17-10-2026 - Professora processa escola após despedimento por expressar opinião pró-vida em sala de aula

Professora cristã Anita Meston (Foto: Alliance Defending Freedom)
Docente questiona a dispensa de instituição de ensino após responder a perguntas de estudantes sobre temas polémicos durante atividades escolares
Anita Meston, uma educadora com 28 anos de carreira, iniciou um processo judicial contra a Biddick Academy, localizada em Washington, no Reino Unido. A demissão ocorreu após a professora manifestar as suas opiniões pessoais em resposta direta a perguntas feitas por alunos durante uma aula de história sobre o bombardeio de Dresden na Segunda Guerra Mundial.
Durante a discussão, ao ser indagada sobre a sua posição em relação ao conflito na Palestina, Meston declarou-se pró-Israel enquanto lamentava as mortes de civis em Gaza. Em seguida, um estudante perguntou se ela era favorável ao aborto, momento em que a professora afirmou ser pró-vida. Ela explicou que a sua visão estava ligada à sua fé cristã e ao conhecimento de vivências de mulheres sobre o tema, encerrando o assunto logo após a interação com a turma.
Processo aponta violação de crenças religiosas
No dia seguinte à aula, a administração da escola convocou uma reunião e comunicou o despedimento de Meston, alegando partilha de opiniões pessoais sobre questões políticas com estudantes. A direção afirmou haver uma preocupação real de que a postura da docente causasse dano ou angústia aos alunos.
Em sua defesa, a professora descreveu estar profundamente chocada com o desfecho. “Eu não acredito que seja o papel de um professor impor crenças não relacionadas à aula. Eu meramente reconheci as perguntas dos meus alunos e dei respostas verdadeiras antes de redirecioná-los de volta à lição em questão. O que aconteceu comigo é nada menos do que censura, e este precedente não pode ser permitido”, declarou Meston.
A docente argumenta que o episódio configura discriminação religiosa, protegida pela Lei da Igualdade. O caso conta com o apoio da organização Alliance Defending Freedom. O advogado Jeremiah Igunnubole ressaltou a importância do debate em sala de aula. “É inaceitável que expressar visões pró-vida e outras opiniões em resposta a uma pergunta possa resultar no despedimento de uma pessoa”.
Representantes da North East Learning Trust, rede à qual a escola pertence, informaram que não podem comentar o caso individual, mas reforçaram que possuem um código de conduta aplicado para garantir a segurança dos estudantes. Uma audiência preliminar foi marcada para ontem, dia 16 de outubro de 2026, no Tribunal do Trabalho, não se sabendo à hora desta publicação o resultado da mesma.
- in The Telegraph
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