09-02-08 - O President Bush discursa no seu último Pequeno-almoço de Oração Nacional na Casa Branca
O Presidente dos EUA George W. Bush participou ontem no Pequeno-almoço de Oração Nacional com a primeira-dama Laura, no Hotel Washington Hilton, onde participaram personalidades religiosas, congressistas, membros do seu gabinete, comandantes militares, empresários e outros líderes, entre eles o presidente salvadorenho, Elías Antonio Saca, e o hondurenho, Manuel Zelaya.Apresentamos seguidamente o seu discurso, exceptuando a referência que fez no início às várias individualidades presentes:
Gracias, mi amigo. Obrigado, amigos. Laura e eu sentimo-nos honrados por nos juntarmos a vós todos aqui no 56º Pequeno-almoço Nacional de Oração. Há uma série de razões para orarmos, e certamente que uma, é para que sejamos fortalecidos contra a tentação, particularmnete esta manhã – contra a tentação de ficarmos na cama. Obviamente há aqui uma série de pessoas que oram. E eu aprecio a vossa calorosa recepção.
Temos aqui hoje uma série de distintos convidados – membros do Congresso, líderes militares, dirigentes da indústria. No entanto, nesta reunião anual, somos lembrados de uma verdade eterna: Quando erguemos os nossos corações a Deus, somos todos iguais à Sua vista; somos todos igualmente dependentes da Sua graça. Convém que nos reunamos todos os anos para nos chegarmos ao nosso Criador em comunhão – e agradecer-Lhe pelas muitas bênçãos que Ele tem concedido às nossas famílias e à nossa nação. É conveniente que nos reunamos em oração, porque reconhecemos que uma nação que ora é uma nação mais forte.
Todos os Presidentes, desde Dwight Eisenhower, têm assistido ao Pequeno-almoço de oração nacional, e eu sinto-me realmente orgulhoso de continuar essa tradição. É uma tradição importante, e eu estou confiante de que os Presidentes que me seguirão farão o mesmo. As pessoas nesta sala são oriundas de diferentes percursos de fé. No entanto partilhamos de uma convicção clara: Cremos que o Todo-Poderoso ouve as nossas orações, e responde aos que O buscam. É nisso que cremos; se assim não fosse, o que estaríamos aqui a fazer? Através do milagre da oração, cremos que Ele ouve. Se escutarmos a Sua voz e buscarmos ... a Sua presença nas nossas vidas os nossos corações mudarão. E assim fazendo, buscando a Deus, crescemos de formas que nunca poderíamos imaginar.
Na oração, crescemos em gratidão e acções de graças. Quando passamos tempo com o Todo-Poderoso, tomamos consciência do quanto Ele nos tem outorgado, e os nossos corações enchem-se de alegria. Agradecemos pelas nossas famílias, pelos pais que nos criaram, agradecemos pelas almas pacientes que se casaram connosco, e pelos filhos que nos orgulham diariamente. Agradecemos pela nossa liberdade, e pelo desejo universal de liberdade que Ele escreveu em todo o coração humano. Estamos gratos pelo Deus que nos criou à Sua imagem, e nos remiu no Seu amor.
Na oração, crescemos em mansidão e humildade. Ao acercarmo-nos do nosso Criador com os joelhos dobrados, reconhecemos a nossa completa dependência d’Ele. Reconhecemos que não temos nada para oferecer a Deus que Ele já não tenha, exceptuando o nosso amor. Portanto oferecemos-Lhe esse amor, e pedimos graça para discernir a Sua vontade. Pedimos-lhe que permaneça sempre próximo de nós. Pedimos-Lhe que nos ajude a viver vidas que Lhe agradem. Descobrimos que ao rendermos as nossas vidas ao Todo-poderoso, somos fortalecidos, refrigerados, e ficamos aprontados para tudo o que possa vir.
Na oração, também crescemos em ousadia e coragem. Quanto mais tempo passamos com Deus, mais vemos que Ele não é um Rei distante, mas um Pai de amor. Inspirados por esta confiança, chegamo-nos a Ele com pedidos ousados: Pedimos-Lhe que cure os enfermos, e conforte os moribundos, e sustenha os que cuidam deles. Pedimos-Lhe que alivie as vítimas da tragédia, e ajude os que sofrem devido ao vício e à adversidade. Pedimos-Lhe que fortaleça as nossas famílias, e proteja os inocentes e vulneráveis no nosso país. Pedimos-Lhe que proteja a nossa nação dos que nos desejam mal, e que proteja os que se adiantam para nos defender. Pedimos-Lhe que traga o dia em que a Sua paz reinará no mundo. E toda a lágrima será enxugada.
Na oração, crescemos em misericórdia e compaixão. Na oração lembramo-nos que somos todos criaturas decaídas com necessidade de misericórdia. E ao buscarmos a misericórdia de Deus, crescemos nós próprios em misericórdia. O experimentar a presença de Deus transforma os nossos corações, e quanto mais buscamos a Sua presença, mais sentimos as nossas almas empurradas para alcançar os pobres, e os famintos, os idosos, e os enfermos. Quando respondemos à chamada de Deus para amarmos o próximo como a nós mesmos, entramos numa amizade mais profunda com o nosso semelhante, e num relacionamento mais profundo com o nosso Pai eterno.
Creio no poder da oração, porque senti-o na minha própria vida. A oração tem-me fortalecido em tempos de desafio pessoal. Tem-me ajudado a corresponder aos desafios da presidência. Eu compreendo agora, claramente, a história da acalmia no temporal. E assim, neste final de pequeno-almoço de oração, como vosso Presidente, agradeço as vossas orações, e agradeço ao nosso povo em toda a América as suas orações. E peço-vos que não deixeis de orar neste ano que temos pela frente. Temos muita obra a fazer pelo nosso país, e com a ajuda do Todo-Poderoso, construiremos um mundo mais livre, e uma América mais segura, mais esperançosa, mais nobre.
Que Deus vos abençoe.




