01-04-2026 - Mãe que perdeu filha em protestos no Irão encontra paz em Jesus: “Confiei minha vida a Ele”
A adolescente foi assassinada no meio dos protestos no Irão. (Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles/CBN News
Uma mãe iraniana que perdeu a filha durante protestos contra o regime no Irão afirmou ter encontrado paz após se converter ao Senhor Jesus Cristo. Em entrevista recente, ela contou como a fé tem sustentado a sua vida após a tragédia.
Em janeiro, Sameera e sua filha de 16 anos participaram das manifestações contra o regime em Karaj. Na ocasião, forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes, e a jovem Sevda foi atingida e morreu no local.
"O dia 19 de janeiro foi verdadeiramente terrível, quando o governo da República Islâmica deu ordens para atirar nos manifestantes. Mesmo assim, muita gente foi às ruas", disse ela.
Sameera contou que, mesmo cientes dos riscos, decidiu participar do protesto com a filha: "Saímos naquela noite, deixando os nossos telemóveis em casa, sabendo que poderíamos enfrentar a morte ou ser presas".
Segundo ela, a adolescente demonstrou coragem até aos últimos momentos: "Ela foi incrivelmente corajosa. Falou com total bravura até ao seu último suspiro. Lutou. Cantou. Gritou”.
Pouco depois, Sevda foi baleada no peito: “Atiraram nela no coração. A bala atingiu-a e ela morreu instantaneamente".
‘Sinto paz por causa de Cristo’
Durante anos, a família esteve envolvida em protestos contra o regime iraniano. Semanas após a tragédia, Sameera deixou o país e passou a viver no norte do Iraque. No meio da dor, ela testemunhou que teve um encontro com o Senhor Jesus Cristo.
"Eu não era uma muçulmana muito religiosa quando criança. Na verdade, eu não aceitava o islamismo xiita. No entanto, eu sempre tive curiosidade sobre o Senhor Jesus Cristo. Eu sabia algo sobre Cristo por assistir a vídeos no Instagram, mas nunca imaginei que teria um encontro como este", afirmou ela.
Depois dessa experiência, ela uniu-se aos crentes no norte do Iraque: "Desde que encontrei Cristo, muitas coisas boas aconteceram na minha vida. Sinto uma paz especial e confiei a minha vida e meu destino a Ele".
"Hoje, embora esteja passando por muita coisa, sinto uma paz profunda por causa de Cristo", acrescentou.
Sameera destacou que a morte da filha não deve ser esquecida: "Houve muitas vezes em que ela me incentivou a ir às ruas. Ela implorou para que eu fosse com ela. Ela insistiu. Ela disse que tínhamos que protestar em nome daqueles que perderam a vida".
E continuou: "Ela costumava dizer: 'Eu gostaria muito que as pessoas fossem livres um dia'. Ela também dizia: 'Se algo me acontecer, lembrem-se de mim no dia da liberdade'".
A morte da jovem ocorreu no meio de uma onda de protestos no Irão. Ao comentar o cenário no país, Sameera afirmou: "A República Islâmica é um cancro, é realmente um cancro, e alguém precisa destruí-la. Se isso não acontecer, ficarei profundamente triste, porque perdemos muitos jovens, e eles ainda estão a ser executados hoje em dia".
Milhares de manifestantes mortos
Segundo o portal iraniano Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início de janeiro, números semelhantes aos divulgados pela revista Time.
Segundo o veículo, a estimativa de mortos na violenta repressão ocorrida em 8 e 9 de janeiro foi baseada em dados extensos obtidos a partir de “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.
A publicação afirmou que os números tornam esses assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.
De acordo com o relatório, a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, embora também tenham sido utilizados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.
- in CBN News
_________________________________________
NOTA de esclarecimento importante:
Esta secção de notícias é exatamente isso, e tão somente isso: notícias, visando informar o povo de Deus do que vai acontecendo no mundo. Não significa que subscrevamos princípios, práticas e costumes associados às mesmas. O resto do portal esclarece bem e com rigor o que realmente cremos à luz das Escrituras bem manejadas.




