28-01-15 - Justiça condena escola que demitiu professor que ofereceu uma Bíblia a um aluno
A Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos Estados Unidos (EEOC: U.S. Equal Employment Opportunity Commission) divulgou recentemente sua decisão a favor do professor Walt Tutka (na foto), que foi demitido da escola em que estava a trabalhar depois de ter partilhado um versículo bíblico com um aluno e, a pedido da criança, lhe ter oferecido uma Bíblia.Na sua decisão a EEOC afirmou haverem motivos suficientes para acreditar que o distrito escolar de Phillipsburg cometeu discriminação contra o professor. O EEOC afirmou ainda que a religião e um ato de retaliação foram os principais motivos da demissão de Tutka.
A decisão a favor do professor foi comentada pelo advogado Hiram Sasser do Liberty Institute, um escritório de advocacia especializado em casos de liberdade religiosa.
– Esta é uma grande indicação de que a EEOC está a levar a liberdade religiosa a sério e de que eles estão a fazer cumprir a lei e, neste caso, a certificar-se de que os direitos de Walt são protegidos – afirmou o advogado, segundo a Fox News.
– Isso envia uma mensagem aos distritos escolares em que a sua reação alérgica natural à religião é equivocada e, não é apenas errada, é também uma violação flagrante da lei – completou Sasser.
Os conflitos entre Tutka e a escola na qual trabalhava como professor substituto começou em outubro de 2013, quando ele citou um versículo bíblico a um aluno. O estudante o questionou onde estava escrito aquilo, e ele respondeu que era na Bíblia e, ao descobrir que o garoto não tinha uma Bíblia, o professor ofereceu-lhe uma de presente.
Walt Tutka é membro do Gideões Internacionais, um ministério conhecido por oferecer Bíblias a crianças em idade escolar em todo o mundo, o que para Hiram Sasser foi um dos motivos da sua demissão, que agora foi classificada como ilegal pela justiça norte americana do trabalho.
Sasser disse que espera que o distrito escolar recontrate o professor, e que o Liberty Institute aja para se assegurar que o Tutka tenha seus direitos garantidos.
– Se eles não agirem corretamente, eles vão enfrentar sérias consequências (…) não se pode simplesmente demitir pessoas porque elas entregam uma Bíblia a alguém enquanto estão no trabalho – afirmou o advogado.
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