24-04-08 - Estudantes proclamam dia 'leva-a-tua-Bíblia'
Movimento em apoio do professor que recebeu ordens para esconder o Livro dos livrosAlunos da escola distrital em Mount Vernon, Ohio, criaram o dia “leva-a-tua-Bíblia-para-a-escola” em apoio do popular professor que recebeu ordens para manter a sua Bíblia escondida enquanto os alunos estão na sua sala de aulas.
O treinador Dave Daubenmire dos Ministérios Passa Sal e Milícias Unidas, que actua como porta-voz do professor John Freshwater, falou ao World Net Daily sobre a campanha que foi organizada pelos estudantes através de telemóveis, SMS, e e-mails.
O Presidente do Conselho Directivo da escola, Ian Watson disse ao WND que a Bíblia era apenas parte de um conjunto de questões que o distrito estava a tratar, mas disse que não podia providenciar detalhes sobre outros factores. Ele admitiu que a ordem para que Freshwater removesse a Bíblia da sua secretária, onde sempre a teve durante mais de vinte anos de ensino no distrito, foi dada por causa de contactos de alguns pais. Mas, de novo não quis adiantar mais sobre o assunto.
Daubenmire, contudo, disse que a Bíblia é uma parte tão importante da vida de Freshwater, que ele a leva consigo quando, como voluntário, vai atacar de pára-quedas as zonas de incêndios durante o Verão.
Ele também trabalhou para fazer chegar Bíblias à China, disse Daubenmire.
Numa entrevista ao WND, Watson acusa Freshwater de "ir para a praça pública" com questões da escola.
"Nós apenas lhe pedimos para que a sua Bíblia não estivesse sobre a sua secretária durante os seus tempos lectivos,” disse Watson ao WND. Contudo, ele também admitiu que a escola não tinha quaisquer proibições formais sobre artigos pessoais sobre as secretárias dos professores.
Num fórum do jornal local, Notícias Mount Vernon, as pessoas estão do lado de Freshwater.
"A Bíblia é dele e ele tem todo o direito de a manter com ele,” diz um primeiro comentador anónimo no fórum.
"Ele devia poder ter a sua Bíblia na sua secretária. É triste ver este país tentar remover Deus de tudo e ainda supomos que se trata de um país Cristão,” disse a segunda pessoa no fórum.
"Devem estar a brincar. Quando deviam esforçar-se por remover as armas ofensivas das escolas, estão preocupados com as Bíblias inofensivas e salutares?,” comentou um terceiro.
"Permaneça firme, sr. Freshwater! Eu fui seu aluno há aproximadamente 20 anos. Lembro-me da Bíblia estar sobre a sua secretária. Porque removê-la agora?" disse outro.
Daubenmire disse que a exigência da escola é uma descriminação, pois uma Muçulmana não receberia ordem para esconder o seu véu da vista dos alunos.
Daubenmire disse que as exigências da escola não têm a ver com o professor querer estabelecer a religião ali, mas com um “crescente e contínuo purgar do Cristianismo a que se assiste na sociedade.”
"Notem por favor que o ataque à liberdade religiosa na América incide sobre o Cristianismo. Ninguém tenta silenciar a liberdade religiosa dos Muçulmanos, ou ateus, ou humanistas. Bem pelo contrário. É-nos dito para ‘compreendermos’ os Muçulmanos, sermos sensíveis com os ateus e tolerarmos os humanistas e as suas várias denominações de ‘ismos’ (ambientalismo, feminismo, secularismo, socialismo, comunismo), que nós ensinamos abertamente nas nossas escolas."
"Os nossos direitos são direitos dados por Deus. Não são direitos ‘constitucionais’," continuou ele. "Tomemos tempo para ler a Constituição dos Estados Unidos da América. Veremos que não concede nenhuns direitos a ninguém. Pelo contrário, ao estabelecer o governo federal, o documento (as primeiras dez emendas) também proíbe o governo de interferir com vários aspectos da liberdade humana. As primeiras dez emendas limitam o que o governo pode fazer. Elas não deveriam ser chamadas a Carta dos Direitos; mas a Carta das Limitações."
Em vez de reclamarem direitos constitucionais, os cidadãos dos EUA deveriam proclamar os direitos dados por Deus, disse ele.
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