02-02-08 - Cenário admirável de 200 crianças Quenianas que oram
Cenário admirável de 200 crianças Quenianas que oram, por sua própria iniciativa, pelo seu país, obtém resultados miraculososDesde que as crianças começaram a orar juntas, o pastor diz que nunca mais houve mortes, casas queimadas ou mesmo violência na sua área. Os adultos relatam este facto maravilhados. Por sua vez as crianças não falam disso, pois era exactamente o que esperavam que acontecesse.
"O pastor disse-nos que há poder na oração. Ele disse que podemos mudar o país por meio da oração," diz uma criança de 12 anos. "Portanto é isso que estamos a fazer – a mudar o nosso país."
(Quénia) — Na última edição de Missions Catalyst, Sue Sprenkle, uma correspondente ultramarina para a International Mission Board, que faz reportagens de África há 10 anos descreve o cenário no interior da pequena casa feita de latas de uma igreja baptista cheia de crianças. "Após três semanas de violência após as eleições, é bom escutar o som de crianças a rir e a brincar – especialmente nos difíceis bairros pobres de Nairobi”, diz ela.
"O meu coração transborda de emoção quando ouço o som bem mais precioso do que o riso – a doce e inocente oração de uma criança.
"Pai, o nosso país está em apuros. Pedimos-te que a paz venha," ora um rapaz de 11 anos. "Protege-nos, Pai. Ensina as pessoas a amarem-se umas às outras e a não lutarem mais."
Durante as duas últimas semanas, diz Sprenkle, as crianças desta área têm-se reunido para orar pelo seu país. "O pastor da igreja diz que as crianças se começaram a reunir por sua própria iniciativa, pelo que as deixa nas instalações da igreja. A reunião de oração diária, agora, atrai mais de 200 crianças com idades que se situam entre os 3 e os 17 anos."
Sprenkle comenta: "Estou maravilhada com a profundidade da compreensão que estas crianças têm das questões que levaram o Quénia ao caos após as eleições."
A criança de 12 anos ora pelo Presidente Mwai Kibaki e pelo líder da oposição Raila Odinga para que se assentem a uma mesa e falem pacificamente.
Sprenkle explicou que a UNICEF estima que mais de 40% dos deslocados são crianças. "Os pais colocam as crianças em camiões que se destinam a campos de refugiados ficando para protegerem as suas casas e haveres. São muitos os que estão nesses campos, impossibilitados de ir à escola que abriu em meados de Janeiro," disse ela.
Na sua reportagem, Sprenkle assinala que um outro rapaz ora pelas pessoas que ferem outras que não são da mesma tribo, referindo-se aos relatos de animosidade étnica por todo o país. Ele pede a Deus que os ajude a todos para que sejam irmãos e irmãs e um só povo.
O pastor sorri e sussurra-me, "Há dias um perguntou-me se eu sabia a que tribo ele pertencia. Eu disse-lhe que não. Ele também não sabia. A seguir disse-me, 'Penso que pertenço à tribo do Quénia.'"
Quando chega a vez dos "bebés" orarem, um corajoso de 4 anos aperta as mãos e fecha os olhos com tanta força que até os dentes rangem, escreve Sprenkle. "Deus, as pessoas morrem," diz ele em oração. "Por favor não deixes que alguém morra em frente da minha casa."
"Agora chega a minha vez de orar e terminar a reunião de oração," diz Sprenkle, acrescentando: "Não resta nada para se dizer, por isso agradeço a Deus pelas orações inocentes das crianças e pela fé delas nas Suas respostas".
"Mal digo 'Amém,' o espaço da igreja é inundado por um zumbido de pequenas vozes e a energia até ali contida jorra abundantemente. Com risos e de mãos dadas, as crianças apressam-se por causa da chuva, em direcção a suas casas.
"Mesmo apesar de se estar na estação seca e de não ser suposto chover, ninguém se queixa por ficar molhado e enlameado. A chuva é uma oração respondida."
Sprenkle diz que as crianças tinham orado por um protesto de três dias convocado pelo partido da oposição como protesto. Elas pediram a Deus que controlasse as coisas e impedisse que alguém morresse.
Ela acrescenta que por causa das chuvas, os presentes no protesto eram um número bem mais pequeno do que o que se esperava. Apesar de ter havido a danificação de algumas propriedades, foi muito menos do que o que se previa. O número de mortes nessa semana foi o mais baixo desde que os incidentes começaram.
"Olha," sibila Natasha devido à falta dos seus dois dentes da frente, "Deus responde às orações."
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: (decerto que não será por acaso)
Quénia: Governo e oposição acordam plano para pôr fim à violência
Representantes do Governo e da oposição queniana chegaram hoje a acordo sobre um plano para pôr fim à violência desencadeada pela crise política que abala o país há mais de um mês, anunciou o antigo secretário-geral da ONU e actual chefe da equipa de mediadores, Kofi Annan.




