(Extractos)
Havendo o imperador Carlos V feito um decreto, ameaçando a liberdade do partido evangélico Alemão, os dirigentes do mesmo publicaram um protesto, ou declaração, que dizia assim:
«Atendendo a que não há doutrina exacta fora daquela que seja conforme a Palavra de Deus; que o Senhor proíbe ensinar qualquer outra; que cada texto da Escritura Sagrada deve ser explicado por textos mais claros, que este Livro Santo é idóneo para dissipar as trevas do crente, em todas as conjunturas,
Estamos resolvidos, com a Graça de Deus, a manter a pregação simples e exclusiva da Sua Única Palavra, tal qual se encontra contida nos livros bíblicos do Velho e do Novo Testamento, sem lhe juntar qualquer coisa que a contrarie.
Se esta Palavra é a Verdade, Ela é a norma segura de toda a doutrina e de toda a vida, e nunca pode falhar nem enganar. Todo aquele que edificar, sobre este fundamento subsistirá contra todos os poderes do Inferno; enquanto que todas as vaidades humanas, que se lhe opuserem, cairão perante a Face de Deus».
Protestamos diante de Deus, o Esquadrinhador dos corações e o Juiz, Justo, assim como de todos os homens e de todas as criaturas que não podemos consentir em nenhum acto, ou decreto, contrário a Deus, à Sua Santa Palavra, à Salvação das Almas e à Boa Consciência» .
Devido a tal documento, e depois da Dieta de Spira, em 1529, começaram os crentes a ser designados pelo nome de «Protestantes», nome que nos honra, sobremaneira, sempre que incarne a defesa do Evangelho, a liberdade de consciência e a honra de Deus.
Guido Waldemar Oliveira