25-11-08 - Movimento de auto-estima cria jovens arrogantes
Um defensor pró-família diz que um estudo recente publicado na Psychological Science destaca o problema do excesso de reforço positivo.O estudo comparou jovens dos anos 70 com os jovens de hoje, e os investigadores descobriram que os jovens de hoje estão com excesso de confiança, mais arrogantes, e esperam mais que as coisas lhes sejam dadas de mão beijado do que conquistadas. Os investigadores concluíram que o movimento da auto-estima pode ter ido longe de mais.
“Nós temos mesmo tido experiências aqui no Focus in the Family com o nosso departamento de Recursos Humanos onde novos empregados jovens, acabados de sair da universidade, entram para uma posição de nível de entrada esperando ter um escritório de esquina com uma visão do Pike's Peak e um bom salário – e ficam surpreendidos ao saberem que isso não está contemplado”, observa ele.
“Por isso creio que estamos a colocar os miúdos na senda do fracasso e frustração, ao levá-los a crer que a vida irá ser um mar de rosas e que o mundo lhes deve tudo numa salva de prata.”
Ele encoraja os pais a elogiarem onde o elogio é devido, mas também a estarem prontos para corrigirem os filhos sempre que eles procedam erradamente. Maier crê que quando os pais equilibram o elogio e a disciplina, estão a preparar os filhos para o mundo real.
“Se cremos que cada criança é somente uma fonte inerente de bondade e não implementamos consequências quando ela não obedece, quando deliberadamente transgride as regras, o que estamos a fazer é criar toda uma geração de jovens falhada, que terá enormes dificuldades em singrar na vida”, conclui.
A ESTIMA DE CRISTO
O movimento de auto-estima tem permeado a nossa cultura. De escolas elementares aos campus universitários, aos casamentos, e por toda a parte pode imaginar, desfraldada ao vento, a faixa da auto-estima. A igreja não é menos culpada disto. Os psicólogos populares Cristãos, os conselheiros matrimoniais, e os peritos em paternidade estão a proclamar que uma elevada auto-estima é essencial para o sucesso.
Será verdade? Uma elevada consideração de nós próprios será essencial para o sucesso? Será isso bíblico? Não. Necessitamos de nos vermos do mesmo modo que a Bíblia nos vê.
Prefaciando um livro de Don Matzat sobre esta matéria, James Kennedy escreve, “O pastor Don Matzat tem o direito de responder àqueles que se encontram a chafurdar no dilúvio cada vez mais crescente de livros sobre psicologia humanista. Geralmente a questão deles é ‘Quem somos e porque somos infelizes?’. A humanidade não tem um problema, a humanidade é o problema. Só Jesus Cristo pode ser a solução. Ao fazer uma distinção clara entre Cristianismo e boa psico-terapia, a ESTIMA DE CRISTO ajuda a esclarecer a confusão que existe nas mentes de muitos hoje. A auto-imagem verdadeiramente positiva, vem de se conhecer a nossa natureza pecaminosa de modo a voltarmo-nos para Jesus.”
Como crentes temos de compreender que estamos à luz da obra de Cristo na Cruz. É verdade que nós “despimo-nos do velho homem” e “nos vestimos do novo homem”, nós morremos para o eu e vivemos para Cristo. Isto é diferente de se ter uma auto-imagem positiva ou de elevarmos a nossa auto-imagem. A Estima de Cristo é a tentativa de Matzat apresentar uma alternativa ao destrutivo movimento de auto-estima que é tão prevalecente, mesmo entre crentes professos. Martinho Lutero uma vez escreveu a respeito da auto-indulgência e do orgulho humano: “Contra este segredo vilão temos de orar a Deus diariamente para suprimir a nossa auto-estima” (Obras de Lutero, Vol. 12).
Como Cristãos temos mais razões do que qualquer outra pessoa para nos regozijarmos e termos uma imagem positiva de quem somos. Mas isto nada tem a ver com a auto-estima ou auto-imagem. Tem tudo a ver com quem Cristo é e o que Ele cumpriu a nosso favor no Calvário. É aqui que a procura pela auto-estima termina!
A ESTIMA DE CRISTO: Onde a procura pela auto-estima termina.




