27-02-17 - Por falar contra a homossexualidade, vlogueira* cristã foi excluída do Facebook

* Blogueira é a pessoa que escreve em um blog, e vlogueira é a pessoa que grava videos no YouTube.
Após publicar um comentário onde cita a bíblia falando contra a homossexualidade, vlogueira cristã foi censurada pelo Facebook e teve o seu perfil excluído. O caso repercutiu pelo mundo inteiro e com a indignação de cristãos, a rede social pediu desculpas a vlogueira alegando que foi um "acidente".
Elizabeth Johnston, uma norte-americana que vive em Ohio, nos Estados Unidos, denunciou ao site cristão de notícias The Christian Post que está a ser perseguida pelo Facebook, por publicações onde faz citações da bíblia que condenam a homossexualidade. Com mais de 76.000 seguidores no seu perfil, ela teve a sua página “congelada” por três dias e mesmo depois de retornar, foi novamente excluída após questionar a censura da rede social.
Ela é uma ativista em defesa do direito da educação “escolar” em casa, algo comum nos Estados Unidos, autora da página The Activist Mommy e do canal oficial no Youtube onde trata desses e outros assuntos de caráter conservador e cristão.
Elizabeth contou que recebeu uma resposta alegando que ela “não segue os padrões comunitários do Facebook”, e que a rede social “elimina o discurso de ódio, que inclui conteúdo que ataca diretamente as pessoas com base em sua raça, etnia, origem nacional, orientação sexual”. Todavia, a vlogueira se defendeu afirmando que em nenhum momento ofendeu pessoas ou fez discriminação, mas apenas expressou o seu pensamento e a sua fé, de forma intelectual.
“Alguém tinha comentado abaixo de um dos meus vídeos falando sobre o tema e disse algo sobre como a lei do Antigo Testamento proíbe a ingestão de carne de porco – um dos argumentos favoritos dos homossexuais. Eu respondi apenas com um comentário bíblico, que acabou sendo considerado ‘discurso de ódio’ pelo Facebook. Foi muito intelectual e apenas um comentário sobre o que a Bíblia diz. Não havia nenhuma ofensa ou algo assim”, disse ela na matéria.
O termo “discurso de ódio”, por ser algo subjetivo e abstrato, ou seja; sem uma definição clara, é uma das acusações mais comuns de ativistas contra cristãos conservadores, que tentam associar a Bíblia ou o que eles rejeitam como opinião contrária, ao que seria “ódio” ou “preconceito”.
Sobre isso, Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook, alegou que a empresa está “empenhada em construir uma plataforma para todas as ideias”, negando que exista censura na rede.
Com a repercussão do caso, também noticiado no jornal New York Times e no canal Fox News, gerando polémica sob a suspeita de que o Facebook estaria censurando cristãos que manifestam opiniões contrárias à homossexualidade, a indignação de utilisadores em todo mundo contra o Facebook surtiu efeito e a rede emitiu um comunicado para Elizabeth Johnston pedindo desculpas pelo ocorrido, alegando que o congelamento da página e as suas publicações foi um “acidente”.
“Olha só!! Nós conseguimos! Após a minha história ter ido para nível mundial no New York times, na FoxNews e mais além, o Facebook fez algo que raramente (se é que já fez) vimos fazer. Eles desculparam-se e restauraram o conteúdo em questão ao seu lugar original. […] Eles dizem que foi ‘acidentalmente’ excluído. Vai acreditar nisso?”, publicou Elizabeth no seu perfil, comemorando a reviravolta..
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