30-09-08 - Billy Graham: A jornada de um evangelista
As gravações do novo filme sobre a vida de Billy Graham terminaram recentemente. O filme, que estreará em 10 de Outubro de 2008, tem como foco seus primeiros anos e a sua chamada para o ministério.A história de vida de Billy Graham já foi contada inúmeras vezes por diferentes canais dos media, mas o cineasta Bill McKay queria contar a história de forma diferente: da perspectiva de um não-Cristão.
Portanto, no filme "Billy: The Early Years" [Billy: os primeiros anos], com estreia prevista para este Outono, McKay relata a história do evangelista da perspectiva de Charles Templeton, à beira da morte. Quando jovem, Templeton foi amigo de Graham e seu colega no ministério Mocidade Para Cristo, e anos depois abandonou a sua fé, tornando-se agnóstico.
Assim como Salieri contou a história de Amadeus, Templeton (interpretado por Martin Landau, vencedor do Oscar), em seu leito de morte, conta a história de Graham.
“Eu queria contar a história de Billy partindo do prisma e da experiência de um ateu. Acho que este filme terá um impacto!”, disse McKay, escritor e produtor do filme.
As filmagens foram realizadas em Abril e Maio, em Nashville e proximidades, no estado do Tennessee. Os realizadores do filme actualmente realizam a pós-produção, procurando editar da maneira mais rápida possível. McKay disse que pretende terminar o filme em breve, para que seja lançado enquanto Graham, que completa 90 anos neste ano, ainda está connosco.
"Billy: The Early Years" tem como protagonista o actor Armie Hammer e cobre a vida de Graham desde a sua experiência de salvação na tenda, em 1934, em Charlotte, Carolina do Norte (EUA), até momentos de incerteza sobre a sua chamada, antes de se tornar no grande e conhecido evangelista em todo o mundo.
Voltando no tempo
Além dos desafios de contar toda a história de vida de um homem em apenas duas horas, recriar a época em que os factos ocorreram também tem sido um obstáculo desafiador.
“Temos sido extremamente meticulosos para recriar aquele período. Como eram as roupas que vestiam e até mesmo o estilo de pregação daquele tempo em contraste com o estilo actual. Cada elemento deste filme é essencial e ligado ao tempo”, disse McKay.
“Estou muito feliz com isto, pois Billy Graham é uma figura histórica não apenas como pregador mas também como alguém que causou impacto na vida de milhões de pessoas. Nós vemo-lo hoje na sua idade avançada, mas não sabia que ele tinha começado a pregar nos anos 1930. É realmente incrível poder olhar para o jovem Graham, torna-se algo mais relacionado com o público jovem.”
Fazer um filme que fosse “mais relacionado” com uma audiência jovem era parte do plano de McKay.
“Estamos a tentar ilustrar para as pessoas jovens através de imagens, ideais e palavras que as suas decisões têm significado e importam. Muitas vezes, até as menores decisões tornam-se nas decisões mais importantes”, ele diz.
Segundo o coração de Deus
McKay também queria encorajar os jovens dizendo que Deus pode usá-los, independentemente de quem são ou de quais sejam os seus dons.
“Deus viu em Billy o que viu em David, um homem segundo o coração de Deus. Billy não era orador, não podia falar para uma audiência de quarenta mil pessoas nos anos 1940. Mas Deus escolheu-o. Penso que estamos a mostrar a grande manifestação do poder de Deus em se apropriar das fraquezas dos homens e fazer algo grande e significativo”, disse McKay.
McKay e o co-produtor Larry Mortoff querem que o seu filme mostre esta jornada.
“Sabemos onde ele está agora e em quem se tornou. É um grande orador, pregador do Evangelho, amigo dos presidentes, está entre os mais influentes do mundo. É alguém que falou com mais homens e mulheres do que qualquer pessoa na história. Mas não sabemos como ele chegou lá.”
A sua trajectória, como ele chegou lá, inclui conflitos que toda a boa história (ou bom filme) precisa de ter. Podemos pensar que a vida de Billy Graham foi livre de conflitos, mas o filme relata dois momentos importantes que ajudaram a moldar a sua vida.
O primeiro momento foi pouco antes daquele renascimento em 1934. O pai de Billy alertou-o para não ir para a tenda, mas Albert (melhor amigo de Billy) convenceu-o a ir, subornando-o com um convite para dirigir o seu novo camião. Ainda sem ter tido a experiência de “nascer de novo”, Graham foi inspirado a pregar e a cantar dentro da tenda. Quando o evangelista Mordecai Ham entregou a mensagem do Evangelho naquela noite, o jovem Billy disse: “Foi como se ele estivesse a falar comigo sobre o meu pecado.” Graham então caminhou pelo corredor central da tenda, tomando uma decisão que mudaria e moldaria a história cristã.
O segundo momento foi de conflito e envolveu Templeton (amigo de Graham) e uma relação que começou quando viajaram juntos na missão Mocidade Para Cristo. Após contemplar a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial em outros países, Templeton (no filme interpretado por Kristoffer Polaha) começou a questionar Deus e a sua fé. Após estudar no Seminário Teológico, em Princeton, no final dos anos 1940, Templeton eventualmente perdeu a sua fé e declarou-se agnóstico.
“Billy ficou estremecido com tudo isso. Questionou se deveria voltar para casa e tornar-se fazendeiro, seguir os passos do seu pai em vez de seguir os passos do Pai Celestial. Ele estava prestes a desistir da sua chamada. Estava a lutar contra Deus. Mas neste momento teve uma fantástica compreensão concreta de Deus para mergulhar na Bíblia pela fé.”
A mensagem de amor e bondade
O filme também é protagonizado por Stefanie Butler (CSI:NY) como Ruth (esposa de Billy), o cantor country Josh Turner estreia no cinema como George Beverly Shea. A musicista Sierra Hull, de 16 anos, faz o papel de Catherine (irmã de Billy) e canta a consagrada música de autoria de Graham, “Tal como sou”, enquanto duas alunas da Liberty University interpretam duas amigas de Billy. Anastasia Brown (do filme O Som do Coração) dirige a parte musical. Ela também é presidente do 821 Entertainment Group, que auxiliou os incentivos de produção do Tennessee.
Diariamente, os três actores principais, Hammer, Butler e Polaha, reuniam-se no set de filmagem para orar uns pelos outros, pelo elenco, pela produção e pelo sucesso do filme.
“Escrevi este roteiro, pois queria apresentar Jesus novamente através das experiências de um ateu que traiu o Evangelho e traiu Billy. O ponto de vista de alguém que compreendeu no fim da vida que o único caminho para a liberdade e a paz é Jesus”, disse McKay, que espera que o público veja Jesus Cristo na história.
Hammer concordou, dizendo que quer que o público “sinta a bondade e o amor. Isto está impregnado nesta história: o amor de Billy Graham pela humanidade e o amor de Deus por nós. O roteiro é baseado em amor”.
“Apesar das crenças das pessoas, quero que saiam do cinema vendo amor e bondade, assim o meu trabalho estará completo. E se a mensagem de Billy Graham permear na mente do público e transformar as suas vidas, isto ainda será melhor.”




