06-10-08 - Compositor James MacMillan avisa da hostilidade por parte de uma elite liberal ateia
O destacado compositor avisou que os ateus liberais estão a usar meios “agressivos cada vez maiores” para excluir a religião da vida e cultura públicas.James MacMillan, um dos maestros da orquestra Filarmónica da BBC, afirmou num discurso, na semana que acaba de passar, que a hostilidade à fé “alimentada pela ignorância” revelada pelas “elites dos media, cultura e arte metropolitana,” tenta tornar a sociedade insípida e uniforme.
MacMillan, visto como o preeminente compositor Escocês da sua geração, acrescentou que a espiritualidade adoptante é agora um dos movimentos mais radicais e contra-culturais que um músico pode fazer.
Num discurso no Royal Institute dos Arquitectos Britânico na comemoração do 30º aniversário do Sandford St Martin Trust, uma obra de caridade que promove programas da rádio e televisão sobre religião, disse: “A hostilidade para com a religião alimentada pela ignorância, disseminada entre as elites seculares liberais, ameaça colorir a neutralidade dos valores de liberdade da sociedade em formas que são tão insípidas quanto incautas.
“Estas [formas] são impraticáveis, sem atractivos e, digo mesmo, opressivas. Um verdadeiro sentido de diferença, em que um pluralismo genuíno pudesse florescer, está sob a ameaça de ser reduzido a um menor denominador comum de uniformidade, onde qualquer contribuição não secular seria automaticamente vista como socialmente divisiva por definição.”
MacMillan disse que pesquisas têm revelado que apenas uma em cinco pessoas que trabalham na TV se consideram religiosas, comparados com 7 em 10 entre o público em geral.
“Se isto é verdade com a indústria da TV, podemos ter a certeza que o mesmo se passa com as elites dos media, cultura e arte metropolitana,” disse ele. “Estas são pessoas que falam apenas para si mesmas e que tentam convencer os outros que o resto do país pensa exactamente como eles. Eles estão errados.”
Contudo, o compositor afirmou que os ateus não têm conseguido “esmagar a religião.”
“A campanha em que os ateus, oposta à variedade vive e deixa viver, estão a erguer as suas vozes, deve-se ao seu reconhecimento de que estão a perder; o projecto para estabelecer uma ortodoxia secular estreita está a falhar.”
Ele acrescentou que os Cristãos devem continuar a expressar as suas crenças face à crescente oposição.
“Uma presumida ignorância, uma forte super simplificação e caricatura, que serve como compreensão analítica da religião, é um costume intelectual comum. A ponte tem de ser construída com os Cristãos a serem firmes na resistência às tentativas de agressão cada vez maior para silenciar as suas vozes.”
Ele concluiu dizendo que as nossas vidas tornar-se-ão sem significado a menos que as névoas da banalidade contemporânea” sejam penetradas e a ideia do sagrado seja restaurado.
“Creio que é a faísca de Deus que incendeia agora a imaginação musical, como sempre tem acontecido, e lembra-nos, num mundo cada vez mais desumanizado, o que significa ser humano.”




