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08-05-09 - A. N. Wilson volta à fé

Charles (Chuck) Colson     Há duas décadas, A. N. Wilson escreveu uma biografia de C. S. Lewis aclamada pela crítica. Este e alguns outros dos seus escritos levaram alguns Cristãos a esperar que Wilson pudesse tornar-se no que Alan Jacobs uma vez chamou “a figura por quem tantos têm estado à espera há muito tempo, O Próximo C. S. Lewis.”

     Portanto foi uma surpresa e desilusão quando Wilson repudiou publicamente a sua fé Cristã uns anos mais tarde e se tornou num escarnecedor do Cristianismo.

     Todavia, nesta passada Páscoa, no jornal Daily Mail do Reino Unido, Wilson apareceu a incitar os Cristãos a não se deixarem intimidar por críticos “escarnecedores” e “cheios de presunção” como Richard Dawkins.

     A. N. Wilson, como vê, voltou à fé. Porquê? Em grande medida devido à evidência mais forte favorável à verdade do Evangelho, ou seja, o seu impacto sobre as vidas das pessoas.

    Wilson escreveu que no seu “vigor juvenil,” ele “começou a interrogar-se sobre quanto da história da Páscoa [ele] aceitava.” Pelos seus trinta, ele perdeu toda as crença espiritual.

     Porquê? Ele atribui-o a ter crescido numa cultura que estava cada vez mais e “preponderantemente secular e anti-religiosa.” Para sua “vergonha,” diz ele, acompanhou a onda cultural. Ele achava que a fé Cristã era “enfadonha” e “nada atraente”

     Wilson não parou no que ele chama de esta “atitude infantil”: ele “começou a encarrilar contra o Cristianismo” e escreveu um livro que descria Jesus como um “profeta messiânico que tinha ... verdadeiramente falhado, e morrido.”

     Todavia no Domingo de Ramos, há escassas semanas, Wilson informou que “ouviu o Evangelho ser cantado,” e pôde concordar com ele “com simplicidade completa.” Em algum momento nos passados cinco anos, ele passou de escritor de um livro sobre um profeta messiânico falhado a crente que Jesus ressuscitou dos mortos.

     Uma vez mais a questão é: “Porquê?” Parte da razão foi que o ateísmo e os ateus, nas suas palavras, “falharam em algumas experiências muito básicas da vida.” Ele descreveu o escutar Bach ou o ler as obras de autores Cristãos e o tomar consciência de que a sua “percepção da vida era mais profunda, mais sábia, mais completa do que a sua.” Ver o mundo através dos olhos da fé “é muito mais interessante,” disse ele, do que as alternativas.

     Depois havia a baixa estima em que o Darwinismo mantém o homem. As pessoas que insistem que nós somos “simplesmente macacos antropóides” não conseguem prestar contas de algo tão básico como língua. A “existência da língua” amor e música, para nomear apenas algumas de muitas coisas, convenceram Wilson de que nós somos “seres espirituais.” Para Wilson, elas provam que “a religião da incarnação, ao declarar que Deus criou a humanidade à Sua imagem, e ao continuar a restaurar a humanidade à Sua imagem, é simplesmente verdade.”

     Depois há o que ele considera o “argumento mesmo mais forte”: “a forma como a fé Cristã transforma vidas individualmente.” Desde “a serenidade de Bonhoeffer antes de ser executado” à pessoa ao seu lado na igreja, os Cristãos dão testemunho da verdade do Cristianismo e de que como um “projecto funcional para a vida” e “padrão com que se mede a experiência, satisfaz.”

     Eu não conseguia apresentar isto melhor. Bem-vindo a casa, Sr. Wilson. É fantástico tê-lo de volta.

Chuck Colson

a_n_wilson.jpg     O ex- ateu convertido, A. N. Wilson, é escritor inglês, professor de Literatura no New St Hugh's College e na Universidade de Oxford e também jornalista e Editor. Escreveu sobre Tolstoy, C. S. Lewis, Hilaire Belloc e Jesus Cristo. A. N. Wilson, escreveu o seu testemunho de conversão, que aconteceu na Páscoa deste ano.

     "A minha crença surgiu, devido a pessoas que eu conheci, não de famosos, ou de santos, mas de amigos e familiares, que viveram e enfrentaram a morte, à luz da ressureição, na calma aceitação de que há um futuro após a morte."

     "A história da Páscoa, muda a vida das pessoas, porque as suas perguntas e respostas, ajudam-nos a entender, que somos espirituais".

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