23-09-2018 - Enfermeira demitida por dar Bíblias aos pacientes ganha processo contra hospital

Sarah Kuteh poderá voltar ao mesmo trabalho após dois anos brigando na justiça.
A enfermeira Sarah Kuteh foi demitida do Hospital Darent Valley, Inglaterra, há dois anos atrás, acusada de “impor a sua religião aos pacientes”. Afirmando estar sendo injustiçada, ela processou o Conselho de Enfermagem do Reino Unido e venceu.
Agora a profissional poderá voltar ao seu antigo posto. “Isso traz-me muita alegria, porque amo a minha profissão”, comemora.
Durante os meses em que lutava na justiça pela reparação, Kuteh teve o apoio da ONG Christian Concern, que ofereceu-lhe advogados e acompanhou o caso.
Em junho de 2016, o órgão federal Serviço Nacional de Saúde, apresentou uma denúncia, alegando que havia queixas de pacientes. Ela alegou que perguntar a religião das pessoas fazia parte de um questionário padrão. Kuteh ressalta que apenas se oferecia para orar pelos doentes e distribuiu Bíblias aos interessados, sempre respeitando os que não aceitavam falar sobre fé.
Mãe de 3 filhos, a enfermeira estava no mesmo hospital desde 2007. Mesmo com 15 anos de profissão, ela disse que teve dificuldades para encontrar um novo emprego, pela maneira como o seu caso foi conduzido.
Em 2016, ela foi advertida formalmente sobre o seu comportamento, mas não esperava a demissão. “Recebi uma carta dizendo que eu poderia falar sobre "religião" com os pacientes, mas apenas se eles me pedissem”, reclama Sarah. “Eu sempre perguntei aos meus pacientes se eles se sentiam à vontade para falar do assunto. A maioria dizia que sim”.
Quando perdeu o emprego, ela emitiu uma nota, onde questionava: “Como falar sobre Jesus pode causar problemas a qualquer pessoa?”. Também lamentava o facto de a Inglaterra não parecer permitir mais a livre expressão religiosa.
Durante a última audiência do Conselho de Enfermagem, em julho, a supervisora de Kuteh descreveu-a como “uma enfermeira amável, atenciosa, honesta e amigável” e “uma valiosa integrante da equipa”.
Agora que terá condições para voltar a desempenhar a sua profissão, explica que será mais cuidadosa ao abordar o tema com os pacientes, mas não negará a sua crença em Jesus.
- in Express




