27-06-2026 - Uganda: Homem tem mãos decepadas por parentes muçulmanos após ser tornar Cristão

Cristãos durante culto no Uganda.
Familiares de um homem no leste de Uganda cortaram as suas mãos depois que ele se converteu do islamismo ao Cristianismo.
Kalegeya Faruku, de 40 anos, está a recuperar de ferimentos graves após ter sido mutilado no ataque à casa ae sua família em Jinja.
“Rendi a minha vida ao Senhor Jesus no início de março, e os meus familiares não ficaram felizes”, disse Faruku a um contacto do Morning Star News. “Eles ficaram muito zangados e começaram a enviar-me mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar a minha vida.”
Faruku disse que voltou a casa na noite de 17 de abril para pegar nos seus pertences pessoais antes de se mudar para um lugar mais seguro. Ele pretendia viajar para o município de Busembatia, no distrito de Bugweri, onde reside um amigo que lhe havia dado testemunho do Evangelho. Mas, segundo ele, parentes emboscaram-no ao chegar.
“Encontrei os meus irmãos à minha espera, como se já tivessem sido avisados”, disse Faruku. “O meu irmão mais velho aproximou-se e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele agarrou-me e os outros cercaram-me.”
Eles levaram-no para dentro de casa e cortaram as suas mãos enquanto recitavam textos islâmicos, disse ele. O Morning Star News teve acesso a fotos dos seus membros decepados. Os parentes transportaram-no por cerca de 5 quilómetros e abandonaram-no perto de um cruzamento, gravemente ferido, disse Faruku.
“Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme”, acrescentou. “As pessoas vieram e levaram-me à pressa para uma clínica próxima a fim de receber atendimento médico.”
Ele estava recebendo tratamento médico em uma unidade de saúde cujo nome está sendo omitido por motivos de segurança.
Um pastor de uma igreja evangélica no distrito disse que Faruku frequentava os cultos naquele local. Os nomes da igreja e do pastor também estão a ser mantidos em sigilo por motivos de segurança.
Faruku ainda está a receber tratamento no centro médico.
SP seu pai, Lubega Issa, justificou o ataque dizendo: “É isso que a Sharia [lei islâmica] nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”, segundo o referido pastor.
Até ao momento desta reportagem, a polícia não havia divulgado nenhum comunicado sobre o incidente, e permanecia incerto se alguma prisão havia sido efetuada.
Membros e líderes da comunidade cristã pediram uma investigação completa e uma ênfase renovada na coexistência pacífica e na liberdade de crença.
A Constituição do Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.
- in Morning Star News
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