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08-10-09 - Cientistas italianos reproduzem Santo Sudário, provando a falsidade do original

sudario__.jpg     A técnica utilizada mostra que o tecido é da época medieval.  A mesma técnica já estava disponível no século XIV.

     Um grupo de cientistas italianos afirmou na passada segunda-feira (5) ter reproduzido o Sudário de Turim, o “Santo Sudário”, o que provaria que o tecido que os Católicos acreditam ter recoberto Jesus Cristo após a Sua morte seria, afinal, da época medieval.

     O sudário traz a imagem de um homem crucificado, com rastros do que seria sangue escorrendo de feridas nas mãos e nos pés, e os católicos afirmam que se trata da imagem de Jesus gravada nas fibras por algum meio sobrenatural, durante a ressurreição.

     Os cientistas reproduziram o sudário usando materiais e métodos que estavam disponíveis no século XIV, diz o Comité Italiano para a Verificação de Alegações Paranormais.

      O grupo afirma, em nota, que se trata de mais uma evidência de que o sudário é uma falsificação produzida na Idade Média. Em 1988, os pesquisadores usaram datação por radiocarbono para determinar que a relíquia havia sido produzida no século XIII ou XIV.

     Mas muitas pessoas continuaram a acreditar que o sudário possui "características inexplicáveis que não podem ser reproduzidas por mãos humanas", disse o cientista Luigi Garlaschelli, em nota. "O resultado obtido indica claramente que isso poderia ser feito com o uso de materiais baratos e um procedimento simples".

     Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, disse ao jornal La Repubblica que a sua equipa usou linho tecido com as mesmas técnicas que as usadas no sudário, e envelhecido artificialmente por aquecimento num forno e lavagem. O pano depois foi colocado sobre um estudante que usava uma máscara para reproduzir o rosto, e esfregado com um pigmento vermelho muito usado na Idade Média. O processo durou uma semana, disse o jornal.

     O sudário apareceu pela primeira vez na história, nas mãos de um cavaleiro francês, em 1360.

     Propriedade do Vaticano, o sudário é mantido numa câmara especial da catedral de Turim, e raramente é exibido em público. A última apresentação foi no ano 2000, quando atraiu mais de 1 milhão de visitantes. A próxima está prevista para 2010.

     O Sudário de Turim contradiz o relato do sepultamento de Jesus no Evangelho de João. No Novo Testamento Grego, lemos que Jesus foi envolto em faixas de linho (othonia em Grego), e não nm lençol inteiriço de linho (João 19:40 e 20:6-7). João também diz que o corpo de Jesus foi sepultado numa grande quantidade de aloés e mirra: nenhum traço de quaisquer dessas duas especiarias foi achado no sudário.

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