15-03-09 - Viúva de Pastor Americano morto a tiro no Domingo passado recusa o ódio
A viúva do pastor assassinado em plena pregação no Domingo passado pediu, aos que se associaram a ela no funeral, que rejeitassem o ódio e buscassem conforto nas Escrituras.“No Domingo, o meu marido não morreu. Ele simplesmente foi promovido,” disse Cindy Winters apontando para o céu.
“A nossa visão e o nosso propósito ainda permanecem os mesmos,” disse ela.
“Sabem que mais? Eu recuso permitir que Satanás triunfe,” continuou. “Não vou odiar. Sobreviverei a isto – serei uma pessoa melhor por causa deste acontecimento.”
Ela disse que as suas duas filhas lhe disseram, “Queremos que toda a gente venha ao conhecimento de Jesus através do que aconteceu. Esperamos que o homem que fez isto aprenda a amar Jesus.”
Ela também citou as filhas que terão dito que Domingo não foi “o dia da morte” para o seu pai, uma referência à frase que o assassino escreveu na sua agenda. “Foi um dia de celebração, o melhor dia da sua vida, porque ele chegou ao céu”, disseram elas.
“As razões podem não ser plenamente compreendidas antes de chegarmos à glória e ali nos reunirmos,” disse Tim Cowin, pastor da Igreja Baptista de Rock Hill em St. Louis. “Creio de todo o coração que o Pastor Fred morreu como herói e mártir – herói por talvez ter atraído o fogo do atirador, desviando-o da multidão, e mártir porque morreu em serviço espiritual.
Referindo-se ao que as autoridades disseram do andar calmo do assassino pelo corredor antes de abrir fogo, o Pastor Bob Dickerson que já esteve congregado na mesma igreja, Primeira Igreja Baptista em Marysville, disse, “Não consigo deixar de pensar que o primeiro pensamento que Fred teve naqueles momentos antes daquele terrível acontecimento foi ... eis aqui alguém que não pode esperar para receber Jesus Cristo ... e avançou para o saudar ....”
O Pastor Fred Winters estava a pregar um sermão intitulado “Sê feliz – como ser feliz no local de trabalho.”
O jornal local "St. Louis Post-Dispatch" informou na passada segunda-feira que o assassino, Terry Joe Sedlacek, com 27 anos de idade, sofria de distúrbios mentais. Vizinhos relataram que o suposto atirador já tinha sido visto na rua a fazer actos obscenos. Segundo a mãe do acusado, Ruth Abernathy, o homem contraiu a doença mental ao ter sido infectado por um insecto na fazenda da família, em 1990.
"Ele teria tido uma infância complicada, tendo tomado vários remédios, incluindo drogas pesadas, na tentativa de combater a doença. Ele [o assassino] quase morreu em 2003, mas sobreviveu graças a tratamentos", informou o jornal.
O pastor ainda conseguiu desviar-se da primeira bala com a ajuda da Bíblia, informaram fontes policiais. O assassino atirou quatro vezes contra o pastor. Um tiro atingiu Winters, que morreu a caminho do hospital. A seguir o assassino tentou esfaquear-se, mas foi contido por dois crentes, que também ficaram feridos.
Segundo o site da igreja, Winters, pai de dois filhos, foi presidente da Associação Batista Estadual de Illinois e professor-adjunto do Seminário Teológico Batista do Meio-Oeste. Esta igreja baptista, que tinha 32 crentes quando ele começou a ser pastor no fim dos anos oitenta, tem agora 1.200 membros.
No site da igreja, estão registadas estas palavras:
"Fred Winters foi o amor da minha vida. Com a sua personalidade extrovertida, charme, e senso de humor, ele era uma pessoa fácil de amar. Ele foi o meu melhor amigo, confidente, apoiante, e a pessoa que mais respeitei. Embora ele tenha partido deste mundo, permanecerá no meu coração para sempre. Estou ansiosa por ver de novo o seu sorriso, ouvi-lo rir, e sentir o seu abraço caloroso.”- Cindy Winters




