10-02-08 - Revés para os pró-aborto - Tribunal Francês decide que pais podem registar nomes de fetos
(Paris, França)—O Supremo Tribunal Francês decidiu que os pais de fetos abortados involuntariamente ou nado mortos podem registar um nome para o filho, independentemente do estágio de desenvolvimento em que a criança esteja na altura do aborto ou nascimento, noticia a AFP.
Antes deste acórdão recente, os pais em França podiam registar um nome para os fetos abortados involuntariamente ou nado mortos, mas só após 22 semanas de gestação, ou se a criança pesasse mais de 500 gramas.
Esta nova decisão dá aos pais o direito de reclamar o corpo do seu filho, que, até então, era incinerado pelo hospital juntamente com outros tecidos residuais. Também permite que as mães de fetos abortados involuntariamente ou nado mortos reclamem a licença de maternidade.
Segundo a notícia da AFP, a decisão está a provocar um temporal na questão do aborto em França, com os activistas pró-aborto a argumentarem que a decisão dá aos activistas pró-vida um argumento fortemente emocional para a humanidade do feto, ao ser declarado que um feto em qualquer estágio tem o direito a ter um nome. “Um feto só é viável após 26 semanas,” disse Chantal Birman, vice-presidente de um grupo pró-aborto chamado ANCIC. “Tem que se ter em conta o calendário da gravidez.”
Ela disse que a decisão do tribunal “contribuirá para um recuo [na acessibilidade ao aborto] que tem estado a acontecer na Europa nos últimos meses.”
Contudo, há um cada vez maior reconhecimento em círculos médicos que os fetos abortados involuntariamente ou nado mortos podem ser uma experiência extremamente traumática tanto para mães como pais, que podem ter desenvolvido uma profunda ligação emocional com o seu filho pré natal. “O processo de luto pode ser longo e solitário,” diz o website Ajuda Após a Morte Neonatal (HAND). “Após a morte de um bebé, geralmente são precisos 12 a 24 meses simplesmente para se encontrar uma nova base.”
Muitos pais têm descoberto que o processo de luto é ajudado significativamente pela dádiva de um nome ao seu filho. “Dar ao bebé um nome é a forma de reconhecermos a realidade da vida que veio e foi tão depressa,” diz HAND.




