
As últimas décadas têm produzido algumas mudanças dramáticas no discurso nacional [e internacional] sobre tudo o que é sexual. Com as crianças do ensino básico a serem iniciadas no curriculum da “diversidade da família”, com os relatos de promiscuidade em lares para idosos, com o debate aceso sobre casamento homossexual, e com a tendência predominante da pornografia através da publicidade e do entretenimento, parece não haver virtualmente parte da cultura que não trate da sexualidade de uma forma ou de outra – e muitas vezes com significativa controvérsia. Nesta era de relativismo moral, a opinião politicamente correcta declara que o que acontece entre adultos, desde que com consentimento, não é da conta de ninguém, mas exclusivamente da sua.