16-10-08 - Os Cristãos enfraquecem quando as suas igrejas crescem e se tornam maiores?
Há muitos estereotipos de igrejas por aí. Um novo livro, What Americans Really Believe (O que crêem realmente os Americanos), desvendou uma mão cheia de surpresas que desmascara uma quantidade de mitos. Eu estive mais interessado no capítulo 5, cujo sub-título é “Superdimensionando a fé.”O autor Rodney Stark é um académico com credenciais muito impressionantes. Como parte de um projecto de investigação nacional (nos EUA) feito através do instituto Gallup, a sua universidade fez uma sondagem a um grupo de Cristãos e depois ordenou as descobertas segundo o tamanho da igreja em que eles assistiam. Depois ele comparou os dois extremos; as igrejas com assistências inferiores a 100 pessoas e as igrejas com assistências superiores a 1.000. Ele também assinala que nenhuma interpretação se alteraria se as congregações de todos os tamanhos intermédios fossem incluídas na sua análise.
E quanto à prática das pessoas? Os das igrejas maiores vão aos cultos semanalmente ou muitas vezes mais (46% e 39%), são os que mais contribuem financeiramente (46% e 36%), e são os que mais assistem a grupos de estudos bíblicos (52% e 43%). Portanto a consagração aumenta com o tamanho da igreja.
Há falta de intimidade quando as igrejas se tornam maiores? Quando foi perguntado se metade ou mais dos seus amigos assistem nas suas congregações, as pessoas inquiridas disseram sim, 41% nas igrejas maiores e 25% nas mais pequenas. O mesmo ponto é feito quando se toma o ângulo oposto: não têm amigos nas suas congregações? A anuência foi de 12% e 22%, respectivamente.
E quanto à comunicação da fé aos outros? Uma vez mais os números são notoriamente diferentes:
Quadro 23
Alcance
No mês passado tu:
Testemunhaste a tua fé a amigos
Mega-igrejas: 83%
Pequenas congregações: 52%
Testemunhaste a tua fé a estranhos
Mega-igrejas: 53%
Pequenas congregações: 35%
E quanto à obra voluntária dentro e fora da igreja? Isto também aumenta com o tamanho:
Quadro 24
Alcance
Eu faço obra voluntária:
Para a comunidade, não através do meu lugar de adoração
Mega-igrejas: 40%
Pequenas congregações: 31%
Para a comunidade, através do meu lugar de adoração
Mega-igrejas: 41%
Pequenas congregações: 34%
Durante o mês passado participei em programas de fé não afiliados ou patrocinados pela congregação (ex.: ministério prisional, albergue para os sem abrigo, etc.)
Mega igrejas: 18%
Pequenas congregações: 9%
Esta constatação não visa abater as igrejas mais pequenas, mas desfazer alguns mitos. O que isto me diz é que as igrejas podem ter a confiança de que quando crescem, não têm que enfraquecer nas suas convicções, nas suas disciplinas espirituais, no seu serviço de voluntariado, ou no seu sentido de proximidade e intimidade.
A minha dissertação doutoral, baseada em outro estudo a nível nacional, confirmou muitas das mesmas coisas. Daí o livro, Para Além dos Mitos da Mega-igreja. É hora de os repórteres jornalísticos e certos líderes religiosos deixarem de concluir que o crescimento das igrejas torna-as arenas de espectadores.
Fonte: leadnet.org
Não é o tamanho da igreja (grande ou pequeno) que a torna espiritual e recomendável. Uma igreja pode ser pequena e fiel, como também pode ser grande e infiel. No entanto convém aqui referir que por vezes condena-se as chamadas mega-igrejas só por serem grandes, tentando passar a imagem de que pequeno é sinal de fidelidade, quando muitas vezes é sinal de incompetência, negligência, carnalidade e infidelidade. Que o Senhor nos ajude, acima de tudo, a sermos fieis!




