22-05-09 - A perseguição aos Cristãos na Coreia do Norte
A Coreia é o oposto de um país onde cada cidadão supostamente tem direitos fundamentais em termos de permissão para adorar a Deus da maneira e forma que considere adequada.
Imagine o caso de Juan Eun Hye, um desertor norte-coreano, que foi colocado sob severa vigilância e enfrentou toda a forma de perseguição da Agência de Segurança da Coreia do Norte. “Eu tive que fugir do meu país e de tornar-me num refugiado. Apesar da educação completamente ateia, da incessante propaganda anti-religiosa e da tenaz vigilância do governo, a nossa família guardou a fé.”
O relatório também revelou que os Cristãos norte-coreanos podem ser presos por qualquer acto que o Estado defina como crime, como por exemplo, ser Cristão, fazer qualquer comentário negativo sobre o regime de governo, ou mesmo viajar para a China em busca de comida.
É digno de nota o facto de haverem oito campos de prisioneiros políticos na Coreia do Norte que detêm cerca de meio milhão a um milhão de pessoas e estes prisioneiros políticos estarem constantemente sob a ameaça de execução.
Existem também cerca de 30 campos onde há centenas de milhares de norte-coreanos que são obrigados a fazer trabalhos forçados todos os dias e dois desses campos juntos têm a mesma área que a Ilha inglesa de Wight.
A organização Portas Abertas também relata que nos últimos 30 anos cerca de 500.000 tenham perecido nas enormes redes de cadeias, campos de prisioneiros e em subterrâneos secretos em construção na Coreia do Norte.
“A falta de comida combinada com o árduo trabalho exigido aos prisioneiros significa que eles morrem de desnutrição e exaustão. Alguns dos sobreviventes comem qualquer coisa que acham, como cobras e ratos.”
Como resultado deste cenário, a organização Portas Abertas iniciou uma campanha diplomática, em que mostra as condições dos refugiados na Coreia do Norte e tenta forçar a sua repatriação para a China.
Também a rede WCD de Noticias, Noticias Cristãs e Agência de Media têm relatado algumas vezes que os Cristãos na Coreia do Norte vivem sob o perigo constante de assédio, prisão e tortura, e que estes cristãos, que estão sob um regime opressivo, devem ter o cuidado, ao reunirem-se para estudar a Bíblia ou adorar, de encontrarem-se em grupos de apenas 3 ou 4 e taparem todas as janelas.
“Se você for a uma reunião de Cristãos na Coreia do Norte, tem que entender que está a pôr a sua vida em risco. Ao ser descoberto como Cristão pode ser preso. Isto pode levá-lo à sua execução. Portanto, deve ser muito cauteloso com quem compartilha informações”, acrescenta.
A ironia deste cenário é que a despeito de toda a intensa perseguição aos fiéis a população está receptiva ao Evangelho, e quase que diariamente o número de Cristãos nesta nação comunista cresce cada vez mais.
Além disso, apesar dos dez milhares de Cristãos que estão presos por causa da sua fé naquele país, o jornal WCD diz que a fé dos Cristãos continua firme, não obstante reunirem-se secretamente por necessidade de compartilharem a verdade das Escrituras.




