A restauração na graça (I)

"Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido [ou, apanhado, NTLH] nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai [ou, restaurai, VB] o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado"(Gal. 6:1 RC). “
A primeira coisa que notamos aqui nas palavras de Paulo é como elas diferem radicalmente das suas instruções aos Coríntios, a quem ele disse para excomungar o homem que estava a viver em fornicação (I Cor. 5: 1,2,13). Longe de ser uma contradição, o apóstolo deu diferentes instruções para tratar de problemas diferentes! O fornicador estava a viver numa relação ilícita continuada com o pecado, enquanto aqui Paulo está a falar de um homem que foi "surpreendido, ou apanhado" num pecado.
A palavra “surpreendido, ou apanhado” sugere alguém que está a fugir do pecado, tentando escapar, mas sendo alcançado por ele. Os filhos de Israel não estavam a tentar escapar do Egito, quando Faraó os “alcançou, ou apanhou” junto ao Mar Vermelho (Ex. 14: 9; 15: 9)? Esta imagem vívida do que significa ser surpreendido, ou apanhado, explica porque razão Paulo se dirigiu aos Gálatas para que lidassem com alguém surpreendido, ou apanhado, nalguma falta, com graça, enquanto aos Coríntios ordenou que tratassem com a disciplina da igreja o homem que vivia numa falta.

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