18-01-09 - Maioria dos Americanos escolhe a dedo as suas crenças religiosas
A maioria dos adultos Americanos escolhe a dedo as suas crenças religiosas para criar, essencialmente, uma religião "personalizada", em vez de adoptar o conjunto de crenças ensinadas por uma determinada igreja, descobriu um novo estudo.
Por uma margem de três para um (71 por cento contra 26 por cento) os Americanos dizem que são mais propensos a desenvolver pessoalmente o seu próprio conjunto de crenças religiosas do que a aceitar um conjunto abrangente de crenças ensinadas por uma igreja ou denominação, revela um estudo Barna.
George Barna, fundador do Barna Group, comentou os resultados dizendo que um número crescente de pessoas estão a servir-se a si próprios como "teólogos caseiros", resultando daí que os Americanos estão a abraçar um “corpo de crenças imprevisível e contraditório."
Ele realçou que milhares de pessoas que se consideram a si mesmos Cristãos e que acreditam que a Bíblia está totalmente correcta em todos os seus ensinamentos, também afirmam ao mesmo tempo que Jesus Cristo pecou.
O pesquisador também constatou que muitas pessoas dizem que acreditam que irão receber a salvação eterna porque confessaram os seus pecados e aceitaram Cristo como seu salvador, mas também acreditam que uma pessoa pode fazer boas obras em quantidade suficiente para ganhar a salvação eterna.
Barna observou que actualmente os Americanos "estão mais propensos a escolher uma variedade de opções não-Cristãs em detrimento de vários pontos de vista Cristãos."
"Isto tem resultado numa abundância de visões singulares do mundo baseadas em combinações pessoais de teologia retiradas de noções superficiais de religiões mundiais como o Cristianismo, Budismo, Judaísmo, Hinduísmo, Islamismo e também o secularismo", disse ele.
Liderando a tendência de escolher a dedo as suas crenças religiosas estão as pessoas com idade inferior a 25 anos. Mais de quatro em cada cinco (82 por cento) deles dizem que desenvolvem o seu próprio conjunto de crenças, em vez de adoptar um conjunto oferecido por uma igreja.
Os Cristãos nascidos de novo foram os menos propensos a adoptar uma abordagem “a la carte" nas suas crenças religiosas, mas até neste grupo, a maioria confessa ter feito misturas no seu conjunto de crenças (61 por cento).
Por outras palavras, as conclusões do estudo Barna mostram que as pessoas já não olham para denominações ou igrejas procurando um conjunto completo de ideias teológicas. Em vez disso, combinar crenças de diferentes denominações, e até mesmo de diferentes religiões, está-se a tornar a norma.
Outra constatação do estudo é que o Cristianismo não é mais visto como a religião padrão na América. Mais de 50 por cento dos adultos inquiridos dizem que o Cristianismo não é mais a fé que os Americanos aceitam automaticamente como a sua fé pessoal.
Anteriormente, muitos presumiam que se uma pessoa tivesse nascido na América, ela estaria automaticamente filiada à fé Cristã.
Os Cristãos evangélicos (64 por cento) e os Hispânicos (60 por cento) foram os mais fortes defensores da ideia de que o Cristianismo não é mais a religião automática dos Americanos. Os residentes das regiões nordestinas e ocidentais também foram mais propensos do que os que vivem no Sul e no Mideast a dizer que o Cristianismo perdeu o seu lugar como a primeira opção religiosa que as pessoas consideram.
No entanto, uma pequena maioria de políticos conservadores ainda crê que o Cristianismo continua a ser a escolha natural da maior parte dos Americanos.
Apesar das mudanças e da transição nas crenças religiosas, uma esmagadora parte dos Americanos ainda diz que a fé religiosa é uma importante fonte de orientação moral pessoal. Quase três em cada quatro (74 por cento) adultos Americanos dizem que a sua fé influencia as suas decisões morais.
O relatório baseou-se em entrevistas telefónicas realizadas pelo Barna Group com uma amostra aleatória de 1.004 adultos seleccionados de todo os Estados Unidos, com idades superiores a 18 anos, em Agosto de 2008.




