16-02-08 - Sarkozy afirma que a violência e as guerras devem-se à "ausência de Deus"
O presidente da França, Nicolas Sarkozy não será uma alma nascida de novo, mas as suas declarações a favor da espiritualidade estão a dar enormes dores de cabeça aos secularistas.
Nicolas Sarkozy, gerou uma nova polémica ao dizer que a fé tem um lugar na esfera pública e que as crianças francesas em idade escolar deveriam aprender sobre as 11 mil crianças judias da França mortas no Holocausto.
Sarkozy tem deixado indignados os partidários do secularismo com os seus constantes apelos à fé religiosa e as suas referências às raízes cristãs do país. E, na quarta-feira, numa organização judaica da França, afirmou que a violência e as guerras do século 20 deviam-se à "ausência de Deus".
Os alunos de 10 anos de idade "deveriam conhecer o nome e a história de vida das crianças que morreram no Holocausto", afirmou no Conselho Representativo de Instituições Judaicas na França (CRIJ).
Estes discursos proferidos por Sarkozy fizeram nascer acusações de que o líder francês viola o princípio da separação entre o Estado e a Igreja. Ele é o primeiro presidente do país a discursar no jantar anual da CRIF, um papel desempenhado normalmente pelo primeiro-ministro.
O líder francês argumenta que as pessoas religiosas possuem uma esperança e um objectivo de vida que falta à sociedade moderna devido ao "fim da ideologia" após a Guerra Fria e à disseminação da desilusão numa sociedade consumista.




