Será que o diabo também é evangélico?
Por que se fala tanto nele?Não faz tanto tempo, em algumas de minhas andanças, tentei falar de Cristo a um senhor interessado no Evangelho. A conversa estava boa, até que fui interrompido por uma pergunta abrupta: "O senhor pode explicar-me porque é que a minha mulher só fala no demónio"? Assustado, fiquei olhando para ele, que calmamente prosseguiu: "Eu quero saber mais sobre Deus, mas a minha mulher, que é evangélica, fala mais no diabo do que em Deus; para ela é tudo o demónio!" Nunca imaginei que fosse deparar-me com uma situação dessas. Foi, então, que comecei a pensar: "Será que o diabo é evangélico"? Parece que muitos evangélicos falam tanto sobre ele! Deve haver alguma explicação para isso. Diante de tão estranha questão, imaginei se o diabo seria aceito como membro de alguma igreja. Avaliando muitos textos bíblicos, vejam só o que descobri.
Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais por parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto evidencia-se de muitas maneiras inclusive em famílias cristãs.
Ao longo de todo o Velho Testamento a cruz não é senão vista tenuemente. Apesar de uma centena de figuras históricas e de mais de uma centena de sacrifícios e rituais Levíticos serem típicos de Cristo e da Sua obra consumada, o Velho Testamento nem uma única vez declara isso. O silêncio é profundo. A profecia do Velho Testamento mais clara sobre a morte de Cristo, Isaías 53, nem sequer especifica quem seria o Sofredor.
Não é o materialismo que satisfaz a alma humana. A elevada taxa de suicídios num dos países mais industrializados e ricos do mundo comprova isso.