12-09-08 - Zeitgeist, o filme anti-Deus, anti-bíblia, anti- Jesus Cristo
É incrível! É estranho como há quem dê crédito a este filme colocado na Internet, que nada mais é do que uma manta de retalhos composta de falácias e teorias delirantes. O que causa maior espanto é como há quem se empolgue com a conversa fiada de um proto-documentário que defende premissas baseadas em ideias desactualizadas e refutadas já no início do século passado.
Trata-se de mais um lamentável episódio da série Código Da Vinci, Evangelho de Judas, O Segredo, entre outros. Por falta de criatividade os inimigos de Deus resolveram requentar velhas teorias de conspiração como se fossem desconcertantes factos novos!
Ora, insistir na ideia de que Jesus é um mito e dizer que ele nunca existiu como o filme faz é uma atitude risível. Além dos 27 documentos que compõem o Novo Testamento, existem 39 documentos externos à Bíblia que mencionam Jesus e sua vida terrena. Estas fontes incluem: o Talmude judaico; o Didaquê; historiadores romanos, gregos e judeus; os evangelhos apócrifos (por exemplo, o evangelho de Tomé); etc. Essas fontes extra-bíblicas revelam-nos mais de 100 factos sobre a Sua vida, os Seus ensinos, a Sua morte e ressurreição. A Enciclopédia Britânica, edição XV, dedica 20.000 palavras à pessoa de Jesus Cristo e em nenhum momento sugere que ele não tenha existido. Como se isso não bastasse, existem mais de cinco mil manuscritos do Novo Testamento, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos.
Para se ter uma ideia do quanto a existência de Cristo é rica nas suas fontes, foram analisadas analogamente as biografias de Alexandre Magno e as de Jesus Cristo. As duas biografias mais antigas sobre a vida de Alexandre foram escritas por Adriano e Plutarco depois de mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 AC e mesmo assim os historiadores consideram-nas muito confiáveis. Para a maioria dos historiadores, nos primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. Portanto, comparativamente, é insignificante saber que os evangelhos foram escritos 60 ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus e esse tempo seria insuficiente para se mitificar uma pessoa.
No demais, o filme auto-refuta-se a si mesmo. Um exemplo? A alegação do filme de que o Cristianismo tenha emprestado ou roubado a ideia dos "três reis-magos" de religiões antigas é ridícula. Os três reis-magos apareceram e aparecem em cartões de natal e em declarações de religiosos ignorantes, mas não aparecem em nenhum lugar da Bíblia. No livro do Evangelho segundo Mateus simplesmente está escrito "Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém." (Mat. 2:1). Os magos eram conhecidos como homens sábios e não como reis. Durante a Idade Média, surgiu a lenda de que os magos foram reis e de que eram três, mas isso é pura lenda e não algo ensinado nas Escrituras. O ataque precipitado e enganoso do filme contra a credibilidade dos Evangelhos apenas revela a falta de credibilidade que possuem os seus produtores quando se trata de pesquisa académica.
É preciso saber que o Diabo, após ouvir a promessa de Deus ao primeiro casal humano no Jardim do Éden, procurou criar diversas falsificações nas religiões pagãs, como o nascimento virginal, a morte expiatória, a ressurreição, etc. Precisamos de reconhecer que existe essa similaridade entre Jesus Cristo e diversos ícones pagãos, mas isso ocorreu devido à falsificação satânica de um salvador. De facto, algumas práticas adoptadas na cristandade, como a comemoração da Páscoa e do Natal, estão enraizadas no paganismo e devem ser rejeitadas pelos Cristãos Bíblicos, por total falta de fundamento. O filme não distingue isto e atira fora o bebé com a água suja da banheira.
O serviço prestado é de desinformação e não de informação. Sim, o filme aliena mais do que revela e confunde mais do que esclarece.
Não se deixem enganar por Zeitgeist! Trata-se de um embuste.
O alvo é sempre o mesmo ... os seus autores não podiam ter sido mais inovadores atacando, por exemplo, Maomé, o Islão, dizer que Meca é isto, que o Alcorão é aquilo !!! Ah, mas isso não fazem!! Os extremistas muçulmanos não são tão tolerantes com esse tipo de atitude.
Leia a resposta, a refutação meticulosa e minuciosa a Zeitgeist feita em O desmascarar da mitologia ZEITGEIST.




