22-12-16 - Cristãos são atacados por que distribuíam comida para os pobres

Na aldeia de Nalidi, distrito de Pallisa, região leste do Uganda, a população é predominantemente muçulmana. Recentemente, 27 cristãos que trabalhavam em um projeto de produção de alimentos foram atacados por jihadistas armados.
Enquanto colhiam arroz, 16 cristãos acabaram surpreendidos por radicais islâmicos. Eles invocavam a jihad – guerra santa – e gritavam em árabe: “Estamos lutando pela causa de Deus”, afirmou o sobrevivente John Supete. A maioria dos feridos ainda convalescem no centro de saúde de Butebo, para onde foram levados.
“Os muçulmanos bateram-nos usando facões, pedaços de pau e barras de ferro. Vários de nós ficámos feridos”, disse outro sobrevivente, Kirya Mbulambago, acrescentando que a maioria das vítimas tinha cortes sérios.
Um imã identificado apenas como Akiimu liderou o grupo no ataque, disseram fontes. A maioria dos cristãos sofreram cortes profundos na cabeça, no rostos e mãos, bem como lesões nas costas.
Os 11 cristãos que não foram feridos gravemente continuam com o trabalho. A lavoura de arroz onde eles trabalham é um esforço conjunto de três igrejas. Trata-se de um projeto essencialmente missionário. Parte da produção é vendida para ajudar a pagar o material escolar de famílias carentes. Uma outra porção é doada aos membros da comunidade, independentemente de sua religião.
Através desse projeto de evangelização, 21 muçulmanos aceitaram o Senhor Jesus Cristo nos últimos seis meses, afirma o Morning Star News.
Isso irritou os líderes muçulmanos que começaram a ameaçar os cristãos. Os líderes da mesquita tinham advertido que aqueles que abandonassem o Islão seriam tratados com severidade, conforme ensina o Alcorão, numa clara ameaça de morte. A perseguição tem se intensificado na região.
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