13-01-2026 - Enquanto os americanos perdem a confiança nos meios de comunicação e no governo, a fé na Bíblia começa a crescer

Sondagens constantes mostram que a confiança nos Estados Unidos continua a decair: no governo, nas instituições e até na religião. Contudo, um novo relatório revela que muitos ainda recorrem à Bíblia, enquanto outros questionam a sua relevância na vida moderna.
Durante mais de uma década, a Sociedade Bíblica Americana tem perguntado todos os anos aos americanos sobre a sua relação com as Escrituras: quem as lê, o que acreditam e porque são importantes. Os resultados mais recentes revelam uma nação profundamente dividida quanto à fé e à confiança.
Apenas 36% dos americanos acreditam que a Bíblia é totalmente exata, enquanto 39% afirmam que não. Quase uma em cada cinco pessoas considera a Bíblia uma ferramenta escrita para controlar ou manipular as pessoas.
“A maioria dos americanos nem sequer recorre à Bíblia”, afirmou o Dr. John Plake, investigador e Director de Inovação da Sociedade Bíblica Americana. “Eles não são o que chamamos utilizadores da Bíblia. E o que observámos aqui é que a confiança está baseada nas relações. Por isso, quando as pessoas têm uma relação com a sua família, confiam nela. Se a sua relação com a família se rompe, a confiança também se rompe.”
Esse vínculo entre relação e confiança estende-se para além das Escrituras. O relatório mostra que a confiança na religião organizada situa-se apenas nos 29%, enquanto a família continua a ser a instituição mais fiável dos Estados Unidos, com 55%. Em contraste, os meios de comunicação social e o governo situam-se apenas nos 5% e 6%, respetivamente.
“Acho que o estado da Bíblia na América é promissor”, disse o Dr. Plake. “Tivemos épocas em que estávamos mais centrados na Bíblia do que hoje, quando havia mais utilizadores da Bíblia do que hoje; talvez mais pessoas comprometidas com as Escrituras do que hoje. Mas há uma curiosidade e um interesse pela Bíblia que eu não tinha visto em 36 anos de ministério a tempo inteiro.”
Os dados também revelam profundas divisões geracionais. Os fiéis evangélicos de idade mais avançada e os protestantes negros continuam a ser os mais comprometidos com a Bíblia, em comparação com as gerações mais jovens. No entanto, as gerações mais jovens mostram um renovado interesse, com um aumento de 36% na participação bíblica entre a Geração Z e de 290% entre os Millennials apenas no último ano.
O Dr. Plake refere que ler a Bíblia está correlacionado com um maior bem-estar.
“Assim, ao analisar esse contínuo, descobrimos que quanto mais comprometidas estão as pessoas com a Bíblia, menores são os seus níveis de ansiedade, menores os seus níveis de stress traumático, maiores os seus níveis de esperança e maiores os seus níveis de desenvolvimento humano”, explicou o Dr. Plake.
E embora muito se tenha dito sobre o crescente número de ‘nada’ religiosos nos Estados Unidos (que agora representam cerca de um quarto da população do país), a entrada de 10 milhões de novos utilizadores da Bíblia sugere que a curiosidade espiritual continua viva e bem, mesmo numa época de ceticismo.
- in CBN News
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