17-06-2025 - Cristão iraniano preso em campo de deportados evangeliza muçulmanos

O campo de deportados onde Amir está detido apresenta condições precárias - Foto: Portas Abertas/Ilustrativa
Convertido a Cristo, Amir (nome fictício por razões de segurança) fugiu do Irão para exercer a sua fé livremente. No entanto, há dois meses, foi detido e encaminhado a um campo de deportação. Agora, corre o risco de ser repatriado, onde teme ser perseguido pelas autoridades iranianas.
“Saí porque não conseguia mais esconder a minha fé. Mas se me mandarem de volta agora, não sei o que me espera”, disse Amir em entrevista ao ministério Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa no mundo.
De acordo com a instituição, o campo de deportados onde Amir está detido apresenta condições precárias: ambiente superlotado, pouca ventilação, alimentação limitada e insalubridade – especialmente crítica durante o inverno rigoroso. Mesmo nessas circunstâncias, Amir continua a evangelizar.
“A maioria aqui é muçulmana. Algumas pessoas ouvem, outras não querem saber, mas algumas acreditam. Lemos a Bíblia juntos quando conseguimos”, relatou.
Durante o mês do Ramadão, a missão de discipular novos convertidos tornou-se ainda mais difícil, segundo ele. “Eles sentem-se mais sozinhos. Mas lembro a todos: não deixamos o islão por causa das pessoas. Deixamos porque encontramos a verdade. Jesus é a verdade.”
Amir pediu orações pela sua situação e pelos novos Cristãos que o acompanham. “Orem para que não sejamos abalados, para que permaneçamos firmes na fé e para que eu não seja enviado de volta ao Irão”, apelou.
Perseguição no Irão
A conversão ao Cristianismo continua sendo duramente punida no Irão, onde a liberdade religiosa é severamente restringida por uma legislação baseada na sharia, a lei islâmica. Convertidos do islamismo vivem sob constante risco de prisão, tortura e até execução.
A legislação iraniana proíbe a disseminação de qualquer fé que não seja o islamismo. Insultar o profeta Maomé é considerado crime passível de pena de morte, e cidadãos muçulmanos não têm o direito legal de abandonar a sua fé. A conversão ao Cristianismo é tratada como ato criminoso.
Igrejas evangélicas são vetadas pelo regime, frequentemente rotuladas como “grupos políticos sionistas de oposição”. Ainda assim, milhares de cristãos no país praticam a sua fé de maneira clandestina.
O Irão figura na 9ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pelo ministério Portas Abertas. O ranking destaca os países onde os Cristãos enfrentam os mais altos níveis de repressão por causa da fé.
- in Portas Abertas
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