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01-03-17 - Maioria dos jovens portugueses não acredita na vida depois da morte

Jovens portugueses - maioria não acredita na vida após a morte

     Uma sondagem da Intercampus feita a jovens portugueses mostra que a maioria dos inquiridos diz não acreditar em vida após a morte, diz o jornal público online em 28 fevereiro de 2017 às 07:30 num artigo escrito por Leonete Botelho.

     São resultados de uma sondagem realizada em Setembro pela Intercampus a propósito dos 25 anos desta empresa de estudos de opinião, mas nunca divulgada.

     A consulta foi feita em Setembro de 2016 a 635 pessoas em Portugal continental e trata de temas tão distintos como as expectativas quanto ao nível de vida, a confiança nas instituições e questões como a vida extraterrestre ou além-morte.

     Em termos de confiança, os inquiridos parecem acreditar mais nos hospitais e na polícia do que nos bancos e comunicação social, e ainda menos nas empresas multinacionais e nos tribunais. Olhando para a tabela que vai do 1 (não confia nada) ao 5 (confia totalmente), os hospitais são a instituição que arrecada maior número de avaliações positivas: 44,7% confiam muito e 19,8% totalmente, a que se somam os 24,3% dos que se ficam pelo 3 (nem muito nem pouco). A polícia anda pela mesma ordem de grandeza, ultrapassando mesmo os hospitais na percentagem de quem confia nela totalmente (22,4).

     Ao contrário, os bancos e a comunicação social conseguem a percentagem mais alta no meio da tabela (32,9% dizem que não confiam muito nem pouco), mas depois distinguem-se na distribuição dos resultados. Os bancos somam 50% das opiniões desfavoráveis (1 e 2), enquanto os inquiridos se dividem sobre os media: 25,2% confiam pouco, 18,9% confiam muito.

     E dividem-se ainda mais em relação aos tribunais: começam nos 16,5% os que não confiam nada, chegam aos 30% os que dizem que não confiam nem muito nem pouco, e depois há cerca de 20% que confiam pouco e outro tanto que confia muito. Uma avaliação semelhante à que têm as empresas multinacionais, ainda assim sem uma desconfiança tão grande no primeiro escalão.

     Três perguntas mostram diferenças geracionais importantes no que diz respeito à qualidade de vida. No geral, sobressai a resposta de mais de metade dos inquiridos quanto ao seu nível de vida actual: 50,6% consideram que não é nem bom nem mau. Mas uma leitura fina mostra que os mais jovens se dividem igualmente entre o bom e o assim-assim, enquanto os mais velhos (acima de 55 anos) são os que menos consideram ter um bom ou muito bom nível de vida.

     Também os mais jovens se diferenciam muito dos mais velhos na avaliação de como o nível de vida mudou nos últimos 30 anos: mais de 60% dos sub-34 entendem que a vida melhorou, face aos menos de 44% das pessoas com mais de 55 anos que pensam o mesmo. Estes, por seu lado, são os que mais consideram que a vida piorou nas últimas décadas, e essa percepção é mais acentuada nas mulheres que nos homens.

     O optimismo face ao futuro é igualmente mais predominante nas novas gerações. Quase 39% dos sub-34 acham que a vida vai melhorar nos próximos dez anos, uma percentagem 13% superior aos que têm entre 35 e 54 anos e 17% mais do que pensam aqueles que têm mais de 55 anos. Na média, os inquiridos acham que a vida vai piorar (32,1%) na década seguinte.


Outras formas de vida

     Além da morte? Aqui não há indecisos: 45,4% dos inquiridos dizem que sim, 54,6 dizem que não. Ponto. E a possibilidade de existência de vida extraterrestre? Nem pensar, afirmam 64,6%; claro que sim, defendem 35,4%. Num país maioritariamente católico, parece mais difícil conceber qualquer outra forma de vida no universo do que acreditar na sobrevivência da alma.

- in PÚBLICO online

NOTA: Eis o enorme desafio para a atual geração de crentes: conduzir estes jovens à fé. Como o Apóstolo Paulo, procuremos "persuadi-los à fé de Jesus" (Atos 28:23). Assumamos convictamente, como ele,  dizendo e agindo: "persuadimos os homens à fé"(2 Coríntios 5:11). Assumamos o seu argumento e determinação: "Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (Romanos 1:16).

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