28-05-2019 - Enfermeira é demitida por dar Bíblia a paciente com cancro

Uma enfermeira foi demitida por “justa causa” do seu cargo no Hospital Darent Valley, na Inglaterra, por oferecer uma Bíblia a um paciente com cancro.
A decisão foi publicada pelo Tribunal de Apelação na semana passada.
A enfermeira britânica Sarah Kuteh, 50 anos, foi demitida hospital da cidade de Dartford, a 25 km do centro de Londres, em 2016, por ter conversado com vários pacientes sobre a sua fé e oferecer uma Bíblia a um deles.
Em 3 de junho de 2016, um paciente que estava em tratamento contra um cancro queixou-se da conduta de Sarah, quando a enfermeira o encorajou a cantar o Salmo 23 juntamente com ela.
“Ele havia respondido que tinha a ‘mente aberta’ no formulário sobre religião e alegou que a requerente lhe havia dito que a única maneira de chegar a Deus era através de Jesus”, afirma a decisão judicial.
“[Sarah] disse a ele que, se ele não tivesse, ela lhe daria uma Bíblia; apertou a sua mão com força e fez uma oração muito intensa e continuou, pedindo que ele cantasse o Salmo 23. Ele ficou tão surpreso que cantou o primeiro verso com ela”, acrescenta o texto.
Os documentos judiciais também indicam uma série de outros incidentes, nos quais os pacientes reclamam da mensagem religiosa da enfermeira.
Batalha judicial
Sarah, mãe de três filhos, foi suspensa do trabalho em junho de 2016 e demitida dois meses depois, com a confirmação do Tribunal do Trabalho. Ela apelou da decisão em 2017, mas não conseguiu ter sua demissão anulada.
Ela foi autorizada a trabalhar como enfermeira novamente em julho do ano passado, depois que as suas restrições de trabalho foram suspensas pelo Conselho de Enfermagem e Obstetrícia.
Ela também disse que o tribunal falhou em reconhecer o artigo 9 da Convenção Europeia sobre Direitos Humanos, que garante liberdade para expressar as crenças, e em “considerar a distinção entre o verdadeiro evangelismo e o proselitismo impróprio”.
Os juízes do Tribunal de Apelação, no entanto, rejeitaram o recurso mais recente da enfermeira, alegando que ela não foi demitida injustamente.
Luta pela liberdade
O ato de apresentar o Evangelho no local de trabalho foi elogiado pela Missão da Cidade de Londres. “Muitos cristãos ganenses têm o hábito de falar sobre Jesus o tempo todo, mesmo que no Reino Unido isso seja culturalmente inadequado”, twittou o CEO da organização, Graham Miller. “Louvado seja o Senhor pelo coração compassivo e coragem de Sarah!”.
A enfermeira está a ser representada pelo Centro Legal Cristão (CLC), que atualmente está discutindo quais serão os seus próximos passos.
A organização parceira da CLC, Christian Concern, pediu ao secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, para levar em conta os casos de perseguição Cristã que acontecem dentro das fronteiras do Reino Unido, em um post no Twitter.
Um relatório recente encomendado por Hunt indica que 80% dos religiosos perseguidos em todo o mundo são Cristãos e que a perseguição aos Cristãos está “perto de atender a definição internacional de genocídio”.
“É vital que Jeremy Hunt reconheça a discriminação contra os Cristãos no Reino Unido e também no mundo”, destacou a Christian Concern.
- in Guia-me
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