19-01-17 - Campanha sobre crianças transexuais (cartazes de crianças com o sexo trocado) gera revolta

Desenhos de crianças nuas com o sexo trocado foram colocados em autocarros e estações de metro em Espanha. Fazem parte de uma campanha contra o que os depravados chaam de “discriminação sexual”. Na mensagem, posta abaixo das figuras, a propósito da troca sexual que lhes fizeram, diz: "É simples assim. A maioria deles sofre diariamente, porque a sociedade não conhece essa realidade”.
Os 150 cartazes com o desenho de quatro crianças nuas e sorrindo ficaram expostos entre 10 e 16 de janeiro. Eles foram espalhados em autocarros e estações de metro nas comunidades autónomas do norte da Espanha: País Basco e Navarra.
A promoção foi da organização Chrysallis, que reúne famílias de menores transexuais. Eles dizem que pretendiam dar visibilidade à situação e combater o preconceito contra essas crianças.
A reação do público foi negativa. Alguns cartazes foram rasgados e sobre outros foram desenhadas correções ao desenho torcido. Beatriz Sever, porta-voz da Chrysallis, justifica: “Só um grupo bem pequeno da sociedade rejeitou a campanha. Não tem nada de ofensiva. São corpos de crianças, é parte da natureza”.
Porém, grupos cristãos fizeram protestos por causa da imposição da ideologia de género. Foi feito um abaixo-assinado digital contra a campanha, chamado: “Nos transportes públicos, fomenta-se a corrupção de menores”. Nos primeiros dias, quase 10 mil assinaturas foram recolhidas e a petição será entregue ao Promotor para Assuntos de Menores do País Basco.
O grupo planeia levar uma denúncia formal à Justiça. Exige também que a Chrysallis esclareça de onde tirou as informações dos cartazes, segundo a qual “a taxa de tentativa de suicídio entre adultos transexuais a quem foi negada sua identidade durante a infância é de 41%”.
Um advogado lança o alerta dizendo que a campanha é “ilegal e enganosa”. Relatou à BBC que o grupo que ele representa considera “inadmissível a hipersexualização da conduta de menores mediante campanhas juridicamente inadmissíveis e moralmente reprováveis”.
O pedido encaminhado à Promotoria é que os cartazes sejam retirados, além de se investigar e punir “os responsáveis pela corrupção de menores”.




