25-02-12 - Deus não é para o bico da ciência
Antony Flew (1923-2010) não foi um ateu de garagem. Flew foi o Dawkins do século XX, o líder do ateísmo que se julgava legitimado pela ciência. É por isso que a sua conversão foi um acontecimento tão polémico. Deus existe é a explicação dessa polémica descoberta. O grande motor da mudança? A teoria do Big Bang. Steiner diz, algures em Gramáticas da Criação, que a teoria do Big Bang é a tradução científica do livro do Génesis. Flew navegou por águas similares. Para este filósofo britânico, a teoria do Big Bang fornece a prova científica para aquilo que São Tomás de Aquino considerava inacessível ao conceito de prova: o começo do universo. Enquanto pensou que o universo era apenas um espaço ilimitado mas atemporal (sem um começo), Flew encarou o dito universo como um conjunto de factos fechado e à mercê de uma ciência toda-poderosa. Mas tudo mudou com o Big Bang. Se o universo teve um começo, então, a pergunta é inevitável: o que produziu esse começo? Quem deu o primeiro pontapé na bola cósmica?
O que torna Flew num caso subversivo para o ateísmo hegemónico não é a mera conversão à ideia de Deus. A subversão está na forma, porque Flew chegou a Deus através da ciência, e não através da fé. Flew atingiu Deus através da física e da cosmologia. O ex-papa dos ateus pegou nos dados científicos, e Eureka: há um Deus subjacente à racionalidade da natureza e do universo.
Mais artigos …
- 26-02-12 - Saiba quais os cinco maiores arrependimentos daqueles que estão para morrer
- 27-02-12 - América Latina é região do mundo mais evangelizada com folhetos
- 28-02-12 - O “ateu mais famoso do mundo” admite não ter certeza que Deus não existe
- 29-02-12 - Justiça do Reino Unido proíbe orações nas câmaras municipais
- 01-03-12 - Ministério Público Brasileiro quer Deus retirado das notas de dinheiro
- 02-03-12 - Em cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas em França
- 03-03-12 - Educação religiosa passa a ser ensino obrigatório nas escolas russas
Pág. 5213 de 6950




