. Além disso, as autoridades impediram–nos de ficar com a filha de quatro anos que está enferma e deixaram-na sem atendimento e sem tratamento, para colocá-la numa instituição infantil. Tina Rad (na foto), de 28 anos, foi acusada de “actividades contra a santa religião do Islão” por ler a Bíblia com muçulmanos em sua casa, em Teerão. O seu marido, de 31 anos, Makan Arya, foi acusado de “ameaça à segurança nacional” por permitir leituras bíblicas no seu apartamento e por frequentar uma igreja.
Durante anos, as igrejas no Irão sofrem pressão, especialmente os muçulmanos convertidos ao Cristianismo.
“Qualquer um que se declarar cristão corre risco”, diz Michael Escher, correspondente do ministério Portas Abertas no Oriente Médio. “A maioria dos cristãos tem medo e raramente admite publicamente se algo lhe acontecer. Mas aconteceram várias prisões nos últimos meses.”
De acordo com uma fonte local, as autoridades mantiveram o casal num local desconhecido por quatro dias e espancou-o. Tina está “muito doente” e não pode falar.
O casal foi liberado depois de pagar uma fiança e só depois de serem forçados a assinar uma declaração dizendo que não voltariam a frequentar a igreja e que não manteriam mais nenhum contacto com outros cristãos.
“Larguem Jesus”
“Se vocês não largarem esse tal de Jesus, a próxima acusação será de apostasia”, disse uma agente policial a Tina durante o interrogatório, segundo a fonte. De acordo com as leis Islâmicas Iranianas, os Muçulmanos que se convertem a outra religião podem ser condenados à morte.
Um projecto de lei que corre no parlamento Iraniano pode transformar a pena de morte mandatória para os apóstatas, ou seja, para todo aquele que deixa o Islamismo.
O casal foi preso depois que um parente de Makan ter informado a polícia sobre suas actividades Cristãs. Segundo um amigo, os agentes policiais confiscaram o computador, a antena parabólica e o aparelho de televisão do casal, além de todos os livros, CDs, DVDs e, até mesmo, um álbum de fotografias. Hostilidade da família
O casal também sofre com as hostilidades por parte da família e dos vizinhos Muçulmanos. Makan só obteve ajuda financeira do pai depois de prometer divorciar-se da esposa. “Ele fez a promessa e agora se nega a cumpri-la …”, diz a fonte. “O pai deu-lhe um ultimato.”
Além da hostilidade dentro da família, “quase toda a rua sabe que eles são Cristãos, então imaginem como é difícil para os negócios”, diz a fonte.
Depois de ser libertdo, o casal descobriu que a vitrina da sua loja de roupas havia sido partida. Eles receberam uma carta dizendo que se não deixassem claro na nova vitrina que abraçam a fé Islâmica, por meio de frases e fotos, teriam que comprar novos vidros para a vitrina todos os dias. A polícia recusa-se a protegê-los. O casal quer-se mudar.
Em relação à situação no Irão, Michael Escher acrescenta: “Aqueles que se convertem ao Cristianismo ficam, normalmente, muito entusiasmados com a nova fé (é assim com qualquer pessoa que se converte a Cristo em qualquer parte do mundo); e às vezes, falam sobre isso abertamente com os seus amigos e família, o que resulta em muita pressão por parte das pessoas mais próximas."
"O governo islâmico condena os muçulmanos que se convertem ao Cristianismo”, diz Michael. “De acordo com os radicais Iranianos, o convertido é um traidor da família, do país e da fé. Quando um Cristão se torna mais activo na sua nova fé, fica claro que ele se converteu e o Estado interfere. Isso acontece com regularidade. Muitos ex-Muçulmanos vivem sob pressão e intimidação, alguns por mais tempo do que outros.”
Oremos pelos Cristãos perseguidos pela sua fé.




