06-01-17 - Primeira ministra britânica é criticada por defender a sua fé

A primeira ministra britânica, Theresa May, foi criticada por dizer que confia em Deus ao tomar decisões difíceis. Desde que assumiu o cargo, May disse em entrevista a The Sunday Times que seu sentido moral do bem e do mal a ajuda a tomar melhores decisões para o país.
REINO UNIDO – A primeira ministra britânica, Theresa May, desde que assumiu o cargo, afirma em suas entrevistas que a sua fé em Deus é a base de suas decisões.
“Existe algo quanto à minha fé. Sou membro praticante da igreja da Inglaterra e assim sucessivamente, e isto está por detrás de tudo o que faço,” disse May a The Sunday Times.
May continuou dizendo: “Quando se sabe que se está a fazer o correto, tem-se confiança, energia para ir e entregar a mensagem correta”.
Porém, as suas afirmações nas entrevistas, tem provocado a ira da Sociedade Secular Nacional da Grã Bretanha, que acusou a primeira ministra de “abusar do seu cargo político” para impor valores cristãos aos outros.
Stephen Evans, diretor da campanha da Sociedade, disse que “muitas pessoas apoiam-se na sua fé durante os tempos difíceis”, porém advertiu a primeira ministra, dizendo que ela deve “governar em nome de todos, incluindo a minoria e, por sinal, a maioria dos cidadãos não religiosos”.
“Ainda que seja correto que Theresa May tenha fé, ela não deve usar o seu cargo para promover o cristianismo ou impor sos eus próprios valores religiosos”, disse Evans.
No entanto, os comentários de Evans também despertaram críticas, fazendo com que a Sociedade Secular Nacional seja acusada de impor a sua cosmovisão.
“A teoria de que a primeira ministra não deve impor suas opiniões à população parece lógica, mas, Stephen Evans não parece ser lógico quando tenta impor sua própria visão nos seus discursos públicos”, comentou Peter Ould à Breitbart Londres.
“A teoria de que o ateísmo é uma posição predeterminada para a religião na vida política está obsoleta numa sociedade multicultural que valoriza o património espiritual de uma diversidade de cidadãos”, disse.
No entanto, um novo anuncio do grupo de conservadores ResPublica influencia os políticos britânicos a considerarem a nova cláusula de consciência na Declaração dos Direitos de proteção aos cristãos e outros grupos religiosos.
ResPublica diz que os cristãos e outras pessoas de fé enfrentam tempos de temor e desconfiança, e “é necessário fazer mais pra proteger a liberdade de fé, e a melhor maneira de fazer isso, é continuar com o projeto da Declaração de Direitos Britânico e incluir a liberdade de expressão da crença”.
- in The Sunday Times




