Todos os domingos, após o culto, ele convidava visitantes estrangeiros para a sua sala e, sem dar muita atenção às perguntas que ouvia, começava a contar-lhes a história da sua vida, a qual ele resumia como um "princípio sagrado".
Samuel Lam (ou: Lin Xingian, em chinês) nasceu nma área montanhosa, com vista para Macau. Cresceu sob ensinamentos Cristãos; o seu pai pastoreava uma pequena Igreja Batista. Lam foi preso durante umas das primeiras ondas de perseguição religiosa na China de Mao Tsé Tung e permaneceu detido de 1955 a 1957. As autoridades chinesas sentenciaram a sua segunda prisão em 1958. Ele passou 20 anos em campos de trabalho forçado, onde serviu, principalmente, em minas de carvão. Apesar das punições, Lam continuou a ensinar a Palavra de Deus.
A principal razão pela qual Lam foi alvo de hostilidades do governo foi a sua recusa em unir a igreja ilegal, que comandava, ao Movimento Patriótico das Três Autonomias ligado à Igreja Protestante liderada pelo Estado. O governo usou esse movimento para proibir os líderes Cristãos de pregar sobre a segunda vinda de Cristo e barrar o ensino de valores bíblicos aos menores de 18 anos. A China fez a Igreja evoluir em torno do nome do Estado, não de Deus.
Ler mais …08-08-13 - Igreja na China: Samuel Lam promovido à glória