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Servindo entusiasticamente,
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para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

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Como morrer em Cristo tem mais valor do que nada.

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24-04-14 - Teologia anti-Israel: um erro mortífero

Judeus perseguidos     A ideia de que Deus não tem mais nada a ver com o povo judeu como nação e que a igreja substituiu Israel no plano de Deus não só é um sério erro teológico. É também um erro mortífero.

     Foi essa falsa teologia que ajudou a inflamar as chamas do ódio aos judeus num dos mais respeitados líderes da igreja primitiva, João Crisóstomo (347-407), que certa vez disse: “Deus odeia os judeus, e no Dia do Juízo dirá aos que simpatizam com eles: ‘Afastem-se de Mim, pois vocês têm relações com Meus assassinos’! Fujam, então, das reuniões deles, fujam das casas deles e tratem as sinagogas deles com ódio e aversão.”

     Sem essa teologia falsa, as Cruzadas jamais ocorreriam 700 anos mais tarde.

      Foi essa falsa teologia que ajudou a inflamar as chamas do ódio aos judeus no grande reformador Martinho Lutero (1483-1546), que deu este conselho aos governantes alemães da sua época: “Primeiro, incendeiem as sinagogas ou escolas deles… Segundo, aconselho que as casas deles sejam demolidas e destruídas… Em vez disso, eles poderiam morar debaixo de um telhado ou num celeiro, como os ciganos… Terceiro, aconselho que todos os livros de orações e escritos do Talmude deles, em que são ensinados tais idolatrias, mentiras, maldições e blasfémias, lhes sejam tirados. Quarto, aconselho que os rabinos deles sejam proibidos de ensinar de agora em diante sob pena de perderam a integridade física.” (Para mais exemplos, leia o livro em inglês “Our Hands Are Stained With Blood” [As Nossas Mãos Estão Manchadas de Sangue].)

     As palavras sanguinárias de Lutero foram implementadas por Adolf Hitler, começando na noite de 9 de novembro de 1938, que é chamada de Krystallnacht, a Noite dos Cristais Quebrados, quando, de acordo com o oficial nazi Reinhard Heydrich, “815 lojas [judaicas] foram destruídas, 171 casas foram incendiadas ou destruídas… 119 sinagogas foram incendiadas, e outras 76 foram completamente destruídas… 20.000 judeus foram presos, 36 mortes foram registadas e os feridos graves foram também contados em 36.”

     Tudo isso foi consequência de uma teologia que estava totalmente errada, ajudando a justificar ações mortais. (Os nazis obviamente não eram Cristãos, mas foram séculos de antissemitismo “Cristão” na Europa que ajudaram a tornar possível o Holocausto.)

     Sem dúvida, há Cristãos excelentes hoje que adotam esse mesmo erro teológico (chamado de teologia da substituição ou supersessionismo, significando que a igreja substituiu ou suplantou Israel), e definitivamente eles não são antissemitas e jamais aprovariam a perseguição do povo judeu no nome de Jesus. E eles repudiam totalmente declarações de ódio como as que foram citadas acima.

     Mas o triste facto da história é que foi essa mesma teologia que abriu as portas para séculos de antissemitismo “Cristão” no passado, e está ameaçando abrir essa porta horrível mais uma vez hoje.

     Considerando a terceira conferência “Christ at the Checkpoint” (Cristo no Posto de Controlo) que ocorreu recentemente na antiga cidade de Belém, onde questões como essas não foram apenas abstrações teológicas, é importante recordar como uma teologia errada leva a ações erradas.

     De acordo com Atos 1, depois que os discípulos terem passado 40 dias com Jesus depois da Sua ressurreição, falando com eles “sobre o Reino de Deus” (v. 3), os Seus seguidores dedicados quiseram fazer-Lhe mais uma pergunta antes que Ele subisse ao céu.

     Eles perguntaram: “Senhor, será este o tempo em que restaurarás o Reino a Israel?”

     Ele respondeu: “Não vos compete saber as épocas ou as datas que o Pai estabeleceu por sua exclusiva autoridade. Contudo, recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós, e sereis Minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra!” (versículos 6-8, KJA)

     Por outras palavras, essa é uma boa pergunta, e certamente faz sentido considerando tudo o que vimos tratando, mas a hora certa em que isso ocorrerá — quando Deus irá “restaurar o reino a Israel” — não é algo com que nos devamos preocupar neste momento. Precisamos de nos concentrar em cumprir a Grande Comissão com a ajuda do poder do Espírito.

     Mas não foi desse jeito que João Calvino interpretou a resposta de Jesus. Conforme o Dr. Paul R. Wilkinson comentou no seu livro em inglês “Understanding Christian Zionism” (Compreendendo o Sionismo Cristão), Calvino declarou que “‘havia tantos erros… quanto palavras na pergunta dos discípulos’ com relação à restauração de Israel. Isso, cria ele, mostrava ‘como eles eram péssimos estudiosos sob um Mestre tão bom,’ e portanto ‘quando Ele [Jesus] disse, recebereis poder, ele os admoestou acerca da imbecilidade deles.’”

     Wilkinson também comenta: “Na 5ª Conferência Sabeel Internacional em 2004 [que foi uma conferência antissionista], Mitri Raheb denunciou os discípulos como homens ‘de mente muito estreita,’ ‘nacionalistas’ e ‘cegos’ por fazerem tal pergunta.”

     Para ser sincero, interpretações desse tipo não são nada mais do que estupidez exegética, colocando o texto bíblico de cabeça para baixo.

     Por exemplo, se os discípulos tivessem dito a Jesus, “Senhor, é este o tempo para pegarmos em espadas para decapitar os nossos inimigos?” Ele não teria respondido: “Não vos compete saber as épocas que o Pai determinou para decapitardes. Concentrai-vos apenas na pregação do Evangelho.”

     Longe disso! Em vez disso, Ele tê-los-ia repreendido de forma muito clara.

     Mas não foi isso o que Ele fez nesse ponto, apesar do facto das Suas palavras serem constantemente interpretadas como se Ele tivesse dito: “Seus idiotas! Vocês não sabem que não quero mais nada com Israel? Vocês não sabem que a igreja substituiu Israel? Eu tenho estado com vocês há tanto tempo e vocês ainda não entendem?”

     Em vez disso, Ele simplesmente lhes disse que não lhes competia saber o tempo exato em que o Pai restauraria o reino a Israel (algo que Jesus, Pedro e Paulo confirmaram; veja Mateus 19:28; Atos 3:19-21; Romanos 11:28-29; 15:8); a missão deles era serem Suas testemunhas.

     Infelizmente, na nossa época, enquanto estamos a ver um número crescente de Cristãos voltarem-se contra o moderno estado de Israel — e não quero dizer com isso simplesmente que eles estão a criticar Israel quando Israel merece críticas -, adotando também a versão palestina de que Israel é um ocupante maligno e afirmando que não resta nenhuma promessa ao povo judeu como nação — estamos a ver as sementes do ódio aos judeus serem plantadas de novo no coração de muitos desses crentes. A hostilidade deles a Israel mal dá para esconder.

     Cuidado, povo de Deus!

     A história pode bem se repetir — para vergonha do nome de Jesus, para vergonha da Igreja e para prejuízo espiritual e físico do povo judeu —, a menos que corrijamos a nossa teologia.

     Foram avisados.

Michael Brown

 

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